Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

OncoNews chega à 300ª edição com muita história para contar

Hoje é uma data especial para o Programa de Oncobiologia. O OncoNews, boletim dedicado à divulgação de notícias e novidades científicas do Programa, chega à sua 300ª edição. Desde 2004, os jornalistas do Núcleo de Divulgação se dedicam com afinco à tarefa de manter todos os membros do Programa a par do que acontece nos laboratórios dos colegas. Assim, objetivamos aumentar a interação entre os cientistas, fomentar parcerias e divulgar as atividades do Programa para a sociedade. Confira uma retrospectiva especial do nosso boletim. Selecionamos alguns destaques de cada ano.

2004

Carrapato no tratamento de câncer? - UFRJ, Uerj e NIH na busca de agentes anticoagulantes para o combate ao câncer

http://oncobiologia.bioqmed.ufrj.br/noticias_onconews_detalhes.asp?id=156

Resultados preliminares realizados no Laboratório de Hemostase e Venenos da UFRJ, pelo pesquisador Robson Monteiro, membro do Programa de Oncobiologia, mostraram que a proteína Ixolaris ajuda a controlar a coagulação causada pelos tumores e estudos em camundongos sugerem seu uso no controle das metástases. A proteína foi isolada de carrapato pelos pesquisadores brasileiros José Marcos Ribeiro e Ivo Francischettti, ambos trabalhando no National Institute of Health (NIH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

2005

Inteligência artificial contra o câncer

http://oncobiologia.bioqmed.ufrj.br/noticias_onconews_detalhes.asp?id=142

Uma nova metodologia, baseada em inteligência artificial, foi desenvolvida para auxílio no diagnóstico e no prognóstico de câncer. O método, elaborado por Paulo Carvalho, mestre em bioinformática, utiliza recursos para reconhecer padrões moleculares específicos de câncer no sangue. Os dados foram obtidos por um espectrômetro de massa e o modelo foi avaliado com 30 pacientes portadores da doença de Hodgkin (um tipo de linfoma) e 30 indivíduos controles (sadios), identificando as proteínas mais informativas para o diagnóstico. O modelo obteve um índice de 100% de acerto. O trabalho recebeu o prêmio "Melhor trabalho científico Fiocruz 2005", no dia 9/11/2005, e foi patenteado pela Fiocruz junto ao INPI. Um resumo encontra-se no Molecular and Cellular Proteomics. v.4, p.S88 - (2005).

2006

NPPN desenvolve substância antitumoral

http://oncobiologia.bioqmed.ufrj.br/noticias_onconews_detalhes.asp?id=173

Uma nova substância emerge do Laboratório de Química Bio-orgânica (LQB), do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais (NPPN), da UFRJ, como candidata a quimioterápico. Desenvolvida utilizando como matéria prima a Lausona, um pigmento natural da henna, a substância, denominada LQB-118, foi desenvolvida pelo estudante de Doutorado Chaquip Daher Netto e tem como alvo células leucêmicas que expressam o fenômeno de resistência a múltiplas drogas (MDR, na sigla em inglês).

A substância protótipo, explica Chaquip, surgiu do conhecimento antitumoral expresso pelas naftoquinonas presentes no Ipê, em especial o lapachol, além de uma outra substância, a mitomicina C, isolada da bactéria Streptomyces caespitosus e utilizada na clínica oncológica .

Na verdade, já era conhecida há muito tempo a atividade anticancerígena de três substâncias do Ipê: lapachol ( que chegou a ser usado na clínica), a -lapachona e b -lapachona. Então, foi a partir desses conhecimentos iniciais, que o LQB começou a desenhar a atual molécula que, segundo Chaquip, já foi testada em células leucêmicas MDR por Eduardo Salustiano, do Laboratório de Imunologia Tumoral, do Instituto de Bioquímica Médica, também da UFRJ.

2007

Programa promove I Simpósio de Oncobiologia

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O Simpósio de Oncobiologia nasceu em 2007. O evento ocorreu nos dias 30 e 31 de julho de 2007, no auditório nobre do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfológicas, no Departamento de Anatomia da UFRJ. Entre os convidados desse simpósio estavam Jean Y. J. Wang, PhD em bioquímica pela Universidade de Berkeley, Califórnia, e os pesquisadores Adalberto Vieyra, Vivaldo Moura Neto, Lina Zingali, Claudia Galo, Mônica Lomeli, Januário Bispo Cabral, Sandra König, Tatiana Sampaio, Eleonora Kurtenbach, Denise Pires Carvalho, entre outros.

2008

Hipertensão e câncer

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Um grupo de pesquisadores da UFRJ, coordenado pela pesquisadora Márcia Capella, do Laboratório de Fisiologia Renal, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, identificou que, entre 100 pacientes com câncer de mama, a metade é hipertensa. Além disso, a equipe observou que a proteína associada à resistência a múltiplas drogas em câncer, conhecida como ABCB1, também está relacionada com a hipertensão em ratos. O objetivo da pesquisa era entender a correlação entre esses fatos para garantir formas de tratamento mais adequadas aos diferentes tipos de pacientes.

2009

DNA circulante de vírus: alternativa no diagnóstico de linfomas

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A identificação de pequenos fragmentos de DNA do vírus Epstein-Barr circulante no sangue podem ser utilizados para ajudar no diagnóstico de pacientes com um tipo de linfoma (um câncer das células de defesa do organismo) e a monitorar sua resposta ao tratamento. Este DNA pode ser quantificado e o número de cópias encontrado pode revelar detalhes sobre o curso da doença. Isso é o que sugerem os resultados da dissertação de mestrado defendida em 2009 pelo biólogo Alex Machado, no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.

2010

Proteínas negligenciadas são alvo de pesquisa em câncer

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O grupo do professor Marcius da Silva Almeida, membro do Programa de Oncobiologia da UFRJ, propôs a caracterização funcional de diferentes proteínas que estão relacionadas a processos neoplásicos, a partir do estudo de suas estruturas tridimensionais. Um dos maiores diferenciais do seu projeto é justamente o foco: a grande preocupação com as chamadas proteínas negligenciadas, aquelas que quase não encontram espaço em artigos científicos.

A novidade de seu grupo é a proteína BEX3 (Brain Expressed X-linked). “Trata-se de uma proteína que se liga a outras para gerar apoptose na célula e, a princípio, tal fato inibiria o crescimento de tumores. Estamos tentando mapear os parceiros de interação dessa proteína, identificando sua estrutura tridimensional”, comemora o professor.

2011

Novo kit diagnóstico de doenças intestinais recebe patente

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Pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Ciências Morfológicas da UFRJ depositaram um pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A invenção consiste em um kit diagnóstico que, através de imuno-histoquímica, auxilia no diagnóstico diferencial entre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, dois dos principais tipos de doenças inflamatórias intestinais crônicas.

A patente é parte dos resultados da doutoranda Rossana Soletti, orientada por Helena Borges do Instituto Ciências Biomédicas da UFRJ e afiliada ao Programa de Oncobiologia e contou ainda com a colaboração de Heitor Siffert de Souza, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na elaboração do kit.

2012

Estudo do Inca mostra risco das bombas

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Uma pesquisa liderada por um grupo do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e filiado ao Programa de Oncobiologia da UFRJ mostrou que trabalhadores de postos de gasolina, os frentistas, podem possuir alterações cromossômicas em número mais elevado por conta da exposição aos compostos voláteis presentes na gasolina como o benzeno, tolueno e xileno (BTX). A equipe era liderada pela pesquisadora Ubirani Otero, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Conprev).

Marcos Moraes é Honoris Causa da UFRJ

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"A entrega de uma láurea não apenas contempla quem a recebe, mas acima de tudo a própria Universidade Federal do Rio de Janeiro", disse o paraninfo Professor Adalberto Vieyra, em seu discurso de homenagem ao presidente da Academia Nacional de Medicina, Marcos Fernando de Oliveira Moraes, durante a outorga do título de Doutor Honoris Causa da UFRJ, em cerimônia realizada no dia 17 de dezembro de 2012.

2013

Mestranda da UFRJ ganha Prêmio Aldo Coleoni

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Uma pesquisa vinculada ao Programa de Oncobiologia foi agraciada com o Prêmio Aldo Coleoni Jovem Investigador Genzyme, durante o XV Latin American Thyroid Society, que aconteceu em março de 2013. O trabalho intitula-se "Potential anti-tumorigenic effects of AMP-Kinase (AMPK) on papillary thyroid tumor cells lineages" e foi elaborado pela mestranda Juliana Cazarin de Menezes, da UFRJ, sob orientação de Denise Pires de Carvalho e Bruno Moulin de Andrade.

2014

Comportamento prionóide da proteína p53 mutada abre horizontes para o tratamento de câncer

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Em Estocolmo, na Suécia, para participar do 16º Congresso Internacional sobre a proteína de supressão tumoral p53, Jerson Lima Silva, professor titular do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, da UFRJ, e diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, respondeu às perguntas do OncoNews sobre o trabalho desenvolvido por seu grupo de pesquisa, que busca ampliar a compreensão sobre o comportamento das mutantes dessa proteína. Em entrevista, Lima Silva discutiu a importância, para a constituição de novos alvos quimioterápicos, do estudo da atividade prionóide dessas mutantes, presentes em grande parte dos tumores mais metastáticos e resistentes às drogas convencionais. O pesquisador comentou, ainda, os desafios da transposição do trabalho científico para o f ormato audiovisual.

2015

Câncer no museu: UFRJ prepara exposição sobre o tema para jovens

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Falar sobre câncer quase nunca é tarefa fácil. Sensibilizar os jovens sobre a importância da prevenção da doença é uma missão mais complicada ainda. Este é o desafio da ExpoCâncer, uma exposição concebida pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia em parceria com a Fundação do Câncer, que será inaugurada em 2016 no Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias (RJ). A exposição foi agraciada em um edital da Faperj de apoio à difusão e popularização da ciência.

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