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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Pesquisa biomédica por imagens

Pesquisa biomédica por imagens

 

A ciência médica no Rio de Janeiro acaba de ganhar novas ferramentas tecnológicas a seu favor. Foi inaugurado neste mês, na UFRJ, o novo Centro Nacional de Bioimagem (Cenabio), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb). O Centro reúne equipamentos de última geração que permitem o imageamento de pequenos animais por ressonância magnética, fluorescência e ultrassom – que possibilitam rastrear no organismo células e substâncias marcadas sem precisar sacrificar os animais.

 

Os equipamentos poderão ser utilizados por grupos de pesquisa das áreas de biologia estrutural, celular e tecidual. O pesquisador Jerson Lima Silva, coordenador do Inbeb, explicou que o objetivo do Instituto é formar uma rede de pesquisadores voltada para o estudo de patologias humanas, como câncer e doenças degenerativas, entre outras. Algumas das linhas já desenvolvidas lá são em “Biologia Estrutural, Celular e Bioimagem no Câncer” e sobre o “conhecimento Molecular, Química Medicinal e Quimioterapia”. Inclusive, alguns pesquisadores do Programa de Oncobiologia já estão associados ao Centro, como o grupo de Russolina Zingali e Robson Queiroz Monteiro.

 

Durante a cerimônia de inauguração do Cenabio, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, enfatizou a importância da iniciativa para a ciência nacional. “Eventos como esse são muito mais do que a inauguração de um prédio ou laboratório”, afirmou. “O novo Centro é entusiasmante, pois oferece uma infra-estrutura mais sofisticada aos pesquisadores brasileiros”.

 

Equipamentos

O aparelho de Ressonância Magnética Nuclear para pequenos animais permite a aquisição de imagens anatômicas em alta resolução e imagens funcionais para análise da estrutura dos tecidos e sistemas em animais vivos (camundongos e ratos), que pode ser usado no teste de novas drogas;

 

O ultrassom de alta resolução é especialmente desenhado para obter imagens em alta resolução de pequenos animais. Também é possível medir o fluxo sanguíneo (com o efeito Doppler) e visualizar o desenvolvimento embrionário de camundongos, acompanhando o desenvolvimento de órgãos como coração, fígado, rins, entre outros;

 

Por fim, o sistema de detecção de bioluminescência e fluorescência permite visualizar células com marcadores fluorescentes ou com enzimas que ativam moléculas luminescentes. Assim, pode-se marcar células a serem injetadas no animal e seguir seu trajeto no organismo. Ele possibilita um melhor aproveitamento desses animais, que são monitorados ainda vivos.

 

O Cenabio teve um investimento de R$ 6 milhões. O projeto foi financiado pelo CNPq, Finep, Faperj e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do MC&T, além das bolsas fornecidas pela Capes. 

Veja mais informações em:

http://www.imbebb.org.br/default.aspx?pagegrid=pages&pagecode=30

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