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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

UFRJ inaugura superequipamento / Seleção da Bolsa Vivi Nabuco / Seminário de Oncobiologia

UFRJ inaugura superequipamento

O coordenador do Programa de Oncobiologia, Marcos Moraes, foi um dos convidados ilustres da inauguração de novo equipamento no Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas (CNRMN), na UFRJ. O Centro possui uma série de equipamentos com capacidade de produzir desenhos racionais de drogas, a partir da determinação da forma espacial das proteínas. O método tem aplicação para doenças como Aids, câncer, Alzheimer, Parkinson e encefalopatias causadas por prion.

Durante a inauguração, Marcos Moraes dividiu a cerimônia com coordenador do novo CNRMN, Jerson Lima, da Diretora do Instituto de Bioquímica Médica, Débora Foguel, e o ganhador do Nobel de Química de 2002, o pesquisador Kurt Wüthrich, que atua tanto no The Scripps Research Institute, da Califórnia, como no ETH Zürich, Suíça, entre outras autoridades da política científica.

O novo equipamento – um espectrômetro de ressonância magnética nuclear com 800 MHz de potência e alta resolução - é único na América Latina e atenderá a cerca de 250 pesquisadores brasileiros e latino-americanos para determinação de estruturas de macromoléculas.  

Nos últimos anos, o CNRMN foi o responsável pelo desenho de cerca de 10 estruturas de proteínas que foram depositadas num banco mundial. O trabalho realizado resultou em mais de 200 publicações. Entre as pérolas depositadas, proteínas antimicrobianas, antifúngicas e anti-protozoários.

O equipamento foi instalado no novo prédio do Centro de Ciências da Saúde na Universidade Federal do Rio de Janeiro. E segundo os pesquisadores, entre seus aspectos peculiares é mais sensível, tem maior resolução e consegue determinar a estrutura de proteínas maiores e complexos protéicos que contribuirão para a determinação da forma espacial de medicamentos.

A determinação da forma espacial permite o desenvolvimento de medicamentos que se encaixem em proteínas do organismo e possa ter um efeito terapêutico. Seria equivalente de uma chave-fechadura, onde o medicamento é a chave e a proteína a fechadura. Os pesquisadores da UFRJ explicam que é preciso se determinar a forma da fechadura (proteína alvo) para se desenhar a chave (medicamento). Em alguns casos, o medicamento a ser buscado neutralizará a proteína envolvida na geração do processo patológico. Em outra abordagem, como no caso de diversas formas de câncer, também se busca um medicamento que, ao se ligar a uma proteína relacionada com a supressão de câncer (p53), tornará esta mais apta a proteger a célula na passagem para o estado maligno.

Seleção da Bolsa Vivi Nabuco

No próximo dia 20 de setembro, às 10:00, no auditório localizado na Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, se realizará a seleção pública das candidatas Maria da Graça Baruque e Janaína Fernandes à bolsa Pro-Onco Vivi Nabuco. O processo é aberto a todos que queiram participar!!!

Seminário de Oncobiologia

No dia 21/09, às 10h, no auditório Leopoldo De Meis, haverá a palestra do pesquisador Jorge Filmus, da Divisão de Pesquisa em Biologia do Câncer, do Sunnybrook & Womens´s College Health Siences Centre, de Toronto/Canadá. Formado pela Universidade de Buenos Aires, o Dr. Filmus obteve seu Doutorado em Química Biológica também na capital Portenha e, hoje, ainda é professor do Universidade de Toronto. O seminário intitula-se The role of Glypican-3 in the regulation of body size and Hedgehog signaling. Não perca!!!!

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