Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Festa de encerramento do ano / Equipamento para todos

Por Marina Verjovsky

Festa de encerramento do ano
Todos os membros do Programa estão convidados para a festa do Programa de Oncobiologia, que comemorá o passar de mais um ano de sucesso. Da ocasião, participarão o Coordenador do Programa, Dr. Marcos Moraes, e a Diretora do Instituto de Bioquímica Médica, Prof. Débora Foguel. Também foram convidados D. Vivi Nabuco e o Prof. Leopoldo De Meis, que intitulam as bolsas de Pós-Doutorado Pró-Onco. Neste ano, as agraciadas com bolsas foram Janaina Fernandes e Maria das Graças Baruque.

Durante a cerimônia, o pesquisador do Departamento de Anatomia, Fábio Mendes, o primeiro a receber a bolsa Pro-Onco Vivi Nabuco, apresentará seus resultados. Em seguida, a pesquisadora Eliane Volchan, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, falará sobre Imagens e câncer. As campanhas do Ministério da Saúde veiculadas nos maços de cigarro.

O evento ocorrerá no dia 13 de dezembro, às 15 horas, no auditório Hélio Fraga, bloco K. Após a cerimônia solene, será oferecido um chá.

Equipamento para todos

Em poucos meses, já se pode notar as mudanças ocorridas com o advento da bolsa de operador de Citômetro de Fluxo, na UFRJ. Criada em setembro pela Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer, foi concedida à bióloga Alessandra de Paiva Granato.

Antes da bolsa , poucos tinham acesso ao aparelho (um citômetro de fluxo MoFlow, que custou U$ 400 mil à universidade ). Apenas três pesquisadores sabiam como operar a máquina e prepará-la para utilização - um difícil processo que leva pelo menos duas horas.

Agora, com a ajuda de Alessandra, o equipamento já atende cientistas de diversos institutos da universidade (do CCS e Coppe), além de outras instituições , como UFF, Inca e Fiocruz. A técnica calibra a máquina de acordo com as necessidades do projeto de cada um e auxilia os pesquisadores durante todo o processo. Além disso, também são necessários cuidados diários de manutenção, que antes não tinham como ser realizados.

"Se a D. Vivi Nabuco não tivesse concedido essa bolsa de técnico nenhum de nós teríamos esse tempo disponível, o que poderia prejudicar o aparelho", afirmou a bióloga Juliana Echevarria Lima, uma das pesquisadoras que ajudaram na formação de Alessandra.

"Além de me conferir um ótimo conhecimento, a bolsa me deu um tempo para pensar o que fazer no doutorado", ressalta Alessandra - que concluiu o mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica), em 2007. Passado o período de um ano, ela treinará outra pessoa para substituí-la, mas também está disponível para ensinar outros interessados.

Como funciona

O equipamento separa células de uma mistura de forma rápida (75 mil células por segundo). Assim, elas permanecem viáveis, puras e podem ser re-injetadas nos pacientes . O usuário pode escolher dois tipos de células que deseja separar (que são recuperadas em tubos de ensaio com pureza de 95 a 99%) e o resto é descartado.

A marcação das células é lida por dois lasers, que identificam diferenças de tamanho, granulosidade e seis variações de cor, e tornam a leitura muito apurada. Um terceiro laser está para ser instalado. " Quanto mais lasers é possível identificar células mais difíceis, que precisam de muitos marcadores, como as células tronco", explica Juliana.

Assim, podem ser pesquisadas diversas doenças, como câncer e HTLV. No projeto de Echevarria, por exemplo, são lidas amostras de sangue de pacientes portadores do vírus HTLV, do Hospital Evandro Chagas, da Fiocruz. Ela separa dois tipos de Linfócitos T (CD4 e CD8) para depois determinar a carga pró-viral de contaminação dessas células por PCR em tempo real.

Este é o único exemplar no país destinado para a pesquisa . Existem outros cinco no Brasil, apenas em empresas que separam espermatozóides bovinos, vendidos (por altos preços ) para inseminação artificial.

O centro de Citometria

A máquina fica localizada na unidade Multi-usuário de Citometria (no bloco D, sala 39, do CCS da UFRJ). Criada para reunir diversos equipamentos do tipo em uma única sala, a unidade pretende torná-los mais acessíveis aos pesquisadores. O MoFlow está instalado numa sala separada dos outros equipamentos , com pressão negativa e filtração do ar.

O centro também abriga um aparelho de Fax com apenas um laser, que mede três cores da fluorescência de células ou moléculas. No entanto, após o processo, a amostra é descartada. A unidade também aguarda outro Fax e alguns computadores, que serão transferidos ainda este ano. 

Como proceder

Para usar o Fax, basta marcar horário na ficha do centro e deixar um telefone para contato. Mas , para usar o MoFlow, o interessado deve contatar a Juliana (juecheva@yahoo.com.br), ou o coordenador do centro, Alberto Nóbrega, para explicar o objetivo do projeto.

Depois, o pesquisador deve procurar a Alessandra, preencher uma ficha com as características da amostra, data e hora que o aparelho será usado. Assim, ela o calibra de acordo com as necessidades de cada pesquisa e toma as precauções necessárias para o material biológico. O interessado também recebe instruções de como preparar a amostra .

No entanto, Juliana afirma que ainda são necessárias outras medidas: em breve, os coordenadores do centro deverão passar a cobrar pelo uso do MoFlow, de acordo com o tempo a ser utilizado. A pesquisadora explica que a taxa é necessária, pois os materiais, próprios para a máquina, são muito caros ( apenas um saco de salina custa R$ 1500,00) - mas explica que a medida é provisória.

"Atualmente, o equipamento funciona apenas por meio de doações dos sete laboratórios que mais o utilizam", conta. " Mas pretendemos conseguir um financiamento da Capes para manutenção e uso do aparelho". O centro ainda procura financiamento para criar um laboratório suporte (que poderia ficar dentro do próprio centro), com fluxo laminar, estufa, tubos e centrífuga, para que o material possa ser preparado próximo ao aparelho.

design manuela roitman | programação e implementação corbata