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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 17/02/2016

Novo tratamento contra câncer nos EUA dá esperança a pacientes terminais de leucemia

Testes de um novo tratamento genético contra o câncer, que teoricamente "treina" o sistema imunológico do organismo a combater o tumor, apresentaram resultados extremamente animadores: 90% dos pacientes em estado terminal entraram em remissão após a terapia, de acordo com cientistas nos Estados Unidos.

Os resultados foram anunciados na segunda-feira (16), durante o encontro anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em Washington.

O novo tratamento consiste na modificação genética de glóbulos brancos de pacientes com leucemia. As células modificadas para combater o câncer depois são reimplantadas em seus organismos.

No entanto, os dados dos testes ainda não foram publicados ou analisados de forma independente. E acredita-se que dois pacientes tenham morrido em decorrência de uma resposta imunológica extrema de seus organismos.

Para especialistas, os resultados são animadores, mas por enquanto apenas um pequeno passo em direção a uma cura para o câncer.

Cautela
O cientista à frente do novo tratamento, Stanley Riddell, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas sobre o Câncer, em Seattle, disse que todos os outros tratamentos disponíveis tinham fracassado nos pacientes terminais e que eles tinham sobrevidas estimadas em dois a cinco meses.

"Os preliminares (do estudo) são sem precedentes", disse Riddell à BBC.

A nova proposta de terapia envolveu a retirada de células do sistema imunológico de dezenas de pacientes. Conhecidas como t-cells, elas têm a função normal de destruir tecido infectado. Os cientistas modificaram geneticamente as células para que elas passassem a atacar células "doentes".

"Os pacientes estavam realmente no fim da linha em termos de opção de tratamento, mas uma simples dose dessa terapia pôs mais de 90% desses pacientes em remissão completa - não conseguíamos mais detectar (neles) as células com leucemia", disse Ridell à BBC.

No entanto, sete pacientes desenvolveram síndrome de liberação de citocinas - uma reposta exagerada do sistema imunológico - e precisaram de terapia intensiva. Dois morreram.

Se essas taxas podem ser aceitáveis para pacientes em estado terminal, os efeitos colaterais da nova terapia - por exemplo, a síndrome de liberação de citocinas - mostram-se bem mais fortes que o de tratamentos convencionais, como a quimioterapia e radioterapia, que funcionam na maioria dos pacientes.

Especialistas alertam também para a diferença entre doenças como a leucemia e tipos de câncer com tumores "sólidos", como o de mama.

"Este tratamento mostrou resultados promissores no tratamento desse tipo de câncer de sangue. Na maioria dos casos, o tratamento convencional é bastante efetivo, então essa nova terapia seria para os casos raros de pacientes em que o tratamento não funcionou", disse Alan Worlsey, pesquisador do centro britânico Cancer Research UK.

"O grande desafio agora é descobrir como fazemos esse tratamento funcionar para outros tipo de câncer".

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/novo-tratamento-contra-cancer-nos-eua-da-esperanca-a-pacientes-terminais-de-leucemia.html 

 

Os animais que detectam câncer e avisam pacientes antes de convulsões

Pombos costumam ser vistos como sujos e incômodos, mas são os mais recentes numa lista longa de animais com habilidades que podem ser úteis à saúde do homem.

Embora tenham um cérebro menor do que a ponta do seu dedo indicador, pombos possuem uma memória visual impressionante.

Provou-se recentemente que esses pássaros podem ser treinados para ser tão precisos como humanos na detecção de câncer de mama por meio de imagens.

Conheça mais três amigos peludos ou emplumados que podem ter um impacto importante na medicina.

De ratos de laboratório a ratos especialistas

Ratos são frequentemente associados à difusão de doenças, mas esse roedor de cauda longa é um farejador sensível que pode salvar vidas.

O nariz de um roedor possui até 1.000 tipos diferentes de receptores olfativos, enquanto humanos possuem apenas de 100 a 200 desses receptores. Isso dá a roedores como ratos a habilidade de farejar aromas sutis.

Na África, ratos estão sendo usados para detectar casos de tuberculose.

As habilidades de ratos gigantes africanos são estudadas na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo (Moçambique). Roedores treinados estão conseguindo detectar, em amostras humanas de muco, um cheiro específico produzido por bactérias da tuberculose.

Quando ratos identificam o cheiro, eles param e esfregam as pernas para indicar que uma amostra está infectada.

Tradicionalmente, técnicos de laboratório preparam lâminas e examinam cada amostra no microscópio. Analisar cem amostras levaria dois dias - tarefa que um rato cumpre em 20 minutos.

Esse método de detecção é acessível e não depende de equipamentos sofisticados, normalmente escassos em países com alta prevalência de tuberculose.

E é também mais preciso - os ratos são capazes de detectar mais infecções por tuberculose e, consequentemente, salvar mais vidas.

Dr. Cachorro

Os cachorros são tidos como o melhor amigo dos humanos - e ao longo dos anos provaram como podem ser habilidosos.

Recentemente, a atenção da medicina se voltou a cães que parecem ter a habilidade extraordinária de detectar quando pessoas com epilepsia estão prestes a ter uma convulsão - mesmo quando a própria pessoa não tem ideia disso.

 

Sally Burton começou a sofrer de epilepsia na infância, algo que afeta sua vida desde então.

"Eu nunca podia ficar sozinha", conta ela. "Tive que estudar em casa, e fazer amigos e conhecer pessoas novas era difícil. Sentia-me muito só."

Há 13 anos, ela ganhou Star, seu primeiro cão de alerta para convulsões.

"Ter um cachorro como esse instantaneamente tornou minha vida mais acessível", diz Sally.

"Uma das primeiras coisas que fiz quando tinha Star foi preparar uma xícara de chá, algo que não tinha conseguido fazer em 30 anos, por causa dos riscos de ter uma convulsão ao segurar água fervente. Depois passei a ir sozinha até a cidade, também pela primeira vez."

Não se sabe ao certo como cães podem detectar uma convulsão. Suspeita-se que mudanças mínimas nos gestos e na postura da pessoa possam alertá-los. Outra hipótese é algum tipo de indicador no olfato ou na audição.

Após a morte de Star, Sally ganhou um novo cachorro, Robbie. Como Star, ele foi treinado pela Support Dogs, uma organização de assistência social britânica.

A organização treina cães capazes de produzir sinais, como tocar permanentemente a perna de alguém, de 15 a 45 minutos antes que os donos tenham uma convulsão.

Embora haja pouca evidência científica sobre a eficácia desse método, as observações práticas de cães como Robbie mostram resultados.

"Quando estou na rua é reconfortante saber que Robbie me dará um aviso 100% confiável, cerca de 50 minutos antes de qualquer convulsão que venha a ter - o que me dá tempo para procurar um lugar seguro", afirma.

Os segredos da baba da vaca

Seja qual for a denominação, saliva pode ser visto como algo nojento. Mas muitos animais lambem suas feridas, aplicando boas porções dessa substância para tentar evitar infecções.

A saliva no mundo animal pode ter propriedades antimicrobianas - e isso inclui a baba de vacas.

Estudos mostraram que há proteínas nos fluidos corporais das vacas, incluindo saliva e leite, que possuem características antiparasíticas.

A saliva também contém proteínas, chamadas mucinas, que podem atuar para evitar a entrada de mais bactérias em uma ferida.

Especialistas não recomendam deixar um animal lamber suas feridas, pois poderiam introduzir outras bactérias nesses locais, mas se você não gosta da ideia, o seu próprio cuspe, felizmente, também tem propriedades antibacterianas.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160215_cachorros_cancer_tg

 

Homens têm dobro de risco de desenvolver câncer após sexo oral
 

Os homens têm o dobro de possibilidade das mulheres de desenvolver câncer de garganta e de boca devido à infecção por papilomavírus humano (HPV) ocorrida durante o sexo oral. A informação foi divulgada no encontro anual da Associação Americana para Avanços na Ciência (AAS), que aconteceu nos Estados Unidos durante o fim de semana.

Na maior parte dos países ocidentais, quase dois em cada três casos de câncer na garganta ou na boca são provocados por uma infecção do HPV 16. E a frequência aumentou nos últimos anos — explica Gypsyamber D’Souza, epidemiologista à frente da pesquisa, que mostra que a prática do sexo oral faz com que esse tipo de câncer afete muito mais aos homens, sobretudo os brancos de meia idade. Outro dado do estudo é quanto ao número de parceiros sexuais, cada vez maior, e à idade, cada vez mais precoce.

— Nosso estudo mostra que, nos homens, o risco de uma infecção pelo HPV cresce conforme aumenta o número de parceiras com quem eles têm sexo oral — afirma D'Souza, que também é professor de Epidemiologia na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.

Entre as mulheres, ao contrário, o número de parceiros não parece aumentar o risco de contrair a doença. E mesmo com a igual quantidade de relações que elas, os homens continuam tendo maior risco de infecção.

— O estudo determinou que as mulheres que têm mais relações sexuais vaginais têm menor risco de infecção por HPV. Isso sugere que a primeira exposição vaginal ao HPV confere uma proteção maior a elas ao detonar uma resposta imunológica forte — deduz D'Souza.

O HPV não causa diretamente mutações responsáveis por tumores. O vírus pode provocar mudanças nas células que infectam a garganta e o colo do útero, transformando-se em um câncer.

O sexo oral aumenta o risco de câncer na garganta e na boca em cerca de 22%, segundo um estudo publicado em janeiro pelo “Journal of the American Medical Association”. Esse tipo de câncer aumentou 225% em 20 anos.

NOVO EXAME EM BREVE

Também na AAS, pesquisadores anunciaram que estão perto de conseguir diagnosticar tumores em um teste rápido, pela saliva, já apelidado de “biópsia líquida”. Os primeiros alvos seriam os cânceres de pulmão e pâncreas, mas num futuro próximo os pesquisadores acreditam que múltiplos tumores poderão ser detectados.

— Se houver a assinatura de um tumor no sangue ou na saliva de uma pessoa, este teste a encontrará em dez minutos — explicou o professor David Wong, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, ao apresentar a pesquisa.

Segundo ele, os ensaios clínicos completos devem ter início ainda este ano na China e na Europa. Quando pronto, o teste deverá custar o equivalente a cerca de R$ 68.


http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/homens-tem-dobro-de-risco-de-desenvolver-cancer-apos-sexo-oral-18677003.html

 

Campanha convida público para fazer careta para o câncer

CAMPANHA INFANTIL CONVIDA O PÚBLICO PARA FAZER CARETA PARA O CÂNCER

Criada pela Cucumber Propaganda, estratégia reforça a excelência do tratamento prestado pela ONG TUCCA a crianças e jovens carentes em São Paulo

São Paulo, fevereiro de 2016 –

A Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, a TUCCA, está convidando o público a fazer careta para o câncer em sua nova campanha. Criada pela agência Cucumber Propaganda, a ação conta com filme em versões de 30 segundos, um minuto e dois minutos de duração e utiliza como tema a música “Careta”, cujos direitos de uso foram cedidos à ONG pelo grupo Palavra Cantada, autor da obra. A estratégia é mostrar a excelência do tratamento multidisciplinar gratuito prestado pela organização social a crianças e jovens carentes em São Paulo, por meio de linguagem bem humorada e interativa.

No filme, crianças e jovens assistidos pela Oncologia do Hospital Santa Marcelina em parceria com a TUCCA cantam a música-tema “Careta” junto com os vocalistas do “Palavra Cantada”, Sandra Peres e Paulo Tatit em cenas gravadas no estúdio do grupo musical e na sede da TUCCA, em Itaquera, zona Leste de São Paulo. Os protagonistas encerram a peça convidando o público para marcar três amigos nas redes sociais em foto acompanhada da hashtag #caretaparaocancer, com o objetivo de multiplicar a mensagem nas redes sociais.

A campanha será veiculada em TV aberta, cinemas, guias de espetáculos impressos, televisores instalados em elevadores, além da internet, e também inclui o “Música pela Cura”, série de concertos beneficentes realizada na Sala São Paulo a partir do próximo mês. A veiculação será totalmente pró bono, ou seja, com espaços cedidos gratuitamente à TUCCA pelos veículos. A produção do filme foi assinada pela produtora Marcos Frutig – Filmes.

"Nos propusemos a falar sobre o câncer de uma maneira diferente, fugindo dos padrões que abordam a doença de forma triste e pessimista. Concentramos as energias para divulgar o trabalho da TUCCA com foco no sentimento único que as crianças exprimem quando estão em tratamento: lá elas se permitem sorrir e ter esperança ao lado de suas famílias”, explica Sophie Wajngarten, sócia-diretora de atendimento da Cucumber Propaganda. “Com essa campanha, queremos engajar as pessoas a compartilharem a atitude de fazer uma careta para o câncer, com atitudes mais otimistas e pensamentos positivos”, complementa.

http://www.administradores.com.br/noticias/marketing/campanha-convida-publico-para-fazer-careta-para-o-cancer/108376/ 

 

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