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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Receptores quiméricos de antígeno no combate ao câncer

Gabriel Machado

Para estimular as células T sanguíneas a combater o tumor, são incorporados às mesmas receptores quiméricos de antígeno (CARs) que são receptores que contém uma fração de reconhecimento de antígeno e domínios de ativação. A fração de reconhecimento é variável, pois depende do antígeno alvo, e os domínios utilizados pelos pesquisadores para ativar esses linfócitos são a cadeia zeta da molécula de TCR ligada a uma cauda co-estimulatória, 41BB.

Para garantir uma ativação eficaz e controlada, os pesquisadores exploram duas linhas: na primeira há uma ativação complementar nas células, pois são colocados dois receptores que são ativados, um após outro. “Com isso pretendemos verificar se há uma maior expansão dessas células e se houve maior morte tumoral”, explica Bonamino. Os resultados do grupo mostram que não há muita diferença na expansão, mas essa abordagem parece ser mais eficaz em eliminar o tumor do que o estímulo por um receptor quimérico só.

Na segunda, é colocado um receptor de ativação e um de inibição. O receptor de ativação é anti CD19, molécula expressa por precursores de linfócito B e linfócitos B maduros, e o de inibição, anti CD20, expressa somente pelos linfócitos B maduros. “Nesse modelo, esperávamos que as células T eliminassem os precursores de linfócito B e permitissem a expansão dos linfócitos maduros, mas o que vimos é que há um aumento na expansão dos precursores também, o que mostra que essa molécula deve atuar de outras formas e em outras vias de sinalização”, esclarece Bonamino.

A pesquisa não só busca aumentar a eficácia dos tratamentos ao câncer através da imunoterapia, mas também auxilia a elucidar os mecanismos que atuam no combate a doença.
 
 

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