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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

UFRJ prevê parceria com University of Nottingham na área de Oncobiologia

No final do mês de outubro, o Programa de Oncobiologia participou de um encontro entre membros da Universidade de Nottingham e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O evento, aberto ao público interessado, contou com palestras dos professores de Nottingham e com um debate sobre as possíveis parcerias entre as universidades.

A Dra. Maeve Fitzpatrick, Gerente de Desenvolvimento de Pesquisa para as Américas da Universidade de Nottingham, deu inicio às palestras, explicando que a Universidade de Nottingham, fundada em 1881, é uma instituição pública de pesquisas dividida nas seguintes áreas: Artes e Humanidades, Educação, Engenharia, Direito & Ciências Sociais, Medicina e Ciências de Saúde. “Hoje a universidade tem cinco campi. Três campi em Nottingham (University Park, Sutton Bonington e Jubilee), um campus na Malásia e outro na China”, destacou. Fitzpatrick também falou sobre a posição de Nottingham no ranking de universidades pelo mundo, de acordo com o QS World University Rankings® 2014/15, Nottingham está 77a posição.

Em seguida, o professor Dave Bates apresentou um palestra intitulada “Cancer Research at the University of Nottingham - basic science putting the patient at the heart of what we do". Ele falou sobre a estrutura de pesquisa em câncer na Universidade de Nottingham, incluindo um detalhado organograma.

Das tecnologias destacadas, Bates deu ênfase para as pesquisas oncológicas com imagens e feitas em biologia celular. Exemplo disso é a técnica já usada por lá, chamada Patient-Derived Xenograft, também conhecida como PDX. “Nela, você tira uma amostra de um tumor do paciente e implanta em um camundongo” explicou o professor Bates. Essa tecnologia representa vanguarda no estudo oncológico, já que é capaz de colaborar com o desenvolvimento de medicamentos específicos contra o câncer. “Os modelos de PDX permitem que muitas questões básicas de investigação oncológica sejam abordadas utilizando modelos que se assemelham ao câncer humano em vez de se basear unicamente em linhas celulares”, destacou o professor Robson Monteiro, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, da UFRJ.

Finalmente, foi a vez da apresentação do professor Poulam Patel: ‘Clinical Cancer Research in Nottingham and Beyond’. Patel falou sobre a estrutura da pesquisa em câncer com pacientes. No Reino Unido existe um trabalho há anos que busca incluir um grande número de indivíduos com câncer em testes clínicos. Isso significa que há uma facilidade maior de pacientes terem acesso a testes clínicos assim como a pesquisadores em arrolarem indivíduos para esses testes. “Isso é possível porque existe uma estrutura em todo o Reino Unido para recrutar pessoas para esses estudos”, disse Patel. Ele também destacou que questões específicas de determinados países na área de oncologia poderão ser trabalhadas em conjunto com a Universidade de Nottingham.

Após as palestras, ficou evidenciado o interesse de ambos os grupos, os de Nottingham e os da Oncobiologia e decidiu-se pela criação de uma lista com as linhas de pesquisa para a troca científica. Também foi sugerido que no Simpósio de Oncobiologia do próximo ano ao menos dois professores do Reino Unido participem.

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