Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Evento reúne UFRJ, Inca e Uerj

Na abertura das atividades de 2010 do Programa de Oncobiologia, a pesquisadora Vivian Rumjanek, coordenadora do Núcleo de Ensino, fez um pequeno resumo das novidades previstas para este ano. Ela anunciou inicialmente para breve a inaugurado o Anfiteatro do Programa, localizado no subsolo do bloco L, do Centro de Ciências da Saúde. Com as obras adiantadas, a previsão é que antes do meio do ano já esteja em funcionamento. As outras novidades são o início dos journals de dados do Programa ainda neste mês março e com programação organizada até meados do ano e o sucesso dos cursos em Oncobiologia. Os cinco módulos oferecidos (Urologia oncológica; Curso básico de Resistência a Múltiplas Drogas; Malignidades hematológicas: da patogênese às manifestações clíncias; Coagulação sanguinea e câncer: aspectos básicos; e Curso básico sobre bioquímica da célula tumoral) neste ano tiveram grande procura com todas as vagas preenchidas e longas filas de espera.

Em seguida, a diretora do Instituto de Bioquímica Médica, Débora Foguel, manifestou felicidade com a breve inauguração do Anfiteatro. “Eu, como diretora, não poderia ter mais alegrias de albergar um Programa que cuida tão bem de seus membros. Espero que o próximo encontro já seja no auditório novo, que foi mais uma coisa maravilhosa que o Programa de Oncobiologia nos trouxe”.

Por fim, o pesquisador Martin Götte, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Universitário de Muenster na Alemanha, apresentou seu trabalho sobre o proteoglicano Syndecan-1, que modula a proliferação, adesão e migração das células, além da formação de novos vasos sanguíneos e está implicado na progressão de tumores. Em carcinomas de mama, a superexpressão desta molécula está relacionada a um prognóstico ruim da doença, que tende nesses casos a ser mais agressiva. Sua equipe mostrou, com experimentos em culturas de células MCF7, que expressavam mais quantidade dessa molécula, que quando ela é retirada da membrana e fica solúvel, ocorre um marco para a forma invasiva do câncer de mama. “No futuro, essas moléculas podem ser usadas como alvo na terapia do câncer de mama”, afirma Götte. Ao final, todos aproveitaram a oportunidade para trocar ideias durante o coffe break.


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