Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Um brinde ao Programa

Na ocasião em que comemoramos a 100ª edição do Onco News - o jornal eletrônico do Programa de Oncobiologia, que circulou regularmente em todas quinzenas dos últimos quatro anos -, os membros filiados só têm motivos a comemorar. Em primeira instância, foram divulgados os 15 agraciados com o edital de pesquisa. O coordenador do Programa, Marcos Moraes, promete para breve, muito breve, a liberação da primeira parcela de R$ 10 mil, de um total de R$ 20 mil para os próximos dois anos.

Uma outra conquista ocorreu durante a seleção da bolsa de Pós-Doutorado Pro-Onco Vivi Nabuco. Em virtude do empate das duas candidatas, Graça Baruque e Janaína Fernandes, foi anunciada a instauração de mais uma bolsa de Pós-Doc para o Programa: a bolsa Pro-Onco Leopoldo De Meis.

O Programa também está de mudança: do Instituto de Ciências Biomédicas foi transferido para o Instituto de Bioquímica Médica (IBqM). A Diretora do IBqM, Débora Foguel, considera que é uma grande alegria e honra acolher o Programa de Oncobiologia, que tem dinâmica e vida científica muito ativa. “Um exemplo é a oferta de auxílios de pesquisa para seus participantes e de bolsas de Pós-doc para jovens doutores”, afirma. “Uma iniciativa que julgo muito louvável que é a divulgação dos trabalhos de pesquisa gerados pelo grupo, bem como formas de esclarecimentos sobre o câncer para a sociedade - uma missão que deveria ser inerente a todo pesquisador e a toda instituição de pesquisa”. Dessa forma, a diretora acredita que o Instituto e os demais Programas, que dele fazem parte, acabarão "contaminados" com esse dinamismo. “Certamente, estabeleceremos uma relação simbiótica com benefícios para todos os lados!”

Ex-Diretor do IBqM, Franklin Rumjanek, hoje coordenador do Laboratório Sonda, afirma que o Programa de Oncobiologia representa um eixo unificador ao redor do qual gravitam importantes projetos que versam sobre um tema muito importante. Como resultado dessa convergência de idéias e de resultados é difícil não ser otimista com relação ao futuro. Se por um lado o Programa começou modestamente, por outro tem sido impelido por um entusiasmo proporcional ao desafio. Seu sucesso é quase uma certeza.

Para o pesquisador Januário Cabral, recém ingresso ao Programa, hoje “percebe-se a existência de um sopro de renovação nas atividades produtivas de pesquisa em oncologia realizadas no nosso Estado. Essa percepção existe graças à iniciativa empreendedora que culminou na criação do Programa de Oncobiologia, o qual, trouxe visibilidade aos projetos executados de maneira desarticulada em diversas Instituições, rompendo o fosso existente entre as pesquisas confinadas em laboratórios estanques e um público maior interessado em conhecer os caminhos já percorridos na busca de novos conhecimentos”.

“O Programa representa hoje a vanguarda da Universidade Brasileira. Promove a integração de diferentes instituições e unidades de forma multidisciplinar no que tange Ensino, Pesquisa Científica de Qualidade, Extensão Universitária e Divulgação Científica”, disse em depoimento Mauro Sola-Penna, pesquisador do Laboratório de Enzimologia e Controle do Metabolismo, da Faculdade de Farmácia. Para ele, “através de suas lideranças ativas e dinâmicas, tem conseguido captar recursos alternativos através de doações para a implementação de auxílios financeiros para pesquisa e bolsas de estudos, caracterizando uma qualidade diferenciada dos modelos acadêmicos atuais”.

Bolsas - O primeiro aluno agraciado com a bolsa de Pós-doc, em 2006, foi Fábio Almeida, do Laboratório de Embriologia de Vertebrados do ICB. Almeida também falou da experiência de ter recebido recursos do Programa. Nesse período, ele conta que seu grupo demonstrou que, através do contato, neurônios sadios podem modular a expressão de genes nas células de glioblastoma multiforme humano, um tumor maligno comum no cérebro. Isso diminui a expressão da proteína envolvida na proliferação e migração de diversos tumores, o fator de crescimento do tecido conjuntivo. “Também observamos que inibidores específicos da via de sinalização Sonic Hedgehog aumentam a capacidade do glioblastoma se proliferar”, explica. “Atualmente, procuramos esclarecer a relevância dessa e outras vias na proliferação e modulação de marcadores específicos da doença”. Em entrevista ao Onco News, Almeida afirmou ainda que o pioneirismo da Senhora Vivi Nabuco e do Programa é essencial para a incorporação de jovens doutores na área de estudo, fortalecendo os grupos envolvidos.

design manuela roitman | programação e implementação corbata