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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Como fugir da "burocracia dependente"

Depois dos festejos de fim de ano, nada melhor do que “aterrisar” no mundo real e se debruçar sobre projetos para 2012. Em busca desse planejamento, o OncoNews foi ouvir o coordenador do Programa de Oncobiologia, Dr. Marcos Moraes e verificar quais são suas expectativas e ideias para este novo ano que se renova.

 

A seguir, vocês podem conferir a entrevista completa.

 

OncoNews – Dr. Marcos, quais seriam as prioridades para este ano ?

 

Dr. Marcos - Temos que melhorar a rede de comunicação entre as pessoas do Programa. Pela décima primeira vez, falo sobre isso, mas é porque acredito que este é um aspecto realmente importante. E como melhorar essa rede de comunicação ? Primeiro com computadores associado a uma rede wifi poderosa que alcance todo mundo,  inclusive  servindo para muita gente que está fora do Programa, pois não seria justo bloquear o acesso. Além disso, colocar uma antena para telefones celulares. Hoje, é possível fazer tudo pelo celular. Inicialmente, esses investimentos devem ser realizados na sede do Programa de Oncobiologia. E as outras instituições podem ser comunicar pelo Icloud, o sistema capaz de guardar e fazer backup de diversos tipos de arquivo na nuvem. A gente deveria ter um computador central com dados de todos que pertencem ao Programa, como um banco de dados que armazenasse tudo do programa e as pessoas poderiam consultar esses dados de onde estiverem. Se um pesquisador, por exemplo, estiver no Japão, através do ICloud, poderá ter acesso aos seus dados onde estiver.

 

OncoNews – Na sua opinião, o que precisa melhorar ?

 

Dr. Marcos - O papel principal do Programa é facilitar a vida do pesquisador. Quando o Programa foi idealizado pela Vivian Rumjanek, que é a sua grande mentora, a ideia era facilitar a vida do pesquisador para que ele pudesse comprar uma lâmpada para o microscópio sem dificuldade ou um reativo sem burocracia nenhuma. O problema, acho, é que estamos entrando numa curva “burocracia dependente”.  Infelizmente, estamos esbarrando nesse esquema, não é verdade ? Quero admitir que todas as pessoas são honestas e, dessa forma, não entrar nesse campo burocrático.  Gostaria que os pesquisadores apenas pegassem os recibos de seus gastos e colocassem dentro de um envelope e mandassem para a Fundação do Câncer. E nos restringíssemos apenas a esta burocracia. E além disso, um relatório no fim do ano. Um relatório sucinto do que foi feito. E quando, na visão do pesquisador, achar que a Fundação colaborou, financiou, colocar o crédito da Fundação no trabalho. Mais nada.

 

 

OncoNews – O Sr. acha que devemos fazer um novo processo de credenciamento ?

 

Dr. Marcos – O edital de credenciamento e recredenciamento deve ser lançado o mais breve possível. As soon as possible. Talvez, até fim de fevereiro seja um bom prazo. E para avaliar os projetos, quero trazer uma comissão ad hoc de três membros  de prestígio. Aliás, uma boa ideia seria os próprios membros do Programa indicarem quem gostariam que fizesse parte da avaliacão. E depois disso, vamos fazer um novo edital de financiamento, o FAF/ONCO IV. Hoje, são 15 bolsas de R$ 20 mil por dois anos, sendo 10 para pesquisadores seniors e cinco para jovens com até 10 anos de doutorado. Quem sabe, ainda consigo mais cinco bolsas ? E mais o apoio a pós-doutorandos como temos feito.

 

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