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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/02/2016

Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de melanoma metastático

Equipe Oncoguia

22/01/2016

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no dia 11 de janeiro de 2016 o uso do medicamento Tafinlar™ (dabrafenibe), mais novo tratamento oral para pacientes com melanoma metastático com a mutação BRAF V600E.

O câncer de pele é o mais incidente na população mundial e responsável por cerca de 25% dos tumores (1). Somente no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 181mil novos casos da doença em 2016.  O melanoma, que corresponde ao redor de 6000 casos novos ao ano, é um tipo mais raro, porém o mais agressivo da doença (2).

Aproximadamente 50% dos casos de melanoma apresentam a mutação BRAF. A doença por ser agressiva pode migrar para outros órgãos, onde cerca de 40% dos pacientes evoluem para metástase cerebral (4).

Os pacientes que apresentam melanoma avançado se deparam com baixa taxa de sobrevida em 5 anos (5). No entanto, os recentes avanços na terapia do melanoma avançado estão mudando o panorama do tratamento.

A aprovação pela Anvisa baseou-se nos resultados positivos de um estudo clínico que envolveu 250 pacientes com melanoma metastático e que mostrou que o dabrafenibe é superior a dacarbazina, um quimioterápico comum (6).

Sobre o Melanoma

Para compreender o melanoma, é importante primeiro entender a anatomia da pele, o maior órgão do corpo. A camada externa da pele, denominada epiderme, contém células que produzem a melanina, que são chamadas de melanócitos e são responsáveis pela cor da pele (7). Elevada exposição a raios ultravioleta (naturais ou artificiais), ter a pele clara, histórico familiar, muitas manchas iguais e aparentemente comuns e múltiplas alterações genéticas, são associados com a transformação dos melanócitos em células do melanoma (8).

O melanoma é quase sempre tratável quando diagnosticada no início, mas a doença avançada ou metastática é de difícil tratamento. Melanoma muitas vezes pode afetar órgãos distantes, a exemplo do cérebro, pulmões, ossos ou fígado, podendo causar sérios danos à saúde(7). Portanto, são necessárias opções de tratamento para pacientes que apresentam essas progressões da doença.

Sobre o BRAF

Usando uma pequena amostra do tecido do tumor, um teste genético pode ser realizado para detectar a presença da mutação BRAF e dar aos médicos mais informações sobre o tumor (7).

Cerca de metade de todos os pacientes com melanoma metastático apresentam mutação no gene BRAF (3), mas mesmo quando medicamentos ajudam a inibir a sinalização de BRAF, há a possibilidade da doença progredir através da via do MEK(9). Por esta razão, existem pesquisas em curso para descobrir novas estratégias de tratamento para o melanoma que podem ajudar os pacientes e profissionais da saúde.

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/anvisa-aprova-novo-medicamento-oral-para-tratamento-de-melanoma-metastatico/8843/7/

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Problemas em aparelhos de mamografia atrapalham detecção precoce do câncer

Extra

01/02/2016

Boa parte dos mamógrafos existentes no Brasil não estão em conformidade com os parâmetros de qualidade ideais, o que pode levar a erros no diagnóstico do câncer de mama. O alerta é da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dado às vésperas do Dia Nacional da Mamografia, lembrado nesta sexta-feira. Atualmente, entre 60% e 70% dos tumores são detectados em estágio avançado (com mais de 2cm); porém, para que o programa de rastreamento mamográfico seja de excelência, pelo menos 50% dos nódulos malignos devem ser identificados em fase inicial (com menos de 1cm).

De acordo com o mastologista Ruffo de Freitas Júnior, presidente da SBM, a implementação do Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM) em todo o país é essencial para melhorar o padrão do exame. Um estudo feito em Goiânia em 2013 mostrou que, apenas dois anos após o início do projeto, o percentual de mamógrafos públicos fora da conformidade passou de 77% para 3%.

— Mamografias sem qualidade podem gerar tanto resultado falso negativo, quando o tumor passa despercebido, ou falso positivo, que leva a biopsias desnecessárias — diz.

Para a radiologista Linei Urban, coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia, outros problemas de qualidade decorrem de doses inadequadas de radiação, técnicos sem preparo para o posicionamento correto da mama e médicos sem formação adequada para análise do resultado.

A SBM recomenda que todas as mulheres façam a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Já o Ministério da Saúde indica o procedimento na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos, ou nos casos em que, após a avaliação da paciente, o médico defina que é preciso fazê-la.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde do Rio, o agendamento de mamografia é feito nas unidades de atenção primária (clínicas da família e centros municipais de saúde). Por mês, 7.651 vagas são ofertadas para o exame, realizado em um dos 16 prestadores de serviço do SUS na cidade.


http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/problemas-em-aparelhos-de-mamografia-atrapalham-deteccao-precoce-do-cancer-18581214.html#ixzz3yvVtICVW

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OMS eleva pressão sobre Hollywood contra exibição de cigarro em filmes

Bem Estar

01/02/2016

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou hoje seu terceiro relatório sobre a exibição de cenas com cigarro em filmes de grande audiência. Campanha contra a glamourização cinematográfica do tabaco registrou avanços desde 2009, mas documento diz que "é preciso avançar mais".

Um dos focos principais da OMS agora é a indústria do cinema dos EUA, que mostra fumo em 36% dos filmes liberados para menores de 18 anos. Os dados mais recentes, que contabilizaram as produções de Hollywood em 2014, indicam que 44% de todos os filmes exibem consumo de tabaco.

O departamento federal de saúde dos EUA estima que os filmes estejam ajudando a recrutar 6 milhões de fumantes jovens por ano no país, dos quais 2 milhões terão morte por males relacionados ao fumo no futuro.

"Com restrições cada vez mais rígidas contra publicidade do tabaco, os filmes continuam sendo um dos últimos canais para expor milhões de adolescentes a imagens de fumo sem restrições", afirmou em comunicado Douglas Bettcher, diretor do Departamento de Prevenção de Doenças Não-Comunicáveis da OMS.

América Latina

A presença constante do fumo em Hollywood, porém, não prejudica apenas os EUA. Segundo o novo relatório, ela afeta particularmente a América Latina, onde cerca de 80% dos campeões de bilheteria ainda são filmes americanos.

"Dos filmes mais vistos ao todo que continham uso de tabaco 76%deles foram classificados como livres para jovens no Brasil, 75% o foram na Argentina e 87% no México", afirma o novo relatório. "Isso é significativamente mais do que nos EUA, onde 62% dos filmes contendo tabaco foram liberados para a juventude."

No último relatório, a OMS também pede aos países signatários da FCTC (Convenção-Quadro sobre Controle do Tabaco) que passem a vetar subsídios públicos a filmes que exibam consumo de cigarro. Filmes nas listas dos mais vistos receberam incentivos públicos no Canadá, EUA e vários países da Europa.

Um dos exemplos de progresso citados no relatório é a Índia, que implementou regras sobre imagens de tabaco e exibição de marcas em filmes nacionais e importados. A China, afirma a OMS, proibiu a exibição de filmes com imagens de fumo "em excesso". "Mas é preciso e é possível fazer mais", afirma a organização.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/oms-eleva-pressao-sobre-hollywood-contra-exibicao-de-cigarro-em-filmes.html

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Decisão da Justiça desobriga SC a fornecer 'pílula do câncer' a pacientes

Do G1

31/01/2016

 

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu na última sexta-feira (29) uma liminar que determinava o fornecimento de fosfoetanolamina a um paciente, informou o governo estadual. A substância sintética se tornou conhecida nos últimos tempos como "pílula do câncer".

De acordo com o governo estadual, a medida, que suspende uma decisão de 1º grau da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, terá "efeito multiplicador", já que outras 40 liminares em Santa Catarina obrigavam o estado a fornecer a fosfoetanolamina.

Na decisão da última sexta, o desembargador José Antônio Torres Marques atendeu a um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e suspendeu essa obrigação. Na decisão, alegou que a fosfoetanolamina sintética "não é um fármaco, tampouco produto regularmente comercializado, mas experimento realizado pela USP [Universidade de São Paulo]".

Segundo o desembargador, o produto não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem há estudos que avaliem possíveis riscos à saúde.

O autor da ação em questão havia solicitado o recebimento gratuito da substância. Ele afirma ser portador de um adenocarcinoma e que não responde mais ao tratamento convencional.

Testes

A primeira fase de testes da fosfoetanolamina deve ser concluída por laboratórios parceiros do governo em cinco meses, segundo o ministro da Ciência, Celso Pansera. O anúncio foi feito novembro após reunião entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Saúde (MS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O MCTI já tinha anunciado um plano de trabalho do governo para validar tecnicamente a molécula, que poderia vir a ser usada no tratamento do câncer, caso tenha sua efetividade comprovada. Na ocasião, a pasta afirmou que R$ 10 milhões seriam destinados para as atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/01/decisao-da-justica-

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