Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Novas substâncias contra o câncer unem UFRJ e Inca / Recursos para o MoFlo

Novas substâncias contra o câncer unem UFRJ e Inca

Os laboratórios de Imunologia Tumoral, do Instituto de Bioquímica Médica, e de Química Bioorganica, do Núcleo de Pesquisa de Plantas Naturais, ambos do Programa de Oncobiologia, estão testando mais quatro substâncias produzidas em laboratório. Sintetizadas em laboratórios da UFRJ, as substâncias não possuem similares na natureza e se mostraram, inicialmente, eficazes contra células leucêmicas.

As moléculas são oriundas da fusão de duas substâncias naturais extraídas de plantas (Ipê roxo e Petalostemon purpurea, uma flor natural dos Estados Unidos). Essas moléculas já foram testadas em quatro linhagens celulares e mostraram eficácia, a princípio, de 50% de morte celular, em três dias de experimento. Cada uma das linhagens representa um tipo de leucemia (leucemia mieloide crônica e leucemia linfóide aguda).

É importante ressaltar que as substâncias foram eficazes também para o fenômeno de resistência a múltiplas drogas, testadas pela equipe da pesquisadora Raquel Maia, do Instituto Nacional do Câncer em células de pacientes.

Há mais de três anos, os pesquisadores desses dois laboratórios da UFRJ se dedicam a essas pesquisas e agora esperam publicar os resultados no Eureopean Journal of Medicinal Chemistry.

A partir dessas estruturas, Eduardo Salustiano, do Laboratório de Imunologia Tumoral, explica que novas substâncias estarão em produção. Salustiano, porém, ressalta que o problema dessas moléculas ainda é o alto custo de produção. Por isso, buscarão reduzi-lo e encontrar novas substâncias também eficazes e com baixo custo.

Recursos para o MoFlo

A unidade de citometria de fluxo, que tem contribuído para o desenvolvimento das pesquisas do Programa de Oncobiologia, acaba de receber uma boa notícia. Foi aprovado, pela Faperj, através do edital para manutenção de equipamentos multi-usuários, recursos no valor de mais de R$ 70 mil. Este montante contribuirá para o uso gratuito dos aparelhos por todos os usuários. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores, de várias instituições do Rio de Janeiro e seus respectivos grupos, usufruem os recursos desse equipamento.

O Moflo é um citometro de fluxo capaz de isolar diferentes tipos celulares. O equipamento foi importado de uma empresa americana, através de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e é o único exemplar no país destinado à pesquisa humana. "O equipamento está aberto a qualquer cientista brasileiro que deverá submeter seu protocolo de pesquisa para aprovação do uso", explica Alessandra Granato, responsável pelo equipamento. Ela explica que o aparelho tem uma configuração que reúne três raios de lazer que permitem identificar células marcadas com anticorpos de nove diferentes cores e ainda analisar o tamanho e a granulosidade. Essa tecnologia contribui para separar células de uma mistura sem danificá-las.

Vale ressaltar que o Programa de Oncobiologia já apóia a unidade de citometria de fluxo da UFRJ através do pagamento de uma bolsa de técnico de nível superior.

design manuela roitman | programação e implementação corbata