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Emoção embala posses no CCS

Três dias, três posses e, um clima só percebido em poucos momentos da UFRJ: muita emoção, nas despedidas; muitos desejos a gestões profícuas, nas transmissões dos cargos. Isto um ambiente envolto por uma dezena de desafios. A nova diretora do Instituto de Bioquímica Médica, Débora Foguel, em seu discurso, ressaltou fato curioso: que a ocorrência dessas três posses, quase que simultâneas, só ocorre a cada 12 anos, pois cada Instituto tem regras e mandatos próprios.

- Dessa forma, esse é um momento digno de comemorações especiais, decorrência dessa conjuntura tão particular! Particular, inclusive, porque cabe registrar que, ao assumir hoje a direção do Instituto de Bioquímica Médica, passo a ser a primeira Diretora mulher! Na verdade, sua primeira dirigente feminina, mesmo considerando-se o período em éramos um departamento do Instituto de Ciências Biomédicas. Penso que esta constatação, por si só, já traduz uma grande responsabilidade.

Prestigiadas pelo reitor Aloísio Teixeira que fez questão de participar dos três eventos, as cerimônias mostraram uma UFRJ unida que estuda projetos que extrapolem as fronteiras institucionais e alcancem objetivos mais profundos como igualdade de direitos, acesso maior à universidade, inclusão social e busca conjunta pela resolução de problemas.

A nova diretora do IBqM apresentou poucos números e alguns resultados científicos, mas aproveitou a oportunidade para ressaltar o que mais lhe marca do espírito IBqM: a filosofia que consegue reunir a busca pela qualidade das pesquisas, uma formação integral para seus alunos num esforço maior pelo crescimento da universidade, e ações em sintonia com o intuito de dirimir ou diminuir as maze las da população brasileira, principalmente no que diz respeito à qualidade da educação oferecida nos níveis fundamental e médio. Neste aspecto, Débora lembrou da iniciativa em colaboração com a Central Única das Favelas, em 2006, cujo resultado possibilitou que oito meninos e meninas da Favela Cidade de Deus pudessem vivenciar a experiência dos Cursos de Férias. Contrário aos prognósticos da assistente social que não acreditou na capacidade de seus alunos, a iniciativa rendeu um rap sobre o trajeto dos alimentos.

No dia seguinte, o novo diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Olaf Malm, também abordou as questões sociais e a importância dos projetos de excelência, mas ressaltou que acredita que o maior desafio do Diretor do Instituto de Biofísica, atualmente, é " criar as condições para que cada pesquisador, cada técnico ou aluno possa exercer o melhor de si, valorizando a importância de sua atividade e motivando o todo ao seu redor". Malm ressaltou o desafio que é dirigir o IBCCF diante de sua rica história e consolidada tradição que representa para as ciências biomédicas e da saúde; para o CCS e para a UFRJ e, por fim, para o Brasil e para o mundo ao longo dos últimos 62 anos, muitos dos quais sob a influência dos ideais de Carlos Chagas Filho. Malm aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio de inúmeros colaboradores ao longo dos últimos tempos.

Nas despedidas, tanto Rafael Linden (IBCCF) como Franklin Rumjanek (IBqM), ambos tendo já participado do Programa de Oncobiologia, deixaram mensagens de otimismo rumo a uma trajetória de crescimento e consolidação, contribuindo para a o reconhecimento científico nacional e internacional.

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