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O Popular e Época vencem prêmio de Jornalismo em câncer

Por Marina Verjovsky

Reportagens sobre o acidente com Césio 137 em Goiás e os novos tratamentos contra o câncer venceram o prêmio Inca e Fundação Ary Frauzino de jornalismo. Os agraciados foram os jornalistas Jorge Sassine, do jornal "O Popular" (de Goiás) e Cristiane Segatto, da revista "Época". Eles receberam a quantia de 7 mil reais, que foi entregue pelo jornalista Zuenir Ventura, no dia 08/04, na sede da Academia Nacional de Medicina.

Na matéria "Pesquisa revela mutações em vítimas do césio", Sassine relata como o acidente com a substância, ocorrido em 1987, ainda repercute na cidade de Goiânia. "Estou muito feliz. Este prêmio é um grande estímulo", comentou o jornalista durante a premiação.

A reportagem vencedora da categoria revista, " As mil faces do câncer ", mostra a eficácia dos novos tratamentos contra a doença e alerta que alguns desses medicamentos apenas são eficazes em uma pequena parcela de pacientes. "Obrigada aos médicos, que sempre atenderam às minhas dúvidas com atenção e também aos pacientes, que me abriram suas casas e suas vidas para que esta história pudesse ser contada", agradece Segatto.

Zuenir Ventura afirmou se tratar de um momento histórico de aliança entre o jornalismo e a medicina. Ele parabenizou os agraciados pelas qualidade "técnica, científica e jornalística"de suas matérias. "Vocês conjugaram o interesse do leitor com a importância da notícia", disse. "Nossa humilde tarefa é traduzir e levar para o grande público um conhecimento muito específico, que deve ser democratizado".

O Presidente da Academia Nacional de Medicina, Dr. Marcos Moraes, coordenador do Programa de Oncobiologia e diretor da Fundação Ary Frauzino, relembrou o papel da imprensa na luta contra as empresas de cigarro e comemora os resultados: segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é hoje o país com maior redução de número de fumantes no mundo. "Agradeço aos jornalistas pelo excepcional trabalho que fazem pela saúde do povo brasileiro", conclui.

O diretor do Inca, Luiz Antonio Santini, contou que a difusão de informações em câncer é tão importante quanto a intervenção técnica dos profissionais de saúde. "Pois a prevenção e a detecção precoce são essenciais para combater a doença", assegura. "Para isso, é preciso veicular informações adequadas para promover a mudança na atitude das pessoas". Santini comentou ainda que, nos últimos cinco anos, foram publicados 16 milhões de artigos científicos sobre câncer que renderam 80 milhões de citações. "Informação ou confusão ?" questiona ele. Assim, é difícil ser seletivo e dar um tratamento adequado à tanta informação para as pessoas leigas. Por isso, a aliança entre a saúde e a comunicação é tão fundamental.

Ao fim do evento, Santini e Moraes asseguraram que a premiação continuará no próximo ano.

Os arquivos com as matérias (em PDF) podem ser acessados nos links:

“As mil faces do câncer”, de Cristiane Segatto - Revista Época:
http://www.inca.gov.br/inca/Arquivos/PremioInca/cristianeSegatto.pdf

“Pesquisa revela mutações em vítimas do césio”, de Jorge Sassine - Jornal O Popular (Goiás):
http://www.inca.gov.br/inca/Arquivos/PremioInca/viniciusSassine.pdf

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