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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Estudo investiga efeito de substâncias naturais em células do câncer de língua

Estudo investiga efeito de substâncias naturais em células do câncer de língua

 

O ácido ursólico e o metil jasmonato, fitoquímicos encontrados na natureza, são temas de um estudo coordenado pelo Professor Franklin Rumjanek do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da UFRJ e membro do Programa de Oncobiologia, com a participação do estudante de graduação de Ciências Biológicas - Modalidade Médica, Felipe Azevedo. O projeto investiga os efeitos dos dois fitoquímicos em células de câncer, a partir de um modelo de progressão tumoral em câncer de língua em que são feitos testes de viabilidade, proliferação, avaliação de consumo de oxigênio, potencial de membrana mitocondrial e parâmetros metabólicos.

“O acido ursólico é um fitoquímico muito encontrado em maçãs e orégano e o metil jasmonato é encontrado na flor do jasmim. São substâncias que possuem mecanismo de proteção da planta contra alguns microrganismos” explica o estudante.

Até o momento, os resultados do estudo são positivos, mostrando que os fitoquímicos têm potencial para fazer parte de um tratamento oncológico. Ainda assim, o Prof. Franklin comenta que estudar esse tipo de composto pode ser difícil, pois eles são considerados polifenóis, substâncias naturais que têm como uma das características o fato de interagirem com diversas vias da célula ao mesmo tempo, o que pode dificultar a determinação de efeitos específicos em nível celular, como por exemplo, no crescimento de um tumor ou metástase.

“Outra coisa comum nessas substâncias é que a interação dos compostos com a célula podem ser reversíveis, ou seja, existe a possibilidade de ser necessário manter o composto presente em determinadas concentrações na célula para que o efeito permaneça. Ao retirar o composto, a célula pode reverter ao seu fenótipo original”, diz Franklin.

O modelo que Felipe pesquisa ainda se restringe a células em cultura, que formam monocamadas e que não necessariamente se reproduziria in vivo, como em um tumor. Esses seriam os próximos passos da pesquisa que, no momento, precisa de mais investimento para passar à etapa seguinte.

 

O estudante Felipe Azevedo faz parte de uma equipe de pesquisadores que estuda

os efeitos de substâncias naturais em células do câncer de língua

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