Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Teia científica / Módulos de ensino despertam grande interesse

Teia científica

crédito: Ottília Mitidieri

Este foi o panorama das cooperações entre os pesquisadores credenciados no Programa de Oncobiologia, nos últimos cinco anos. A nova etapa de editais do Programa encerrou ontem o recebimento de novos projetos de pesquisa e bolsa de Pós-Doutorado Pro-Onco Vivi Nabuco. Resta-nos, agora, decidir como será o painel da nossa “teia científica” nos próximos anos.

Módulos de ensino despertam grande interesse

Por Marina Verjovsky

Este ano, já foram realizados cinco cursos no âmbito do Programa de Oncobiologia. Os módulos de ensino abrangeram temas como Biologia Molecular na Clínica Médica; Secretoma de Tumores Sólidos; Células-tronco Embrionárias; Angiogênese, Coagulação e Câncer e Divulgação Científica. Estimulados pela resposta positiva dos alunos, os coordenadores dos cursos contaram ao Onco News suas impressões sobre essa experiência.

A professora Maria da Glória da Costa Carvalho, do Instituto de Biofísica (IBCCF) da UFRJ, considerou seu curso de Biologia Molecular na Clínica Médica um sucesso. Cerca de 35 alunos participaram do módulo, que foi concluído no dia 25 de maio. Carvalho comenta que a maioria dos alunos era constituída por profissionais em cirurgia, ginecologia, anestesiologista, oncologista, etc. Maria da Glória afirmou que essa característica possibilitou o desenvolvimento de muitos debates maduros e interessantes, além de instigar a vontade, em vários alunos, de trabalhar com biologia molecular.

O Secretoma de Tumores Sólidos foi tema do curso coordenado pelas professoras Gilda Alves Brown, do Serviço de Hematologia do Inca, e Russolina Benedeta Zingali, do IBqM/UFRJ. As aulas contaram com 40 alunos de origens variadas: 11 de graduação (da UFRJ e Unirio), 12 de mestrado (da UFRJ, Uerj e UFF), nove de doutorado (da UFRJ, Uerj e Uenf) e oito profissionais – médicos e uma biomédica do Inca, além de cinco biólogos do Inca, da Fiocruz e da UFRJ. O módulo abordou a proteômica, sua utilização em diagnóstico e a aplicação de fluídos biológicos para análise de proteínas de tumores sólidos. Ele ocorreu em um auditório da Unidade Hospitar I do Inca e teve apoio da Coordenação de Pesquisa do Inca, que forneceu o coffee break e as cópias xerox de material didático. A professora Brown acrescenta que, devido ao número excessivo de pedidos de inscrição, já foi criada uma lista de espera de alunos para o próximo curso.

A teoria e prática em células-tronco embrionárias humanas foi tema do módulo administrado pelo professor Stevens Kastrup Rehen, do Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UFRJ. O curso contou com 40 participantes, incluindo biólogos, biomédicos, médicos e veterinários, provenientes de instituições de pesquisa e hospitais do Rio de Janeiro e São Paulo. Rehen comenta que as aulas enfatizaram as técnicas de cultivo e diferenciação deste tipo celular, além de palestras, debates e discussões em grupo sobre o histórico, biologia, ética, comparações com outros tipos de células-tronco e perspectivas terapêuticas para a utilização de células-tronco embrionárias. O curso contou também com apresentações, sob a forma de vídeo-conferências, realizadas por palestrantes dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.  


O curso desenvolvido pelo professor Robson de Queiroz Monteiro, do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ, foi apresentado duas vezes em março. Ao todo, 26 pessoas participaram do módulo de Angiogênese, Coagulação e Câncer, que contou com aulas teóricas, discussão de artigos científicos e palestras de pesquisadores. Monteiro explica que na primeira versão do curso participaram 20 estudantes, todos de pós-graduação (maioria de mestrado), onde a maior parte não trabalhava com o tema. Na segunda versão, no entanto, se inscreveram apenas seis alunos – incluindo alunos de graduação, pós-graduação e até professores – onde quase todos já trabalhavam na área.

Por fim, o módulo de divulgação científica foi coordenado pela jornalista Claudia Jurberg, cedida do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o IBqM/UFRJ. Neste curso, participaram 16 pessoas, dentre elas alunos de graduação da área biomédica e de jornalismo, alunos de pós-graduação, pesquisadores e jornalistas formados – sendo um dos participantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas que veio especialmente de Manaus para participar. O módulo promoveu amplos debates sobre como e por que é necessário incrementar práticas de jornalismo científico, além de estabelecer maior interação e diálogo entre os cientistas e jornalistas. Os alunos também tiveram a oportunidade de atuar como repórteres e produzir matérias sobre temas científicos que poderão, em breve, ser conferidas no site do Programa.

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