Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Nas ondas do rádio / Cursos de Oncobiologia / Programa recebe professora visitante / Na rota dos melanomas

Nas ondas do rádio

O Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia fechou, na última sexta-feira, uma parceria com o Sistema Globo de Rádio. Pelo acordo, serão divulgadas matérias de pesquisadores e médicos do Programa tanto na Rádio Globo como na CBN. Além disso, serão criadas vinhetas como Globo Serviço com temas relacionados à prevenção do câncer. Sugestões de matérias e de vinhetas, portanto, são sempre bem-vindas.

Cursos de Oncobiologia
Programação do Módulo "Câncer de pulmão"

Local Anfiteatro Halley Pacheco 8º andar


Dia 24 de abril de 2006

9:00 Abertura
Prof. Vivian Rumjanek, Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ

9:10 Epidemiologia e etiologia do câncer de pulmão
Prof. Marcos Paschoal, Programa de Oncopneumologia IDT/HUCFF - UFRJ

10:00 Diretrizes para o diagnóstico "precoce" do câncer de pulmão
Prof. Marcos Paschoal, Programa de Oncopneumologia IDT/HUCFF - UFRJ

11:00 Marcadores moleculares em câncer de pulmão
Dr. Ricardo Luiz Menezes Duarte, Programa de Pós-Graduação FM-UFRJ

Dia 25 de abril de 2006


9:00 Tuberculose e câncer de pulmão
Dra. Maria Amélia Angelin, Programa de Pós-Graduação FM-UFRJ

10:00 Técnicas moleculares e alterações genômicas
Prof. Maria da Gloria da Costa Carvalho, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho - UFRJ

11:00 Cirurgia no carcinoma localmente avançado: indicações e limitações
Prof. Rui Haddad, Divisão de Cirurgia Torácica IDT/HUCFF - UFRJ


Dia 26 de abril de 2006


9:00 Proteínas de coagulação no câncer de pulmão
Prof. Robson Queiroz Monteiro, Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ

10:00 Patologia tumoral e técnicas diagnósticas no câncer de pulmão
Prof. Paulo Marcos Valiante, Serviço de Anatomia Patológica HUCFF - UFRJ

11:00 Estagimento torácico do câncer de pulmão
Prof. Carlos Henrique Boasquevisque, Divisão de Cirurgia Torácica IDT/HUCFF - UFRJ


Dia 27 de abril de 2006


9:00 Receptor EGF e câncer de pulmão
Prof. Franklin Rumjanek, Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ

10:00 Citocinas e câncer de pulmão
Prof. Morgana Lima, Departamento de Histologia e Embriologia - UFRJ

11:00 Princípios gerais de radioterapia no câncer do pulmão: indicações e técnicas
Prof. Paulo César Canary, Serviço de Radioterapia HUCFF - UFRJ


Dia 28
de abril de 2006


9:00 Resistência a múltiplas drogas e câncer de pulmão
Prof. Vivian Rumjanek, Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ

10:00 Abordagem quimioterápica
Dra. Eloá Brabo, Serviço de Oncologia HUCFF - UFRJ

11:00 Apresentação e discussão de casos de câncer de pulmão
Dra. Eloá Brabo, Serviço de Oncologia HUCFF - UFRJ
Prof. Carlos Henrique Boasquevisque, Divisão de Cirurgia Torácica IDT/HUCFF - UFRJ
Prof. Marcos Paschoal, Programa de Oncopneumologia IDT/HUCFF - UFRJ
Prof. Paulo Marcos Valiante, Serviço de Anatomia Patológica HUCFF - UFRJ

12:00 Encerramento

Programa recebe professora visitante

A pesquisadora Ana Lúcia Giannini é a mais nova integrante do Programa de Oncobiologia. Com bolsa de professora visitante da UFRJ, há duas semanas Ana Lúcia iniciou suas atividades dentro de um projeto de câncer de pulmão, cultura de células e biologia molecular.
No Programa de Oncobiologia, Ana Lúcia trabalhará com biopsias de novos pacientes com câncer de pulmão admitidos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ. O estudo, que envolverá os grupos do Dr. Marcos Paschoal e dos pesquisadores Franklin Rumjanek, Morgana Castelo Branco e Vivian Rumjanek, visa a procura de mutações específicas no receptor para fator de crescimento epidermal (EGFR). Em vários tipos de câncer, as células tumorais superexpressam  o EGFR em suas membranas.

Em cerca de 10% de pacientes com tumores de pulmão, o EGFR possui uma mutação que torna o tumor sensível a uma droga chamada Gefitinib. Porém não se sabe qual a freqüência destas mutações na população do Rio de Janeiro.

Usando técnicas de PCR os pesquisadores buscarão identificar a presença destas mutações nos pacientes do HU. Nenhum estudo semelhante é realizado no Rio de Janeiro.

Ana Lúcia fez graduação em biologia na UFRJ; Mestrado na área de Bioquímica Médica da UFRJ; e o Doutorado em biologia celular foi realizado na University College London , na Inglaterra, entre os anos de 1997 e 2001. Posteriormente, Ana trabalhou no Kings College de Londres, onde desenvolvia estudos sobre regulação de ativação de células T.

Na rota dos melanomas

Em condições normais, quando uma célula apresenta defeitos, é iniciado o processo de apoptose (morte celular programada). Neste caso, os dejetos provenientes da morte da célula poderiam causar problemas para o corpo. No entanto, para prevenir o surgimento de infecções, a fosfatidilserina, um fosfolipídio presente na parte interna da membrana celular, agora despedaçada devido a apoptose, entra em contato com o meio exterior. Esta interação faz com que o próprio corpo inicie um processo de limpeza, inibindo a atividade inflamatória dos macrófagos. Em suma, a fosfatidilserina atua como um imunossupressor natural, com efeitos benéficos à saúde. Entretanto, nos casos onde o paciente possui câncer, esta mesma atividade imunossupressora pode ter uma conotação negativa, pois inibe o sistema imunológico do paciente e possibilita o agravamento do tumor.

Luize Gonçalves Lima, estudante de mestrado da UFRJ, sob a supervisão do Professor Marcello Barcinski, do Instituto Nacional de Câncer, começou a estudar a atuação da fosfatidilserina em células de Melanoma, e como os seus efeitos podem beneficiar o agravamento do tumor.

A célula tumoral, além de também possuir a fosfatidilserina, ao contrário das células sadias, mantém este fosfolipídeo exposto constantemente na parte externa da membrana. Como se não bastasse, o tumor também expele o fosfolipídio inserido em vesículas, por uma grande extensão do corpo, aumentando muito a propagação de metástases. Os testes mais recentes, feitos em camundongos, sugerem que a vesícula de melanoma possui um papel pró-tumoral, facilitando o aparecimento de diversas metástases pulmonares, possivelmente por uma atividade imunossupressora. Nos últimos meses, sob orientação do Professor Robson Monteiro, do Instituto de Bioquímica da UFRJ, Luize começou a estudar os efeitos do fosfolipídio como pró-coagulante (função que já é conhecida, assim como os efeitos danosos da coagulação sangüínea em pacientes com câncer) em melanomas, e pretende estender suas análises a outros tipos de tumores, como gliomas.

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