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Posse no ICB reúne cientistas e autoridades

Em um clima envolto em muita emoção, entusiasmo e desejos, foi realizada a cerimônia de transferência do cargo de Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas, no dia 26/02, no auditório Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.

Depois da abertura da cerimônia pelo reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, o professor Adalberto Vieyra, no cargo durante os últimos oito anos, encerrou sua gestão com um discurso onde lembrou momentos importantes e conquistas relevantes para o ICB, ressaltando que os avanços só foram possíveis graças às colaborações dos inúmeros interlocutores da madrugada e do inestimável apoio do pessoal técnico-administrativo. Vieyra confessou se sentir um privilegiado por ter participado, nos últimos anos, de uma construção coletiva e fraterna no ICB. Para ele, o ICB é um rico e efervescente celeiro de idéias.

Entre os sucessos administrativos, ressaltou a Semana de Biomedicina, sugerida pelos alunos e implantada em sua gestão, condensando-se ao calendário acadêmico do CCS. Em seguida, lembrou a todos os colaboradores e autoridades presentes à cerimônia, o processo rico que terminou com a criação do Instituto de Bioquímica Médica e a implantação do Programa de Oncobiologia, que trouxe para a Universidade outra forma de se pensar a vida universitária.

Para finalizar, Vieyra extraiu importantes pontos da vida acadêmica de Roberto Lent, seu sucessor no cargo. Autor do livro Cem Bilhões de Neurônios, um dos Diretores do Instituto Ciência Hoje, além de toda sua contribuição científica na área de neurociências, segundo ele, são credenciais para um futuro promissor do ICB.

Entremeados pelo discurso da Professora Maria Fernanda Quintela, da Decania do CCS, no qual identificou aspectos importantes do ICB tanto para o CCS como para toda universidade, Roberto Lent falou em seguida.

O discurso de posse de Lent pincelou desde aspectos de sua trajetória acadêmica como aluno de medicina, aos tempos difíceis do regime militar e até as conseqüências da reforma universitária imposta naquela época. Hoje, mais de 30 anos após o golpe de 64, Lent afirma que tem o olhar tranqüilo que o tempo oferece. E é com essa sensação que percebe as mudanças inevitáveis para o futuro do ICB com o redesenho da atual estrutura, respaldado no regimento aprovado pela Congregação no ano passado. Em breve, o ICB terá como linha mestra programas temáticos avaliados a cada cinco anos. E a palavra "integração", que já circula entre os professores e pesquisadores do Instituto, continuará a permear as atitudes e ações do ICB, ele promete.

Roberto Lent ressaltou que a sua gestão a frente do ICB abrigará uma "célula" de novas idéias e que ele lutará pela superação dos muros, pela mobilidade horizontal, por um ICB unificado e, por fim, pela aproximação entre a pesquisa e a sociedade.

Ao final da cerimônia, o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, lembrou que um dos homenageados do dia era, sem dúvida, Herman Lent, um grande brasileiro, movido pelo interesse público, muitas vezes, em detrimento do pessoal e pelo senso de justiça, e concluiu que: "com certeza, Roberto é um herdeiro dessas qualidades associadas à doçura e a vontade de realização". Por outro lado, Aloísio Teixeira ressaltou que a contribuição de Adalberto Vieyra para a reconstrução do ICB foi fundamental e neste sentido, caso seja eleito para uma nova gestão, gostaria de contar com Vieyra na construção da nova equipe.

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