Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Programa de Oncobiologia: retrato de amadurecimento

Como em todos os anos e na perspectiva de olhar o futuro, o Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia buscou realizar um pequeno levantamento sobre as realizações em 2006. O intuito é oferecer um panorama resumido das atividades empreendidas neste ano e contribuir para novas estratégias em 2007.

O ano começou com a realização de cinco módulos temáticos em câncer organizados pelo Núcleo de Ensino do Programa e oferecidos pelos professores credenciados a diversos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ e a outros interessados. A iniciativa inaugurou um ano bastante promissor para o Programa.

Nesta perspectiva de formação de recursos humanos em biologia do câncer, o Programa ainda lançou, no primeiro semestre, edital para a bolsa de Pós-Doutorado Pró-Onco Vivi Nabuco. A seleção contou com sete candidatos e, ao final do processo, a banca composta por nove membros (cinco titulares e quatro suplentes) escolheu Fábio de Almeida Mendes, do Departamento de Anatomia, que propôs dar continuidade ao estudo do Fator de Crescimento do Tecido Conjuntivo (CTGF), substância secretada por células sadias, mas que pode apresentar relações com o desenvolvimento de tumores. Fábio é formado em biologia pela UFRJ e há 10 anos trabalha com este aspecto da biologia do câncer.

Uma cerimônia, em julho, reuniu o Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas, Adalberto Vieyra, o coordenador do Programa de Oncobiologia, Dr. Marcos Moraes, diversos membros, Vivi Nabuco e Dona Annah Mello Franco de Chagas. Na ocasião, Dr. Marcos Moraes e o Professor Vivaldo Moura Neto trouxeram alguns dados interessantes sobre produtividade científica e captação de recursos e foi entregue a primeira bolsa Pró-Onco Vivi Nabuco ao Fábio de Almeida.

Inclusão social - Numa proposta inovadora para o campus da UFRJ, foi ainda dada a largada, também neste ano, para a aliança entre os institutos de Bioquímica Médica (IBqM) e o Nacional de Surdos. Pela empreitada, deficientes auditivos aprendem técnicas de laboratório na UFRJ durante duas a três vezes por semana por, pelo menos, seis meses.

Este aprendizado tem como objetivos a inclusão social e o despertar de novas vocações científicas. O projeto idealizado pela Professora Vivian Rumjanek, coordenadora do Núcleo de Ensino, busca oferecer ao jovem surdo a possibilidade de integrar-se aos avanços da ciência e tecnologia de forma crítica, aprendendo conceitos científicos com quem faz ciência, desenvolvendo o método e o pensamento científico ao invés de simplesmente receber informação.

Nesta diretriz, foram oferecidos dois cursos de férias para cerca 20 surdos e professores do Instituto dos Surdos. A temática dos cursos focou "O Sistema Imune na Saúde e na Doença" e da experiência foram selecionados dois alunos que têm se aperfeiçoado no Laboratório de Imunologia Tumoral, do Instituto de Bioquímica Médica.

Renovação - O processo de credenciamento de novos pesquisadores e re-credenciamento dos atuais membros mobilizou a comunidade do CCS interessada pela biologia do câncer. É um processo que se desenrola desde agosto e contou com uma comissão ad-hoc que julgou os vários projetos que reúnem mais de 160 cientistas nacionais e de instituições estrangeiras e uma equipe de apoio administrativo.

Divulgação - No campo da popularização da ciência, no primeiro semestre, o Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia fechou uma parceria com a Rádio CBN, do Sistema Globo de Rádio. O projeto possibilitou a veiculação de vinhetas sobre prevenção ao câncer e matérias de divulgação das pesquisas em andamento no Programa durante a programação da rádio CBN.

Uma outra novidade deste ano, foi o lançamento do Onco Jovem, o jornal eletrônico dos alunos do módulo de Jornalismo Científico do curso de Biologia do Câncer. Os inscritos - jovens jornalistas e cientistas - tiveram a oportunidade de trocar experiências, vivenciar da produção à edição das suas matérias e apreciar a sua divulgação no site do Programa de Oncobiologia.

Mídia - A inserção do Programa na mídia não foi nada fácil este ano. Não pela ausência de qualidade dos resultados de pesquisa alcançados nos laboratórios da UFRJ e do Inca, mas porque, inicialmente, competimos com a Copa do Mundo e, nesse quesito, ninguém discute que o Brasil é mesmo um país do futebol. Já no segundo semestre, as eleições invadiram nossos lares através das emissoras de tevê, das rádios, jornais internet e, assim como no futebol, foi impossível competir com tantos "marqueteiros", furos de reportagens e escândalos. Porém, com o fim do horário eleitoral e das campanhas, as solicitações de pautas científicas voltaram a ordem do dia. Portanto, o balanço não foi dos mais produtivos. Mas mesmo diante de tantas intempéries, o Núcleo de Divulgação levou para a sociedade brasileira 53 matérias que resultaram em 100 veiculações.

O veículo que mais divulgou o Programa de Oncobiologia foi internet com 66 reportagens. As rádios aparecem em segundo com 13 matérias, seguidos pelos jornais (11) e os canais de tevê aberta e fechada (10).

A equipe do Núcleo de Divulgação aproveita a oportunidade para desejar um Ano Novo cheio de boas notícias, muitos recursos para a pesquisa e a concretização de antigos sonhos. Um feliz 2007!!!!

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