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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 03/02/2015

Antibióticos baratos com ação antitumoral podem ser nova arma contra o câncer

De cinco substâncias testadas, quatro erradicaram as células-tronco cancerosas

30/01/2015

Carlos Rogério Tonussi

tonussi@farmaco.ufsc.br

As células-tronco têm sido muito associadas com a cura milagrosa de muitos tipos de doenças, porém também estão ligadas com o crescimento e recorrência de todos os tipos de cânceres, além de contribuírem para tornar muitos tumores resistentes aos quimioterápicos.

Um novo estudo, publicado na revista Oncotarget, abre a possibilidade de um tratamento altamente eficaz para o câncer, dando novo uso para os velhos antibióticos. Os pesquisadores testaram cinco tipos de antibióticos, incluindo a doxiciclina usada para tratar a acne, em oito tipos de linhagens de células tronco cancerosas.

Eles descobriram que quatro deles erradicaram as células-tronco cancerosas, inclusive o glioblastoma, o mais agressivo dos tumores cerebrais, bem como do pulmão, próstata, ovário, mama, pâncreas e câncer de pele.

Cortando a energia

Os resultados sugerem que os efeitos terapêuticos desses antibióticos não têm nada a ver com seu poder de matar bactérias que causam infecções. Na verdade, eles têm um efeito secundário sobre a função das mitocôndrias. As mitocôndrias são a fonte de energia das células do corpo e, também, para as células tronco que sofreram mutação e se tornaram cancerosas.

No laboratório, os antibióticos não tiveram efeito prejudicial sobre as células normais, e uma vez que já são aprovados para uso em seres humanos, iniciar novos estudo clínicos para este tipo de tratamento será muito mais simples do que se fosse com novas drogas — economizando tempo e dinheiro.

Mais em conta

Antibióticos estão prontamente disponíveis e, se essa ligação entre o seu uso e a erradicação de células-tronco cancerosas puder ser provado em pacientes, este trabalho será o primeiro passo em um novo caminho no tratamento do câncer. Como esses medicamentos são consideravelmente mais baratos do que as terapias atuais, eles podem melhorar o tratamento do câncer principalmente em países em desenvolvimento, onde o número de mortes pela doença deverá aumentar significativamente ao longo dos próximos 10 anos.

http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/01/antibioticos-baratos-com-acao-antitumoral-podem-ser-nova-arma-contra-o-cancer-4691281.html

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Desenvolvido iogurte com potencial antioxidante e anti-inflamatório

por Portal Brasil

02/02/2015

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em parceria com a empresa Biozer da Amazônia, desenvolveu um iogurte à base do extrato do gengibre amargo (Zingiber zerumbet), planta ornamental com potencial antioxidante e atividade anti-inflamatória.

O objetivo é colocar no mercado um alimento alternativo para o consumo de produtos amazônicos e com melhor potencial terapêutico para o bom funcionamento do sistema gastrointestinal.

“Incorporamos o valor nutricional e terapêutico do gengibre amargo num iogurte, como forma de oferecer um alimento alternativo em relação aos existentes no mercado”, explicou o professor e pesquisador do Inpa Carlos Cleomir.

A invenção faz parte dos seis pedidos de depósito de patente que o Inpa registrou, no final de 2014, junto ao Instituto Nacional de Proteção Industrial (INPI). Ao todo, o Inpa tem 71 pedidos de depósitos de patentes, totalizando 175 produtos e processos registrados.

De acordo com o pesquisador, o gengibre amargo, conhecido pelo seu potencial farmacológico e terapêutico, é uma planta usada na medicina tradicional asiática no tratamento de várias doenças, tais como a úlcera e outras.

Apesar das potencialidades medicinais e econômicas, no Brasil, segundo ele, a planta é utilizada para ornamentação. O pesquisador observou, entretanto, que este vegetal tinha um grande potencial para expansão dos estudos e com base científica.

Para isto, se associou à Biozer da Amazônia, empresa de fitoterápicos criada em 2006, que utiliza como matéria-prima o gengibre amargo. Entre os produtos desenvolvidos pela empresa estão uma cápsula terapêutica e um sabonete antiacne, resultado da parceria com o Inpa.

Além destes produtos, um gel cicatrizante, bebida energética, geleia e sorvete estão sendo desenvolvidos e testados com previsão de estarem à disposição dos consumidores no segundo semestre deste ano.

Ainda segundo o pesquisador, que é doutor em Biotecnologia e Recursos Naturais, a incorporação do extrato dessa planta no iogurte permitirá, também, que o consumidor previna e trate diversos tipos de doenças, como a úlcera e o diabetes e, especialmente, no combate aos processos inflamatórios e às células cancerígenas provocadas pelos vírus do herpes, como câncer de pele, colo e fígado.

Diferencial

O pesquisador explica que estes princípios ativos são extraídos dos rizomas (raiz) do gengibre amargo, ou seja, a partir desses rizomas foram obtidos extratos que possuem atividades antioxidante, anti-inflamatória, antitumoral e antimicrobiana.

Para a coordenadora de Extensão de Tecnologia e Inovação (Ceti/Inpa) Rosangela Bentes, acessar tecnologias oriundas de pesquisas é certamente um grande diferencial para as empresas. “É isso que o governo incentiva que aconteça: que tais tecnologias sejam acessadas ou demandem por pesquisas, que possam ser desenvolvidas, de forma pontual e estratégica, para disponibilizar produtos inovadores atrelados à pesquisa”, destacou Bentes

http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2015/02/desenvolvido-iogurte-com-potencial-antioxidante-e-acao-anti-inflamatoria

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Novo tratamento contra câncer de colo de útero é testado no AC

02/02/2015

Estado é pioneiro nos testes da Terapia Fotodinâmica no colo do útero. Técnica também será utilizada em pacientes com câncer de pele.

Caio Fulgêncio

Um novo tratamento contra câncer de colo de útero será testado no Acre, a partir de fevereiro deste ano. Segundo o médico oncologista, Antônio Vendette, o estado é o pioneiro nas pesquisas no mundo. Trata-se da Terapia Fotodinâmica, que, atualmente, já é utilizada apenas contra câncer de pele em Brasília e São Paulo. No Acre, 30 pessoas diagnosticadas com algum dos dois tipos de câncer podem participar do tratamento, mediante inscrição e seleção.

De acordo com o médico, contra o câncer de colo de útero, serão tratadas mulheres ainda com lesões iniciais, devido ao caráter inicial das pesquisas. O médico explica que a técnica é desenvolvida com incidência de laser, que deve identificar as lesões com mais exatidão e matar as células cancerígenas.

"Para o câncer de colo de útero, como é uma coisa inédita, vamos começar com as lesões bem iniciais, as chamadas NIC 1 e 2, também conhecidas de displasia de alto grau. Serão aplicadas duas medicações dentro de uma cápsula nanométrica, que vai carregar a droga até dentro da célula com câncer. Uma é fluorescente, para identificarmos, com o laser, onde tem célula cancerígena. A outra é para eliminar essa célula", explica.

O equipamento é desenvolvido pela USP Ribeirão Preto. Ele contém um sistema de vídeo, com o qual é possível obter imagens digitais, e dois sistemas de laser. Um de cor azul para fazer a fluorescência de uma das medicações para fazer a identificação de células infectadas. O outro laser é de cor vermelha destinado a fazer a ativação da segunda medicação que vai matar o câncer. Vendette garante que o procedimento não causa sensação na paciente.

As pesquisas serão realizadas no Hospital do Câncer, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, sob a coordenação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Vendette diz que, com a terapia, o câncer tem no mínimo 90% de chances de ser curado, de forma menos agressiva e sem a necessidade de cirurgia.

"A chance de eliminarmos as células com câncer são superiores a 90%. A vantagem maior é que não vai danificar o colo do útero da paciente, nem cirurgicamente nem com radioterapia. Então, além de eliminar o câncer, vai manter anatomia dela e a fertilidade. Ou seja, além de estar curada, ela vai poder ser mãe no futuro, que é uma complicação no tratamento atual", fala.

Segundo o oncologista, após a pesquisa nos 30 pacientes acreanos, um estudo maior deve ser feito, incluindo também outros hospitais do Acre, com o intuito de analisar o grau de eficácia e segurança do procedimento. Além disso, a terapia deve ser testada futuramente em casos mais avançados de câncer. "A partir do momento que padronizarmos todo o sistema, avaliar o grau de eficácia, quantas sessões, complicações, vamos oferecer para casos mais avançados, numa segunda etapa. Até vermos qual o limite da segurança desse novo método", garante.

Se comprovada, a terapia deve sair a um custo pequeno para o Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que o equipamento e a medicação são desenvolvidos no Brasil. "Será uma transformação, se a gente conseguir comprovar todo o nosso desenvolvimento teórico. O custo do tratamento para o SUS é irrisório, porque o equipamento é fabricado no Brasil, dentro de uma universidade. A droga é simples e também produzida no laboratório da universidade. É um tratamento que não precisa de centro cirúrgico, em de anestesista. É feito no próprio consultório do ginecologista", diz.

Câncer de pele
A Terapia Fotodinâmica, diz Vendette, já é utilizada para câncer de pele em hospitais em Brasília e São Paulo. No entanto, também é a primeira vez que será utilizada em pacientes acreanos. Ele explica que o procedimento é o mesmo daquele feito no colo do útero, porém, é totalmente externo. Como vantagem, o paciente não vai ficar com nenhum tipo de cicatriz.

"A terapia será testada em pacientes com câncer de pele tipo basocelular, espinocelular, ou carcinoma superficial da pele. É o mesmo tratamento, mas de forma exterior, com a vantagem da eliminação do câncer sem cicatriz. A célula vai morrer e a pele vai descamar como se fosse uma queimadura solar. A pele que nascer por trás vem saudável", garante.

Como participar?
Para se inscrever nos testes com a Terapia Fotodinâmica, o paciente deve entrar em contato por meio do número de telefone (68) 3223-4005. Dentre os pré-requisitos, a pessoa deve ter de 18 a 70 anos, não ter tido câncer previamente ou nenhuma doença infeccionas ou imunossupressora, acrescenta o oncologista.

"Nossos pacientes podem se inscrever e haverá uma seleção. As amostras da medicação estão chegando ao Acre. Todos passarão por exames de colposcopia gratuitamente e será acompanhada. Todo o aparato de atendimento médico e enfermagem estarão disponíveis também de graça", finaliza Vendette.

http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2015/02/novo-tratamento-contra-cancer-de-colo-de-utero-e-testado-no-ac.html

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Inca fará campanha sobre hábitos saudáveis no Dia Mundial do Câncer

02/02/15

Edição:Valéria Aguiar

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) vai promover campanha na próxima quarta-feira (04), no Rio de Janeiro, para alertar a população como a mudança de hábitos pode ajudar a evitar a doença. A campanha “Qualidade de vida ao nosso alcance: escolhas saudáveis para prevenir o câncer” vai contar com a presença de profissionais de saúde e personalidades ligadas à alimentação, esportes e práticas saudáveis. A iniciativa faz parte da agenda de eventos promovidos todos os anos para marcar o Dia Mundial do Câncer.

A chefe da área de Alimentação e Nutrição do Inca, Sueli Couto, acredita que muita gente desconhece a importância dos alimentos na prevenção do câncer. “O consumo de industrializados, com altos índices de sódio, vêm crescendo muito, causando maior índice de obesidade e, consequentemente, aumentando as chances de se ter a doença. Um peso corporal adequado é importante para diminuir muitos tipos de câncer, incluindo os mais incidentes, como o de mama, próstata e principalmente os gastrointestinais”, disse.

Segundo Sueli, a escolha pela praticidade na alimentação gera um alto custo à saúde. “A falta de tempo tem adoecido as pessoas. É preciso mudar essa lógica e tornar os bons hábitos alimentares uma questão de prioridade. Se a família dividir tarefas e se organizar, é possível preparar refeições de qualidade”, opinou.

Entre as dicas da nutricionista está a de trocar os alimentos embutidos e industrializados, como salsichas, nuggets e lasanha congelada, pelo arroz, feijão, verduras e legumes. Além disso, evitar refrigerantes e refrescos em pó, priorizando os sucos de fruta. Sueli também recomenda cessar o tabagismo e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos, 33% dos cânceres mais comuns podem ser evitados por meio da redução do consumo de álcool, de dietas mais saudáveis, da exposição moderada ao sol e de atividade física regular. A OMS estima que somente o abandono do hábito de fumar aumenta a proteção contra a doença em cerca de 50%.

O órgão, junto com a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, publicou um estudo alarmante no ano passado. O relatório mostra que o número de novos casos deve aumentar 57% em 20 anos, chegando a 22 milhões de pessoas. As mortes por câncer, que no período do estudo chegaram a 8,2 milhões por ano, podem atingir 13 milhões nas próximas duas décadas.

No Brasil, a estimativa feita pelo Inca para este ano é 576 mil novos casos, incluindo os de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Segundo a estimativa, o câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), do cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).

http://www.ebc.com.br/noticias/2015/02/inca-fara-campanha-sobre-habitos-saudaveis-no-dia-mundial-do-cancer

 

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