Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Avaliação dos efeitos da exposição aos BTEXs (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos) no genoma e no sistema imunológico dos trabalhadores de postos de combustíveis.

Coordenadora: Maria Helena Faria Ornellas de Souza

Colaboradores:
Nadezda Kosyakova (Universidade Jena, Alemanha)
Thomas Liehr (Universidade Jena, Alemanha)

Equipe:
Pós-Doutores:
Maria da Gloria da Costa Carvalho
Marilza de Moura Ribeiro Carvalho

Doutores:
Adriano Arnóbio José da Silva e Silva
Dirce Bonfim de Lima
Gilda Alves Brown

Doutorandos:
Fábio Santiago Figueredo
Lucas Delmonico Rodrigues da Silva
Simone Lima de Souza

Mestres:
Carolina de Andrade Leite
Diogo Antonio Valente Ferreira
Gabriel de Carvalho Maldonado
Marianne de Medeiros Tabalipa
Orlando Nascimento Terra Junior

Mestrandos:
Vinicius da Cunha Lisboa

Graduados:
Karina Vieira de Melo
Rafaele Tavares Silvestre

Graduandos:
Maryah Bravo Gonçalves

A mistura da gasolina contém benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos (BTEXs) que são substâncias tóxicas e podem causar câncer. No Brasil há cerca de 500 mil empregados nos postos de gasolina, segundo o sindicato da classe. Além do número expressivo, eles trabalham em diversas tarefas, o que aumenta a carga horária e o tempo de exposição ao benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos.

O benzeno possui efeito de desenvolver câncer, mesmo em baixas concentrações (8-10). Os estudos genéticos em células do sangue periférico indicam que indivíduos expostos a agentes que causam câncer apresentam frequências elevadas de alterações nos cromossomos (11-15).

A nossa investigação mostrou que trabalhadores de postos de gasolina podem possuir alterações cromossômicas em número mais elevado por conta da exposição ao BTEXs. Um grupo de frentistas teve o sangue periférico coletado e através da técnica de pintura de cromossomos foi realizada a análise citogenética dos cromossomos. O sangue desses trabalhadores também está sendo monitorado por exames de laboratório de rotina e estudo de subpopulações no sangue. (15) Os polimorfismos genéticos, que são as variações genéticas interindividuais já estão sendo avaliados por alunos de mestrado e doutorado. Eles constituem um desafio às medidas de prevenção e de controle da exposição de trabalhadores (17-18). Aspectos desta variabilidade devem ser considerados durante a execução e interpretação de programas de monitorização de populações expostas às substâncias genotóxicas (18). Além disso, as presenças de material nuclear nas hemácias estão sendo avaliados e foi tema de um manuscrito submetido (19). O teste do Cometa está em processo de desenvolvimento e padronização no laboratório e deverá ser assunto de dissertação de mestrado (Melo KV).

Para contato com a equipe, e-mail: mariahelenaornellas@gmail.com

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