Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Simpósio de Oncobiologia trouxe inspiração e conhecimento em sua nona edição

Profa. Vivian e Prof. Robson entregam placa em homenagem ao Prof. Adalberto

Entre os dias 28 e 30 de setembro, a UFRJ foi sede do IX Simpósio de Oncobiologia. Em 2015 o Programa de Oncobiologia completou 15 anos de criação. Por isso, o professor Adalberto Vieyra, consultor científico do Programa, foi o convidado a abrir o evento falando sobre a trajetória do Programa.

Em sua apresentação o professor fez duas propostas: criar um programa multicêntrico de pós-graduação em Oncobiologia translacional, com nível de mestrado e doutorado com base no programa de Oncobiologia e desenvolver um centro nacional para o progresso de Oncobiologia translacional a partir do Programa de Oncobiologia.

“Quando o programa de Oncobiologia começou, surgiu nele o conceito de que fonte e modelo de pesquisa básica em câncer não se restringiam apenas ao estudo em laboratório, também poderia ser a partir de pessoas que estão em tratamento de câncer. Elas poderiam inspirar novos trabalhos e modelos, ajudando nos caminhos de novas descobertas” disse Adalberto. Assim nascia, dentro do Programa de Oncobiologia, o conceito de translação bidirecional. Conceito este que só se consagrou no mundo anos mais tarde sendo conhecido pela sua ideia de que é necessário ir da bancada para o leito e do leito para a bancada, sugerindo essa troca entre laboratório e clínica. O professor terminou sua palestra fazendo uma homenagem póstuma ao Professor Emérito da UFRJ, Leopoldo de Meis, um dos fundadores do programa. Além disso, ressaltou os apoio s incondicionais do Dr. Marcos Moraes, professor Honoris Causa da UFRJ, e de Vivi Nabuco com as bolsas de Pós-Doutorado Pro-Onco.

A professora Vivian Rumjanek da UFRJ, idealizadora do Programa de Oncobiologia, lembrou aos participantes do IX Simpósio que o Prof. Adalberto Vieyra foi fundamental nesse processo por ser a pessoa que foi capaz de criar um mecanismo de ação interinstitucional dentro da universidade. “O professor Adalberto também entendeu a importância de chamar alguém de fora da UFRJ porque não só queríamos criar um programa aqui dentro que reunia diferentes instituições e centros. A ideia era chamar alguém de fora para chefiar esse programa. E ninguém melhor que o Dr. Marcos Moraes que durante muitos anos tinha sido diretor do INCA” finalizou a professora que, em seguida, ofereceu ao professor Adalberto uma placa em homenagem a sua valiosa colaboração.

Primeiro dia

Os doutores Cláudia Jurberg e Eduardo Salustiano iniciaram o dia mostrando uma maneira de sensibilizar adolescentes e jovens adultos por meio da tecnologia a possíveis fatores de risco em câncer. Eles lançaram durante o simpósio um jogo chamado “Lab´it - faça você mesmo” que simula um ambiente de pesquisa laboratorial. A ideia é fazer do jogador um cientista. Para isso, ele precisa responder questões relacionadas ao tema câncer e terá recompensas como conhecimento e dinheiro fictício para pesquisa. Quem jogar poderá também contratar pesquisadores ou novos equipamentos virtuais para acelerar sua pesquisa.

No mesmo dia, o Dr. Christophe Dubois, líder do grupo de Trombose e Câncer do Centro de Pesquisa Vascular da Universidade Aix-Marseille na França apresentou seu trabalho “On the role of platelets intumor biology” ou em português “O papel das plaquetas na biologia tumoral”.

Em seguida, a Dra. Anke Bergmann, do Inca, falou sobre a epidemiologia do câncer, abordando o conceito e aplicações clínicas. A pesquisadora destacou que alguns fatos importantes podem direcionar políticas públicas de saúde. Por exemplo, a maioria dos casos de câncer de colo de útero no Brasil é diagnosticada em estágios avançados, muito embora esta doença seja de fácil diagnóstico. O câncer de mama em mulheres jovens também é descoberto em estadiamento avançado, o que gera uma pior resposta terapêutica.

Finalmente, a professora Leticia Rangel, da Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), trouxe para os participantes a palestra intitulada “Marcadores e mecanismos associados à aquisição do fenótipo quimiorresistente em câncer de ovário”

Segundo dia

O Dr. José Barbuto falou sobre "Monócitos, macrófagos e células dendríticas em pacientes com câncer”, na abertura do segundo dia do evento.

À tarde, o Dr. Leonardo Freire-de-Lima mostrou a “Alteração de glicosilação associada ao processo de transição epitélio-mesenquimal (TEM)”, sendo este processo observado em doenças crônicas como o câncer. Ele explicou, entre outros assuntos, que os glicoconjugados celulares eram capazes de modular as vias de sinalização associadas à evolução tumoral.

Também falou neste dia a Dra Miriam Werneck que elucidou questões importantes ligadas ao tema de câncer de cólon com a palestra "Ciclosporina A na modulação do crescimento e metabolismo lipídico do adenocarcinoma de cólon."

Ao final do segundo dia, foram apresentados os trabalhos de Hallan Ferreira, aluno de iniciação científica, Thales Nepomuceno, estudante de Mestrado e Patrícia Carvalho Cruz, doutoranda.

Terceiro dia

A doutora Liz Maria de Almeida, do Inca, proferiu palestra intitulada "Vamos fazer uma DR? Discutindo a relação do câncer com os fatores de risco mais significativos do mundo". Com muito bom humor, a cientista comentou que as maiores causas de morte do mundo não são mais as moléstias transmissíveis, mas sim doenças como câncer e diabetes. Liz mostrou alguns mapas que revelam a incidência do câncer no mundo. Os países desenvolvidos apresentam o maior número de casos, porém a mortalidade é menor. Outro fato importante é que, ao contrário do que muitos pensam, o câncer é mais frequentemente causado pelo ambiente onde a pessoa vive do que por fatores hereditários.

Dra Andréia dos Santos e Dr Gilson dos Santos foram os selecionados para apresentar seus trabalhos de pós-doutorado.

A última palestra do dia "Alterações moleculares e papel do microambiente no diagnóstico e na progressão de tumores do sistema reprodutor e do trato aerodigestivo superior", que seria ministrada pelo Prof Luiz Eurico Nasciutti, foi apresentada pelo doutorando Antônio Palumbo Junior.

Encerramento

A cerimônia de encerramento contou com algumas surpresas. Os professores Robson Monteiro e Adalberto Vieyra fizeram uma homenagem à professora Vivian Rumjanek.

Além disso, a professora Vivian lançou um desafio aos pesquisadores presentes. Ela anunciou que quatro grupos de pesquisa em câncer no Rio de Janeiro serão selecionados para um desafio que consiste em contar uma história com início, meio e fim que envolva os trabalhos de cada um dos grupos. O objetivo é estimular a colaboração entre os pesquisadores da área. Será oferecido um prêmio em dinheiro para os grupos que forem bem sucedidos na tarefa.

Assim como ocorreu em anos anteriores, boa parte dos participantes do IX Simpósio de Oncobiologia apresentou trabalhos na forma de pôsteres durantes os três dias do evento. Durante a cerimônia de encerramento foram entregues prêmios e menções honrosas aos trabalhos de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado de destaque, selecionados pela comissão organizadora do evento.

Aqui os premiados em menções honrosas:

Iniciação Científica

Érika Ferreira - INJC/UFRJ

Felipe Catão - IBCCF/UFRJ

Lorena Ferreira - FF/UFRJ

Tandressa Berguetti - IBqM/UFRJ

 

Mestrado

Bárbara Costa Peixoto - INCA

Isis Salviano - UERJ

Priscila Biancovilli - IBqM/UFRJ

 

Doutorado

Luciano Mazzoccoli - INCA

Miguel Lucena - IBCCF/UFRJ

Paula Bernardo - INCA

 

Melhores pôsteres

Bernardo da Silva - UFF

Bruna Mendonça - IBqM/UFRJ

Celina Garcia - ICB/UFRJ

Flávia Vasconcelos - INCA

design manuela roitman | programação e implementação corbata