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As múltiplas facetas da proteína MRP

Um novo papel foi descoberto para a proteína MRP, até então famosa por sua incrível capacidade de expulsar quimioterápicos das células tumorais e, conseqüentemente, provocar o fenômeno de resistência a múltiplas drogas .
Fernanda Kyle Cézar, formada em biologia pela UFRJ, e mestranda da Pós-Graduação em Fisiologia, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, em pesquisas realizadas no Laboratório de Imunologia Tumoral, verificou a presença significativa da MRP em células da medula óssea. Cerca de 50% das células mononucleadas da medula óssea (área onde se concentra a maioria das células tronco) possuem a proteína MRP em diversos estágios de diferenciação celular, contra a já conhecida PgP, outra proteína presente em apenas 5% e restrita a apenas um estágio de diferenciação.
Este achado indica que a MRP, devido a sua alta concentração em diversas etapas da diferenciação celular, possui outras funções além de expulsar quimioterápicos.
Além de ser a responsável pela resistência das células cancerosas a quimioterápicos, Fernanda Kyle mostrou ainda que a MRP também atua no processo de diferenciação das células. Esta experiência foi feita in vitro, com células da linhagem EL-4 de Tumoma, um tipo de câncer do Timo. Fernanda descobriu que, ao inibir a MRP, células que antes não se diferenciavam, como deveriam, iniciam o processo normalmente. O próximo passo é administrar estes inibidores em camundongos para descobrir se o resultado se mantém.
Este estudo já foi publicado na revista inglesa Imunology , em janeiro de 2005.

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