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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Credenciamento e re-credenciamento no Programa / Terapia Gênica reúne grupos nacionais / Proteína contra melanoma

Credenciamento e re-credenciamento no Programa

Dentro da filosofia de flexibilidade e de dinamismo do Programa de Oncobiologia e do novo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, em breve, haverá credenciamento e re-credenciamento de temáticas em biologia do câncer e dos membros do Programa. Aguarde a divulgação das regras que ainda estão sendo elaboradas e fique atento para os prazos.

Para o Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas, Adalberto Vieyra, "a proposta de re-credenciamento dos membros, no âmbito do Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Biologia do Câncer, é iniciativa salutar e oportuna que se faz sempre necessária no mundo acadêmico. E que, neste momento de transição para o novo ICB, permitirá reconhecer novas vocações e direcionamentos (lembremos que muitos jovens professores se incorporaram aos quadros da UFRJ em tempos recentes), abrir as portas para novas adesões e permitirá perceber que outros preferem buscar novos rumos e novas parcerias. A proposta concebida de programas temáticos e de atividades na estrutura do novo ICB é sinal de vitalidade e de compromisso com o futuro."

Rede de futuro
Terapia Gênica reúne grupos nacionais

Nos próximos três anos, 14 grupos de pesquisa de São Paulo, Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro se associarão para investigar tecnologias de produção e utilização de vetores para transferência gênica e aplicações em experimentos em laboratório. Associado a isso, os grupos procurarão elaborar ensaios pré-clínicos e clínicos com o objetivo de oferecer alternativas a tratamentos convencionais de certas doenças e com o intuito de desenvolver vacinas de DNA profiláticas e terapêuticas.

Estes grupos de pesquisa que compõem o Instituto do Milênio Rede de Terapia Gênica aprovado pelo CNPq no final do ano passado recebem, agora, os primeiros frutos dessa parceria. Do total de R$ 3,8 milhões destinados ao projeto, cerca de R$ 1 milhão foram liberados. Recurso suficiente para a compra dos primeiros equipamentos que subsidiarão os estudos em câncer, doenças hematológicas, monogênicas, degenerativas e infecciosas.

Liderado por Rafael Linden, Diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, e membro do Programa de Oncobiologia, esta rede privilegiará uma área de pesquisa ainda pouco desenvolvida no país. Segundo Linden, este é o primeiro aporte de recursos em projeto nacional de terapia gênica, embora em todo o mundo foram iniciados, pelo menos, 1.400 ensaios clínicos, sendo apenas um na América Latina, mais precisamente, no México.

O Instituto do Milênio Rede de Terapia Gênica atuará em três diferentes aspectos: desenvolvimento de vetores para terapia gênica, ou seja, construir veículos adequados para levar os genes até as células-alvo; estudos pré-clínico em terapia gênica para várias doenças metabólicas graves e ensaios clínicos.

Dos 14 grupos envolvidos no projeto, quatro se dedicam a desenvolver vacinas por DNA. Os alvos são streptococcus, grupo de bactérias que causa várias doenças, entre as quais, faringite, pneumonia, meningite e abcessos na boca; Trypanosoma cruzi, o parasita da doença de Chagas; certos tipos de vírus da dengue; e ainda uma forma de vacina terapêutica contra certos tipos de câncer. As vacinas de DNA utilizam técnicas de terapia gênica para induzir ativação do sistema imune dirigida contra os agentes agressivos ao organismo.

Alguns pesquisadores da rede estudam formas de utilizar terapia gênica para recuperar sistemas de reparação do DNA, cujas alterações estão associadas ao câncer de pele, e tratamento da chamada doença do enxerto contra o hospedeiro, que afeta pacientes submetidos a transplantes de medula óssea utilizados, por exemplo, no tratamento de leucemias.

No Incor, em São Paulo, a equipe está envolvida em desenvolver e aprimorar vetores retrovirais, cuja eficiência, durabilidade e segurança possam contribuir para o tratamento de transtornos hematológicos.

O Instituto de Milênio de Terapia Gênica é uma rede de cooperação nacional para formação de recursos humanos, instalações, equipamentos e trocas de experiências com o intuito de contribuir para dissecar e desenvolver novas formas para tratar doenças congênitas, hereditárias ou adquiridas.

Proteína contra melanoma

Extraída da saliva do carrapato, a proteína ixolaris vem sendo utilizada nos Laboratórios de Imunologia Tumoral e de Hemóstases e Venenos, ambos da UFRJ, em estudos que envolvem a linhagem B16 de melanoma murino (camundongo). "A ixolaris se mostrou efetiva impedindo o crescimento do tumor nos primeiros dez dias. No entanto, infelizmente, após esse período o tumor volta a crescer, atingindo proporções similares às de tumor não tratado", nos conta Andréia Oliveira, estudante de biomedicina da UFRJ, responsável pelo desenvolvimento do estudo no Laboratório que pertence ao Programa de Oncobiologia.

A ixolaris surgiu como um análogo ao inibidor de fator tecidual (TFPI), substância produzida naturalmente pelo nosso corpo e responsável por inibir a cascata de coagulação do sangue. Em estudos anteriores, a ixolaris já havia apresentado efeito benéfico como anticoagulante no combate ao crescimento dos tumores. Assim, impede a formação de vasos sanguíneos (angiogênese) que "alimentam" o câncer, matando-o de "fome".

Nas próximas etapas do estudo, Andréia pretende aumentar as doses de ixolaris e mudar o local, a quantidade e a forma que são injetadas em camundongos e verificar quais os efeitos que pode causar em situações diferenciadas.

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