Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Descoberta sobre o cérebro pode ajudar na identificação precoce de tumores

O pesquisador Stevens Rehen, do Departamento de Anatomia da UFRJ, identificou a existência de um número alterado de cromossomas no cérebro de pessoas normais. O artigo científico que relata a descoberta foi publicado no periódico internacional Journal of Neuroscience , da Sociedade Americana de Neurociências.
Até então, acreditava-se que apenas os indivíduos acometidos por algumas anomalias, como Sindrome de Down e câncer, possuíam essa alteração.A descoberta do membro do Programa de Oncobiologia leva a ciência a uma nova percepção sobre o cérebro: a partir de agora pode-se afirmar que este órgão do corpo humano é um mosaico e a presença das células alteradas contribuirá, com certeza, para se explicar diferenças de comportamento e susceptibilidade a doenças. A presença dessas células, portanto, poderá estar relacionada à origem de tumores no cérebro e até mesmo ao Mal de Alzheimer. Outra descoberta que está sendo divulgada no artigo é a detecção, nos cérebros estudados, de células com três cópias do cromossomo 21. Neste cromossomo localiza-se o gene APP, cujo produto está envolvido com as placas amilóides, característica específica da doença de Alzheimer. Com esses resultados, os pesquisadores especulam que as pessoas com uma quantidade maior de células com três cópias no cromossomo 21 terão maior propensão a desenvolver a doença.Rehen esclarece que novas investigações são necessárias, porém os cientistas do grupo acreditam que no futuro poderão ter novas abordagens, como biopsia da pele, para um diagnóstico preciso contra o mal de Alzheimer.
O experimento - Para alcançar esses resultados, Stevens Rehen e seu grupo quantificaram nove mil células de pacientes humanos entre dois e 86 anos e utilizaram sondas coloridas e específicas para o cromossomo 21. Com as sondas, foram capazes de contar quantos cromossomos havia em cada neurônio extraído do cérebro dos pacientes e conseguiram, assim, comparar os dados e validar os resultados.

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