Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Quinze anos de Oncobiologia são tema do Relatório de 2015

O Relatório do Programa de Oncobiologia, referente às atividades do ano passado, já está disponível e marca os 15 anos de sua criação. No biênio 2014-2016, o grupo conta com cerca de 300 pesquisadores filiados, incluindo médicos, pesquisadores em biomedicina, historiadores, nutricionistas e jornalistas.

Dividido nos núcleos de Gestão, Ensino, Divulgação e Simpósios, esse grupo de pesquisadores tem como meta uma compreensão mais ampla sobre a biologia do câncer de forma translacional, aproximando resultados laboratoriais dos feitos em clínica. Os núcleos são independentes em suas produções, mas trabalham em sinergia no intuito de conhecer mais sobre a Oncobiologia tanto na comunidade científica quanto na sociedade em geral.

“Quinze anos atrás, muitos dos atuais componentes do Programa eram crianças, capturadas depois, no início da juventude, para os mais diferentes laboratórios da rede. Vários se tornaram pós-graduandos e pós-doutores e já aparecem os primeiros professores: essa é a “fonte” (e a certeza) de futuro” afirma o Diretor Científico do Programa, Professor Emérito da UFRJ, Adalberto Vieyra.

O coordenador do Programa, Dr. Marcos Fernando de Oliveira Moraes, , abordou a longevidade da iniciativa. “Para o futuro, observamos como frutífera as parcerias que surgem com a comunidade científica internacional, como a Universidade de Nottingham, do Reino Unido, que promete estreitar laços e trazer novas experiências para ambas as nações”.

Quem esteve à frente dessa parceria foi o Núcleo de Ensino que recepcionou uma comitiva de pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, interessada em conhecer a estrutura dessa iniciativa e discutir possíveis intercâmbios. Outra atividade do grupo de Ensino foram os Journals de Dados que até o final do ano proporcionaram 29 encontros com um total de 657 participantes dispostos a trocar experiências com outros alunos e profissionais da área.

Para fomentar a pesquisa, a Fundação do Câncer investiu cerca de R$ 527 mil no 2015, administrados pelo Núcleo de Gestão. Somando-se os últimos 10 anos de fomento, a Fundação investiu mais de R$ 3 milhões, sendo mais de R$ 2 milhões aplicados em pesquisa. Consolidando-se como uma tradição em pesquisa, foi destinado o valor de R$ 225 mil no edital de pesquisa que ofereceu 15 bolsas, sendo 10 para grupos com líderes de mais de 10 anos de doutorado concluído e cinco para grupos com jovens líderes – até 10 anos de doutoramento.

A seleção de bolsistas de Pós-Doutorado dentro do edital Pró-Onco aconteceu em maio de 2016 e concedeu duas bolsas para os projetos de João Marcos de Azevedo Delou, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, que fala sobre as bases moleculares da carcinogênese colorretal associada a inflamação; e de Vanessa Sandim Siqueira, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM) da UFRJ, cujo projeto analisa as proteínas que são diferencialmente expressas nas plaquetas quando incubadas com exossomos provenientes de linhagens tumorais de câncer de mama.

Juliana Maria Motta, pós-doutoranda do IBqM, foi laureada em outubro com o prêmio da The Bill & Melinda Gates Foundation na categoria pesquisador jovem. Seu trabalho investiga a diferenciação de células dendríticas a partir de monócitos do sangue. Estas células são importantes na formação de uma resposta imune específica.

A produção acadêmica no último ano passou dos 140 artigos publicados. Também em 2015, cerca de 40 artigos foram aceitos para publicação por seus membros. As orientações foram finalizada para mais de 60 iniciantes em pesquisa, além de 26 mestres e 27 doutores.

No campo da divulgação, uma exposição sobre câncer para museus, projeto que une este Núcleo de Divulgação, com a Fundação do Câncer e o Museu Ciência e Vida, de Duque de Caxias, e foi financiada pela Faperj, é uma das iniciativas que visa desmistificar a doença junto ao público jovem de ouvintes, surdos e cegos. A expectativa é de que a exposição seja lançada em abril de 2016 e possa funcionar de forma itinerante, fazendo com que informações sobre o tema sejam difundidas em diversas partes. O grupo também produziu um gibi de histórias em quadrinhos de dois personagens adolescentes que vivenciam uma série de situações corriqueiras e abordam aspectos sobre prevenção de câncer nesses momentos. Com uma tiragem de cinco mil exemplares, o gibi será distribuído entre os visitantes da exposição sobre o câncer.

A exposição é mais uma estratégia para falar de câncer de maneira menos estigmatizada. Assim como o projeto de jogo eletrônico educacional também do Núcleo de Divulgação chamado “Lab’IT: Faça você mesmo”! que pretende despertar de maneira lúdica o interesse em pesquisa científica e na biologia do câncer. Esse jogo foi desenvolvido em parceria com a Game Development Project (GDP), uma incubadora de alunos da UFRJ e apresentado pela primeira vez no IX Simpósio de Oncobiologia.

O simpósio teve sede na UFRJ entre os dias 28 e 30 de setembro e contou com a abertura do Professor Adalberto Vieyra que fez um relato sobre a trajetória de pesquisa científica e propôs criar um programa multicêntrico de pós-graduação em Oncobiologia transacional e desenvolver um centro nacional translacional a partir dessa experiência de 15 anos.

“Acreditamos que iniciativas como as do Programa de Oncobiologia da UFRJ que congregam diversos centros de excelência, extrapolando os muros institucionais para atuar na tríade da pesquisa, do ensino e da divulgação são exemplos que tendem a se proliferar dada a sua característica de unir a eficiência e a eficácia”, finaliza Dr. Marcos Moraes.

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