Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Estudo das interações patogênicas entre células neoplásicas e microambiente tumoral no Linfoma de Hodgkin clássico, com foco no desenvolvimento de novas terapias e marcadores clínico-terapêuticos.

Coordenadora: Claudia Rocio Hassan

Equipe:
Pós-Doutores:
Flavia Jorgelina Krsticevic
Priscilla Alves Mascarenhas Segges
Vanessa Erichsen Emmel

Doutores:
Claudio Gustavo Stefanoff

Doutorandos:
Paula Daniela Souza Alves

Nosso modelo de estudo é o linfoma de Hodgkin clássico (LHc), muito peculiar porque está formado por apenas 1% de células malignas e 99% de células não malignas, que formam o microambiente tumoral. Dentre as células não malignas, destacam-se as células T, responsáveis pela resposta do sistema imune contra o tumor. Mas o fato de que haja muitas células T ao redor das células malignas sem evitar que o tumor cresça, indica que ao menos uma fração dessas células está engajada na manutenção das células tumorais. Outras células importantes são os macrófagos, pois dentro do tumor essas células podem auxiliar na progressão da doença. De fato, alguns estudos encontram que um alto número de macrófagos está associado com o risco de que a doença volte após o tratamento. Há vários tipos de macrófagos e nossos estudos indicam que não somente o número, mas também o tipo de macrófago importa. Ou seja: nem todos os macrófagos são os vilões da historia. Nós pensamos que um fator que contribui no processo dos macrófagos se tornarem “maus” é o tipo de “conversa” entre as células do microambiente e as células tumorais. Aumentando essa complexidade, sabemos que uma fração dos casos (~50% na nossa região geográfica) está associada ao vírus Epstein-Barr (EBV), que se aloja dentro das células tumorais. Estudos do nosso grupo e de outros pesquisadores mostram que há diferenças no microambiente tumoral dos casos EBV+ e EBV-, sugerindo que pode ocorrer o reconhecimento do vírus pelas células de defesa. O desafio da equipe é recriar no laboratório ao menos parte da complexidade destas interações celulares, através de um simil de “tumor de proveta”, incluindo a cultura conjunta de células tumorais, linfócitos e macrófagos. Assim, poderemos melhor estudar as conversas que derivam em mudanças de função e favorecem as condições de sustentação tumoral, e identificar as vias celulares e moléculas que intervêm nesses processos. Esperamos que as próximas etapas da pesquisa nos levem a entender melhor a natureza destas conversas e descobrir um modo de bloqueá-las, através do uso de fármacos específicos.

Para contato com a equipe, e-mail: chassan@inca.gov.br

http://lattes.cnpq.br/6972046707805449

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