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Gliomas - Vias de sinalização são alvo de pesquisa

Por Claudia Jurberg

16/04/2009

 

Estudo das vias de sinalização envolvidas em células de glioma humano é o desafio de Andrea Mariano de Oliveira, agraciada com a bolsa Pró-Onco Leopoldo De Meis.  Nos próximos 12 meses, a pesquisadora que é orientada por Robson Queiroz Monteiro, do Laboratório de Hemóstase e Veneno, do Instituto de Bioquímica Médica, se debruçará sobre as vias de sinalização envolvidas em diferentes processos durante o desenvolvimento de gliomas.

 

Entre outros aspectos, ela pretende estudar a angiogênese, o crescimento e proliferação das células tumorais e a produção de citocinas relacionadas ao crescimento deste tumor in vivo. E, a partir de seus resultados, tentar correlacionar com possíveis ações terapêuticas.

 

Os estudos serão realizados in vitro, ela diz, mas no laboratório há, paralelamente, estudos in vivo com animais. Nestes, os tumores crescem e, posteriormente, é utilizada uma droga que inibe o crescimento do tumor.

 

Andrea explica que seu estudo analisará vias específicas que estão relacionadas à produção de citocinas. São elas: a VEGF que é para crescimento do tumor e a interleucina 8 (IL8). “Nós estudaremos duas linhagens: a U87, que é uma linhagem que cresce in vivo, e a linhagem A172, que não cresce in vivo. As duas linhagens são agressivas, porém são diferentes nesses aspectos, uma cresce in vivo e a outra não”.

 

 Na verdade, os pesquisadores procuram desenhar de que maneira pode-se representar esse processo in vivo. Usamos a Ixolaris, uma proteína isolada de carrapato, que inibe o crescimento desse tumor e podemos ver qual a via de sinalização que é mais importante para o crescimento do tumor in vivo. Assim, no futuro, dependendo dos resultados, poderemos também usar a Ixolaris como alvo terapêutico.  O Ixolaris já é aplicado no Laboratório em células de gliomas, mas os resultados ainda são preliminares.

 

No doutorado, terminado em 2007, Andrea trabalhou sobre o efeito de algumas proteínas da coagulação na inflamação. Viu que a protrombina e seus fragmentos gerados durante a coagulação tem efeito na inflamação.   Ao fim do doutorado, resolveu mudar o foco quando foi convidada pelo Robson para trabalhar com sinalização celular e implementar a técnica de western blot. “Na verdade, nada foi à toa pois câncer, inflamação e coagulação são inter-relacionados”, finaliza.

 

A pesquisadora Andrea Mariano de Oliveira,

agraciada com a bolsa Pró-Onco Leopoldo De Meis

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