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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 20/02/2015

‘Chapéu anticâncer’ poderá dar esperança a pacientes com tumores cerebrais

por O Globo

Um dispositivo apelidado entre os pesquisadores de “chapéu anticâncer” promete ser uma alternativa para pacientes com tumores cerebrais. As primeiras experiências com o NovoTTF-100A, como é chamado, apontaram que o dispositivo pode aumentar em até 50% as chances de os pacientes sobreviverem por dois anos.

O dispositivo está em desenvolvimento há 14 anos e consiste num chapéu branco que cobre o crânio e é ligado a uma mochila com bateria. Essa parafernalha impede que as células cancerosas se dividam através da emissão de um campo elétrico para o cérebro. Entre especialistas, a novidade tem sido aclamada como um novo e eficaz tratamento para o câncer que não requer altas doses de produtos químicos, radiação ou cirurgia.

 
O fabricante NovoCure afirmou que o produto poderá ajudar o paciente a vencer o câncer enquanto estiver ocupado em outras atividades, como fazer compras ou lavar a louça.

Desenvolvido exclusivamente para tratar a forma mais comum de câncer no cérebro adulto, o glioblastoma, o dispositivo é feito para uma doença com um prognóstico muito ruim: a esperança média de vida é de apenas 14 meses após o diagnóstico, mesmo com quimioterapia e radioterapia.

Dos 315 pacientes com glioblastoma que participaram de testes recentes no Reino Unido — os quais também foram submetidos a quimioterapia — 43% que estavam usando o dispositivo estavam vivos dois anos depois, em comparação com 29% que não estavam. Tumores de glioblastoma removidos também levaram mais tempo para voltar a crescer: 7,1 meses em comparação com quatro meses.

Quatro dos 20 pacientes com glioblastoma que inicialmente experimentaram uma versão do aparelho ainda estão vivos.

O preço, no entanto, ainda não é muito atraente: por mês, o chapéu com o suporte adicional custa em torno de R$ 74.120 (£ 17 mil).

 http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/chapeu-anticancer-podera-dar-esperanca-pacientes-com-tumores-cerebrais-15346508#ixzz3xcXXJUu1

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Estudo usa vermes e acha genes que podem estar ligados ao câncer

Cientistas usaram pequenos vermes nematoides e descobriram uma série de genes que podem ter relação com o câncer. Os pesquisadores acreditam que essas descobertas podem levar ao desenvolvimento de medicamentos que visam bloquear o funcionamento desses genes. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira na revista especializada Genetics .

David S. Fay, da Universidade de Wyoming, e sua equipe usaram nematoides que carregam uma mutação em um gene similar a uma que é ativada em muitos tipos de câncer no ser humano, chamado de LIN-35 nos vermes e pRb em nós. Esse gene seria responsável por controlar muitos aspectos do tumor, inclusive seu crescimento e sobrevivência.

Ao longo do estudo, eles desativaram sistematicamente outros genes dos vermes e foram identificando quais tinham uma ligação com o LIN-35. "Esta pesquisa é importante porque oferece possíveis novas maneiras de desligar o maquinário genético que contribui para o crescimento e progressão do câncer", diz Mark Johnston, cientista editor-chefe da Genetics .

"As causas de câncer são complexas e variadas, então temos de ver essa doença por vários ângulos. O uso de modelos de organismos simples, como os vermes nematoides, está se tornando cada vez mais uma importante e efetiva estratégia", afirma Johnston.



http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/estudo-usa-vermes-e-acha-genes-que-podem-estar-ligados-ao-cancer,cb4b00beca2da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
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Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção

Por Bem Estar
19/02/2015


Um dos quimioterápicos utilizados para combater dois tipos de cânceres raros na infância está em falta na rede pública e particular de saúde do Distrito Federal e deve começar a faltar em todo o país. O laboratório Bagó, único que fabrica o medicamento no Brasil, informou ao Ministério da Saúde que fornecerá a Dactinomicina D, comercializada com o nome Cosmogen, apenas pelos próximos três meses.

O G1 entrou em contato com o laboratório Bagó, mas uma atendente informou, por telefone, que a empresa está em recesso e só retoma as atividades na próxima segunda-feira.

O Ministério da Saúde afirmou que “já iniciou o processo de aquisição do medicamento”, o que inclui “busca do produto ou similares no mercado internacional, garantindo a assistência aos usuários do SUS”.

A pasta informou ainda que o cancelamento do registro pelo laboratório foi feito em julho do ano passado e, portanto, a empresa deve fornecer o quimioterápico por 12 meses após o comunicado, ou seja, até julho deste ano.

Documento ao qual o G1 teve acesso revela que um encontro entre representantes do Ministério da Saúde e do laboratório foi realizado no dia 26 de janeiro deste ano para discutir o problema. “Nesta reunião, foi informado pela Bagó, através de acordo verbal, que tem estoque disponível e fornecerá o medicamento por mais três meses.”

O documento explica ainda que “a falta de medicação está associada à troca de fornecedor de matéria-prima e não à falta de matéria-prima da medicação”. O problema não afeta apenas a rede pública, mas também hospitais particulares de todo o país.

No DF, a Secretaria de Saúde confirmou, por meio de nota, que “trata-se de um remédio padronizado” e que “no momento não tem [o produto] no estoque”. A pasta disse ter tomado providências para a compra do quimioterápico utilizado para inibir a multiplicação de células cancerígenas e o seu crescimento.

A situação preocupa pais de crianças com a doença. Daniel Soares, 3 anos, diagnosticou em julho do ano passado um tumor subcutâneo (rabdomiossarcoma) na região dos testículos e começou o tratamento uma semana depois.

“Sem esse remédio, a chance de cura de quase 90% cairia para 45%. Sem esse remédio ele poderia até morrer porque é um tumor que não causa dor e não é aparente”, disse o pai, o defensor público André Soares.

Segundo ele, o tratamento com Dactonomicina é menos invasivo. “Para debelar um câncer mais agressivo com outra medicação, além de ser mais invasivo, é três ou quatro vezes mais caro”, afirma.

O tratamento de Daniel durou sete meses, mas André teme pela necessidade de outras crianças. Em todo o país, 700 recebem o medicamento para tratamento da doença. “Se o único laboratório do país diz que não vai mais produzir, o Ministério da Saúde tem que quebrar a patente para que laboratórios menores possam fornecer. Não vai faltar o remédio, já está faltando, e a produção será interrompida nos próximos meses. Se não houver uma intervenção, muitas crianças vão morrer.”

O defensor criticou a decisão do laboratório. “Não faz sentido que esta decisão de não fornecer mais o remédio se baseie em uma lei de mercado. Não teriam coragem de fazer isso na Europa ou nos Estados Unidos.”

A oncologista pediatra e professora da Universidade de Brasília Juliana França destaca que o medicamento é essencial para dois cânceres raros: tumor de Wilms, que aparece nos rins e afeta principalmente crianças, e rabdomiossarcomas, tumor subcutâneo que afeta músculos e pele.

“No tratamento desses dois cânceres da infância, ele é insubstituível por outro tipo de quimioterápico. A vantagem é que tem menos efeito colateral e tem atividade tumoral que nenhum outro tem. Ficando sem ele, as chances de cura diminuem consideravelmente”, explica a médica.

A oncologista disse ainda que no serviço particular, o medicamento já está em falta em alguns hospitais, mas as famílias de pacientes têm opção de importar o medicamento diretamente.

“Nem sempre o custo é repassado para o convênio e nenhum hospital pode importar diretamente porque o pedido é feito diretamente pela família. Ou seja, já não basta o diagnóstico e o afastamento da criança da escola, a família ainda tem que se preocupar em adquirir a medicação e considerar que haverá um atraso no início do tratamento até a chegada do quimioterápico. A única iniciativa em curto prazo seria isso. No serviço público, a situação aí é caótica”, destacou a oncologista.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/02/unico-fabricante-de-remedio-para-dois-tipos-de-cancer-suspende-producao.html

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Pesquisa sobre raios UV pode mudar forma de prevenir o câncer de pele

Por G1

 

Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (19) na revista científica mais importante do mundo revelou que os efeitos da radiação solar se prolongam por até três horas depois da exposição aos raios UV. O estudo teve a participação de cientistas brasileiros e pode mudar a forma de prevenir o câncer de pele.

A descoberta publicada nesta quinta-feira (19) na revista Science uniu cientistas dos Estados Unidos, França e Brasil. Os químicos da USP Camila Mano e Etelvino Bechara ajudaram a revelar o que está sendo chamado de o lado escuro do sol, e que está por trás do tipo mais agressivo do câncer de pele, o melanoma.

O exagero na exposição ao sol já era conhecido como principal fator de risco para o câncer de pele. O que os cientistas descobriram é que talvez a gente precise de um pouco mais de proteção. É que o processo que pode levar ao câncer continua duas até três horas depois do banho de sol.

Até hoje era sabido que irradiação aumenta a produção de melanina, a célula que dá cor à pele, mas também causa lesões e mutações que aumentam o risco de câncer. A descoberta agora mostra que horas depois da exposição o processo continua independente da luz do sol, é um bombardeio de radicais livres e outras substâncias que podem ter o mesmo efeito destruidor.

“Era um fenômeno silencioso até o nosso trabalho ser publicado. Não se sabia que mesmo após você sair da piscina ou da praia e ir pra casa, mesmo saindo do sol, horas depois a lesão em DNA continua a acontecer”, diz Etelvino J. H. Bechara, da Universidade de São Paulo.

Os cientistas estão testando substâncias capazes de interromper esse processo. Elas poderão ser usadas em novos protetores solares, mas enquanto eles não chegam: “Evitar o sol das dez da manhã às quatro da tarde, usar protetor solar. Redobrar os cuidados quanto à exposição solar e à sua proteção”, recomenda Marco Antônio De Oliveira, dermatologista - AC Camargo.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/02/pesquisa-sobre-raios-uv-pode-mudar-forma-de-prevenir-o-cancer-de-pele.html

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