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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/01/2016

Biomedicina e física de materiais têm cientistas mais citados da década

A Thomson Reuters, empresa que monitora a produtividade mundial de nas áreas de ciência e inovação, divulgou nesta quinta-feira (14) um relatório que lista os cientistas com trabalhos mais citados nos últimos 11 anos. As áreas de biomedicina e ciência dos materiais concentram a maioria dos pesquisadores estrela.

Para fazer a lista, a Thomson Reuters contou ou número de artigos científicos produzidos por cada pesquisador que ficaram na fatia de 1% dos trabalhos mais citados do estudado (2005-2015). Quanto mais artigos "quentes", melhor posição os cientistas obtiveram no ranking.

No topo da lista está a geneticista Stacey Gabriel, do Instituto Broad, de Cambridge (EUA), com 25 artigos quentes. Criado pela Universidade Harvard e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), instituto lidera o Atlas de Genoma do Câncer, que mapeia genes ligados a diversos tipos de tumor.

A iniciativa gerou um impacto tão grande na área de pesquisa sobre oncologia que outros cinco pesquisadores do Broad estão entre os 19 mais citados da década, destacados pela Thomson Reuters. Um deles é Eric Lander, que foi um dos líderes do Projeto Genoma Humano, e continua a ser altamente citado na pesquisa de câncer.

Outro cientista na lista é Feng Zhang, do MIT, um dos pioneiros no desenvolvimento da tecnologia CRISPR, que está revolucionando a biologia como uma técnica rápida e barata para fazer alterações genéticas precisas em organismos. Em menos de uma década ele foi capaz de produzir 14 estudos "quentes".

Brilha o sol

Entre os 19 cientistas destacados pela Thomson Reuters, 7 são da área de física e 6 deles de ciência dos materiais. Henry Snaith, da Universidade Oxford, produziu 24 estudos "quentes" pesquisando a perovskita, um mineral que está revolucionando a eficiência e o custo de painéis de energia solar. Estudos sobre o material renderam destaque a outros 3 físicos que ficaram no topo da lista.

A nanotecnologia, que pesquisa materiais estruturados na escala de milionésimos de milímetros, também teve destaque.

Ciência brasileira

Além da lista dos 19 cientistas superstars, a Reuters divulgou um relatório com nomes dos 3.000 pesquisadores mais citados da última década, mas sem divulgar sua quantidade de estudos "quentes". Quatro deles estão em atividade no Brasil.

Um deles é o climatologista Paulo Artaxo, da USP, que estuda o papel de partículas aerossóis na atmosfera, o clima da Amazônia e a mudança climática. Os outros são Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, Ado Jorio, físico da área de óptica na Universidade de Minas Gerais e Sven Wunder, economista do Cifor (Centro para Pesquisa Florestal Internacional).

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/biomedicina-e-fisica-de-materiais-tem-cientistas-mais-citados-da-decada.ghtml

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Quem tem gêmeo com câncer tem risco maior para a doença, diz estudo

Bem Estar

05/01/2016

Gêmeos compartilham os mesmos genes e, quando um desenvolve câncer, o outro corre maiores riscos de também adoecer. É o que concluiu um estudo publicado nesta terça-feira (5) que avaliou 200 mil pessoas.

Mas só porque um gêmeo fica doente não significa necessariamente que o outro terá o mesmo câncer, ou qualquer outro tipo de câncer, de acordo com o relatório publicado na revista Journal of the American Medical Association (Jama).

Na verdade, o risco de câncer em pares idênticos em que um dos gêmeos foi diagnosticado com câncer foi foi de apenas 14% maior em relação à população geral.

Gêmeos idênticos se desenvolvem a partir do mesmo óvulo e compartilham exatamente o mesmo material genético.

Entre gêmeos fraternos, que se desenvolvem a partir de dois óvulos diferentes e são tão geneticamente similares como irmãos biológicos normais, o risco de câncer em um gêmeo cujo irmão teve câncer foi 5% maior.

Os gêmeos analisados no estudo vinham de Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega - países que mantêm bancos de dados de saúde altamente detalhados - e foram acompanhados entre 1943 e 2010.

Quando os pesquisadores observaram o grupo como um todo, descobriram que cerca de um em cada três indivíduos desenvolveu câncer: 32%.

O risco de câncer em um gêmeo idêntico cujo par foi diagnosticado foi calculado como sendo de 46%. Em gêmeos fraternos, o risco de desenvolver câncer foi de 37% caso o outro irmão tenha sido diagnosticado.

O mesmo câncer foi diagnosticado em 38% dos gêmeos idênticos e em 26% dos pares bivitelinos. Os cânceres que eram mais propensos a ser compartilhados entre gêmeos eram melanoma (58%), próstata (57%), de pele não-melanoma (43%), ovário (39%), de rim (38%), mama (31%) e câncer de útero (27%).

"Por causa do tamanho do estudo e do longo follow-up, agora podemos ver efeitos genéticos fundamentais para muitos cânceres", disse Jacob Hjelmborg, da Universidade do Sul da Dinamarca e principal co-autor do estudo.

Os pesquisadores disseram que as descobertas podem ajudar os pacientes e os médicos a entenderem mais sobre os riscos hereditários de câncer, uma doença que mata oito milhões de pessoas ao redor do mundo a cada ano.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/quem-tem-gemeo-com-cancer-tem-risco-maior-para-doenca-diz-estudo.html

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Diretrizes para o rastreamento do câncer do colo do útero entram em consulta pública este mês

INCA

07/01/2016

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero passaram por um amplo processo de revisão e atualização baseado em evidências, envolvendo diversos segmentos da sociedade científica. Nesse processo foram envolvidos mais de 60 profissionais reunidos em grupos revisores ao longo de cerca de um ano, finalizado em 2015. A versão preliminar da Atualização 2016 está disponível para Consulta Pública. Você está convidado para contribuir com sugestões ou comentários a partir da publicação de portaria no Diário Oficial da União.

Apesar de se tratar de um texto destinado à prática no SUS, suas recomendações são completamente aplicáveis à prática de saúde suplementar ou medicina privada. Todavia, não são feitas recomendações envolvendo tecnologias que ainda não foram demonstradas serem custo-efetivas no SUS, como testes de DNA-HPV ou citologia em meio líquido.

O documento é precedido por Apresentação e Introdução (Parte I), seguindo-se os capítulos de recomendações (Parte II). Cada capítulo possui texto introdutório descrevendo sumariamente a questão abordada e as evidências disponíveis, seguindo-se as recomendações pertinentes.

Versão em análise

Para o preenchimento do Formulário observe as instruções abaixo:

- Utilize um formulário para cada contribuição.

- As contribuições serão encaminhadas para os responsáveis por cada capítulo e serão respondidas individualmente.

- A insuficiência ou imprecisão das informações prestadas neste formulário poderá prejudicar a sua utilização pelos redatores.

- Em caso de dúvidas, escreva para diretrizesbrasileiras.2016@inca.gov.br.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2016/diretrizes_para_rastreamento_cancer_colo_utero_consulta_publica

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Teste para rastrear câncer de ovário pode salvar 20% das vítimas

Bem Estar

17/12/2015

O uso de um teste para rastrear casos de câncer de ovário em uma grande população foi capaz de reduzir o número de mortes pela doença em cerca de 20%, aponta um novo estudo.

A pesquisa, publicada na revista médica "The Lancet", avaliou a eficiência de um exame de sangue anual para detecção desse tipo de tumor por screening (rastreamento), usado junto com ultrassom transvaginal.

Mais de 200 mil de mulheres no Reino Unido foram acompanhadas durante 14 anos para a pesquisa, sendo que metade delas não fez nem o ultrassom nem o teste. O método usado para detectar sinais de câncer de ovário no sangue detectava uma molécula conhecida pela sigla CA125, que sinaliza a presença do tumor.

Esses resultados "fornecem estimativas de redução de mortalidade atribuíveis ao rastreamento de câncer de ovário numa faixa de 15% a 28%", afirmou o líder da pesquisa, Ian Jacobs, oncologista do University College de Londres, em comunicado à imprensa.

Segundo o pesquisador, porém, a pesquisa ainda não é a resposta final sobre se a adoção de rastreamento em grandes populações é um método eficaz e com bom custo benefício, quando avaliado em grande escala.

"A continuação do acompanhamento vai nos dar mais confiança sobre a precisa redução na mortalidade que é alcançável", disse. "É possível que a redução de mortalidade seja maior ou menor que essa estimativa depois de mais dois ou três anos."

Segundo o estudo no "The Lancet", caso a eficiência no uso do screening ganhe comprovação definitiva, será um passo importante no combate ao câncer de ovário, que não tem muitos sintomas nos estágios iniciais.

Por começar sem muitas pistas, a doença acaba em geral sendo descoberta tardiamente, e 60% dos pacientes morrem em até cinco anos depois do diagnóstico.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/teste-para-rastrear-cancer-de-ovario-pode-salvar-20-das-vitimas.html

 

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