Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Estudo das interações entre células tumorais prostáticas humanas e o microambiente cerebral: estabelecimento de modelo in vitro para estudar os mecanismos de progressão tumoral.

Coordenador: Luiz Eurico Nasciutti

Equipe:
Pós-Doutores
Celia Yelimar Palmero Quintana
Christina Maeda Takiya
Nathalia de Oliveira Meireles da Costa

Pós-Doutorando:
Antônio Palumbo Júnior

Doutores:
Luis Felipe Ribeiro Pinto
Pedro Augusto Vasconcellos Reis de Souza

Doutorandos:
Eliane Gouvêa de Oliveira Barros
Julianna Henriques da Silva
Rômulo Medina de Mattos

O câncer de próstata (CaP) representa o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e a principal causa de morte por câncer entre homens nos Estados Unidos. No Brasil, desconsiderando o câncer de pele não melanoma - tumor com baixa letalidade -, o CaP permanece como o mais comum, em todas as regiões do país entre o sexo masculino. A história natural do carcinoma prostático é relativamente imprevisível, com casos de evolução lenta e indolor; e outros que, apesar do tratamento, evoluem rapidamente e adquirem a capacidade de invasão e metástase. O estabelecimento, crescimento e sobrevivência das células tumorais em sítios secundários são sustentados por componentes do microambiente local. Há um dogma crescente de que as células tumorais estimulam e ativam os astrócitos, e de que a mútua interação entre estas células seja crucial para a sobrevivência das células tumorais no cérebro. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é analisar se as interações entre as células tumorais prostáticas (com distintos potenciais metastáticos) e os astrócitos estão associadas a um potencial papel dos astrócitos no estabelecimento tumoral, bem como caracterizar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na progressão tumoral. Recentemente, nosso grupo demonstrou, pela primeira vez, que as recíprocas interações entre astrócitos murinos e células tumorais prostáticas representam um importante evento associado à metástase cerebral. Contudo, permanecem a ser elucidados os mecanismos moleculares envolvidos no processo de colonização cerebral. Deste modo, não nos restam dúvidas de que o credenciamento no Programa de Oncobiologia representa uma oportunidade de conviver com especialistas na área e de adquirir uma formação mais ampla e consistente, o que certamente se refletirá na qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Para contato com a equipe, e-mail: luiz.nasciutti@histo.ufrj.br

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