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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Onco News Jovem / NPPN desenvolve substância anti-tumoral / Tecnologia de ponta para cirurgia oncológica

Onco News Jovem

Os alunos que participaram do Módulo de Divulgação Científica do Curso de Biologia do Câncer, organizado pelo Núcleo de Ensino/Programa de Oncobiologia, elaboraram, como produto final do curso, um jornal eletrônico, o Onco News Jovem , cuja temática escolhida pelos participantes foi prevenção ao câncer. A idéia foi oferecer informação para o público adolescente.

Entre as matérias elaboradas pelos alunos, câncer de pele, piercing e o risco de câncer, alimentação saudável, HPV e câncer de colo uterino, células-tronco.

Quem quiser conferir o resultado, pode apreciá-lo na página http://www.bioqmed.ufrj.br/onco/corpo/jornalalunos/onconewsjovem.htm

NPPN desenvolve substância anti-tumoral

Uma nova substância emerge do Laboratório de Química Bioorgânica (LQB) , do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais (NPPN), da UFRJ, como candidata a quimioterápico. Desenvolvida utilizando como matéria prima a Lausona, um pigmento natural da henna, a substância, denominada LQB-118, foi desenvolvida pelo estudante de Doutorado Chaquip Daher Netto e tem como alvo células leucêmicas que expressam o fenômeno de resistência a múltiplas drogas (MDR, na sigla em inglês).

A substância protótipo, explica Chaquip, surgiu do conhecimento anti-tumoral expresso pelas naftoquinonas presentes no Ipê, em especial o lapachol, além de uma outra substância, a mitomicina C, isolada da bactéria Streptomyces caespitosus  e utilizada na clínica oncológica .
Na verdade, já era conhecida há muito tempo a atividade anti-cancerígena de três substâncias do Ipê: lapachol ( que chegou a ser usado na clínica), a -lapachona e b -lapachona. Então, foi a partir desses conhecimentos iniciais, que o LQB começou a desenhar a atual molécula que, segundo Chaquip, já foi testada em células leucêmicas MDR por Eduardo Salustiano, do Laboratório de Imunologia Tumoral, do Instituto de Bioquímica Médica, também da UFRJ.

Eduardo explica que fez teste de viabilidade com linhagens de células de leucemia humana, K562 e Lucena. Depois de três dias de tratamento com a substância, a viabilidade foi de 50%, ou seja, houve uma morte celular de 50%. O mesmo experimento foi realizado com linfócitos e mostrou que a viabilidade, depois de três dias de tratamento, foi de 70%, mesmo numa concentração três vezes superior. Segundo Eduardo, o próximo passo, será analisar em que fase do ciclo celular a substância atua.
As esperanças na nova substância LQB 118 são muitas, anuncia Chaquip, que é orientado no Doutorado pelos pesquisadores Paulo Roberto Ribeiro Costa e Alcides José Monteiro da Silva. Não é à toa, que os dois grupos, pertencentes ao Programa de Oncobiologia, esperam conseguir depositar pedido de patente nacional para a substância. Chaquip diz que o trabalho resultou numa molécula otimizada: fácil de ser construída, que consome menos tempo e muito, muito mais barata com custo estimado em menos 70% do que outras substâncias desenvolvidas pelo LQB e, ainda por cima, com eficiência e ótimo resultado. A princípio, essas propriedades permitirão a síntese da substância em larga escala. O projeto já recebeu recursos do edital do Programa de Oncobiologia  e também é financiado pela Finep.

Tecnologia de ponta para cirurgia oncológica
por Bruno Macchiute

Uma nova tecnologia, desenvolvida pela Nasa, para ajudar os astronautas na ida para Marte, pode ser vital para a retirada de tumores alojados em áreas sensíveis ou de difícil acesso. A laparoscopia robótica é uma técnica menos invasiva e muito mais precisa, o que acarreta em menos danos aos tecidos ao redor do tumor.
Agora, estes equipamentos estão disponíveis para procedimentos cirúrgicos em pacientes com diversos males, que precisam ser tratados de forma precisa ou que estão distantes demais de um centro cirúrgico. Esta técnica também já está acessível para treinamento de médicos residentes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, sob a coordenação do médico cirurgião Ricardo Zorrón, especialista em tele-medicina robótica. "Este equipamento pode viabilizar um tratamento de um paciente que está no Amapá e o cirurgião em São Paulo, por exemplo", nos conta, Ricardo. Infelizmente, o equipamento é muito caro e não há interesse, por parte dos hospitais privados, em adquiri-lo.
Quando a Nasa desenvolveu esta tecnologia, visava possibilitar procedimentos cirúrgicos em astronautas a caminho de Marte. Para tal, desenvolveu, tendo representação do protótipo no Brasil com a empresa H. Strattner , um braço robótico controlado a distância. Desta forma, procedimentos cirúrgicos com alto grau de complexidade (impossível de serem realizados pelos próprios astronautas) poderiam ser realizados em pleno espaço, por médicos aqui na terra.
A partir de 2002, diversos pacientes com câncer foram operados na Espanha com a ajuda deste equipamento, o que resultou em menor resposta ao trauma cirúrgico e melhor resposta imunológica, podendo trazer benefícios na sobrevida . Além disto, por não causar tanto sangramento durante a cirurgia, as chances de ocorrer uma metástase ficam bastante reduzidas.
A incorporação de tecnologias militares ou de agências espaciais (como a Nasa) não é novidade. O forno de microondas, o radar, material cerâmico para próteses dentárias, equipamentos para combate ao fogo e, ironicamente... a energia nuclear, que supre grande parte da demanda energética atual. Todas estas foram invenções, inicialmente, muito caras, mas que, com o passar do tempo, tornaram-se corriqueiras em nosso cotidiano.  

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