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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 01/12/2014

Brasil dá salto em sobrevivência a câncer de mama e próstata, diz estudo

BBC – 27/11/2014

O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico.

A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.

Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.

"Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país", disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer."

No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais - e de diagnóstico mais difícil - de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente).

Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.

"Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis", diz.

"Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui - os índices foram semelhantes em outros países da América Latina."

No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.

Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141124_cancer_lancet_sobrevivencia_pai

Taxa de mortes por câncer subiu no país entre 2011 e 2012, diz atlas

G1 – 27/11/2014

Novos números do Atlas de Mortalidade por câncer no Brasil revelam um aumento nas taxas de mortes entre 2011 e 2012 em consequência de diferentes carcinomas no país. Segundo o levantamento, a taxa bruta de mortes a cada 100 mil homens subiu de 100,47 para 103,2. Enquanto o índice de óbitos a cada 100 mil mulheres cresceu de 83,99 para 86,92.

Em números absolutos, no período avaliado, considerado o mais recente, a quantidade de mortes entre homens pela doença subiu de 94.649 para 98.033, e de 82.455 para 86.040, no caso das mulheres.

O levantamento é feito pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao Ministério da Saúde. Uma versão on-line do atlas será lançada nesta sexta-feira (28) pelo governo, com dados históricos de óbitos registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Tipos de carcinomas avaliados

De acordo com a ferramenta, dos cinco tipos de cânceres que mais acometem os homens, houve diminuição da mortalidade em apenas um deles. No caso das mulheres, o índice de óbitos aumentou em todos os cinco tipos de tumores malignos mais detectados no país.

O Câncer de pulmão é o que mais mata entre o sexo masculino. A taxa de mortalidade para cada grupo de 100 mil homens subiu de 15,01, em 2011, para 15,54, em 2012. O índice de óbitos por tumores na próstata, o segundo que mais mata, aumentou de 13,50 para 13,65.

Apenas no caso de cânceres no esôfago é que houve uma leve redução na taxa, de 6,54, em 2011, para 6,53, em 2012. Os outros dois tipos que mais provocam óbitos são os de esôfago e no fígado.

Já na avaliação do sexo feminino, o câncer de mama é o mais letal. A taxa de mortes para cada 100 mil mulheres aumentou de 11,88 para 12,10 no período avaliado. Em seguida vem o carcinoma nos brônquios e pulmões, que subiu de 7,81 para 8,18. Os outros três tipos com mortalidade elevada são o de colo do útero, estômago e cólon.

No Brasil, a taxa de mortalidade de outro tipo de câncer que é comum no país, o melanoma maligno da pele, subiu apenas entre os homens. O índice saltou de 0,9 para 0,94 mortes a cada 100 mil pessoas. Para o grupo de mulheres, a taxa permaneceu estável, em 0,64 óbitos. O padrão mundial é de 0,94 mortes entre os homens e 0,53 entre as mulheres.

Estimativa de casos

Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país em 2014. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama, segundo a pasta.

A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas este ano.

Entre os homens, segundo a previsão do ministério, são esperados 69 mil novos casos de câncer de próstata. Em relação às mulheres, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil.

Segundo o levantamento, "com exceção do câncer de pele, a ocorrência de novos casos da doença no próximo ano será de 394.450, sendo 52% em homens e 48% em mulheres”.

A previsões de novos casos de câncer, divulgadas a cada dois anos, servem de base para a elaboração de políticas públicas na área de oncologia. No documento, elaborado pelo , estão relacionados os 19 tipos de cânceres mais frequentes no Brasil.

O Ministério da Saúde informou que o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, “atrás apenas das doenças cardiovasculares”.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/11/taxa-de-mortes-por-cancer-subiu-no-pais-entre-2011-e-2012-diz-atlas.html

Número de mortes por câncer de colo do útero diminui proporcionalmente no Brasil

Revista Crescer – 24//11/2014

O Inca, Instituto Nacional de Câncer, e o Ministério da Saúde vão divulgar esta semana o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, uma pesquisa que mapeia a incidência de diversos tipos de câncer no país. Os dados mostram que apesar de o número de mortes causadas pelo câncer de colo do útero, também chamado câncer cervical, ter aumentado significativamente em um período de 10 anos, de 4.091, em 2002, para 5.264, em 2012, houve uma diminuição de 6,34% no número de óbitos considerando-se a proporção de mulheres. Se em 2002 foram registradas 5,04 mortes para cada 100 mil mulheres, em 2012 o índice baixou para 4,72 mortes para cada 100 mil.

Sobre o câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é causado pela infecção recorrente de alguns tipos de Papilomavírus Humano, por isso o governo está investindo pesado na vacinação contra o HPV. “Só a primeira dose não garante a imunização, é importante que os pais ou responsáveis levem suas filhas de 11 a 13 para tomar a segunda dose da vacina”, alerta o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Até o dia 21 de novembro, 2,4 milhões de meninas receberam a segunda dose, quase a metade do público-alvo da campanha, composto por 4,9 milhões de meninas. Desde março, a vacina está sendo oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas de 11 a 13 anos.

Em mulheres na faixa dos 25 aos 64 anos, é o exame de Papanicolau que ajuda a detectar este tipo de câncer. Ele deve ser realizado a cada 3 anos após os dois primeiros resultados negativos, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2014/11/numero-de-mortes-por-cancer-de-colo-do-utero-diminui-proporcionalmente-no-brasil.html

Estudo sugere inclusão de medicamentos contra o câncer na lista da OMS

EBC – 27/11/2014

Especialistas brasileiros e de outros países entregaram à Organização Mundial da Saúde (OMS) estudo que sugere a inclusão de mais de 20 medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC).

Criada há 40 anos, a lista traz um conjunto de fármacos considerados fundamentais e que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. A revisão final, com base nas recomendações do grupo, ocorrerá em abril de 2015.

O tema foi tratado na sede da organização em Genebra, na Suíça, na semana passada. O pesquisador e oncologista clínico Gilberto Lopes foi um dos líderes da força-tarefa que apresentou a lista de medicamentos essenciais. De volta ao Brasil, ele explicou que o trabalho foi desenvolvido durante cerca de um ano por mais de 80 especialistas dos cinco continentes.

“A lista está bem defasada, tem mais de dez anos. Então, fizemos um mapa para determinar as doenças mais comuns em relação ao câncer no mundo e os quimioterápicos que têm o maior impacto”, explicou. “Consideramos 22 drogas para os tipos de câncer mais frequentes, como os de pulmão, mama e cólon, e para algumas doenças raras, mas que podem ser curadas ou controladas por vários anos com medicamentos”.

De acordo com Lopes, a inclusão dos 22 remédios contribuiria para promover o acesso global a pelo menos 80% das terapêuticas consideradas essenciais no enfrentamento do câncer. O oncologista elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, que tem mais medicamentos essenciais no combate ao câncer do que a lista atual da OMS. “A lista da OMS ajuda muito a orientar países de baixa renda. O Brasil é um país de renda média, mas mesmo entre esses países, cobre mais medicamentos que alguns com o mesmo estágio de desenvolvimento”, comentou.

Lopes lembrou que o Brasil também se destacou no combate ao câncer ao incorporar a vacinação de meninas contra o HPV no sistema público, uma vez que muitos países de rendas média e alta ainda não incluíram essa vacina no sistema de saúde.

Entre os medicamentos sugeridos pela força-tarefa que já foram incorporados ao SUS estão o anticorpo monoclonal trastuzumabe e o inibidor de tirosina quinase imatinibe, para a leucemia mieloide crônica e o tumor gastrointestinal (GIST), muito eficazes contra o câncer de mama HER2 positivo.

Pelas conversas com os representantes da OMS, o oncologista acredita que a maioria das 22 drogas será aprovada pelo Comitê Executivo da entidade. “Eles consideram que uma droga tem benefícios se ajudar os pacientes a ter mais curas ou a viver mais tempo e foi isso que nos norteou em nossas escolhas”, disse. “Além disso, deve ser um medicamento fácil de administrar, que não precise de muito apoio em relação à infraestrutura, a exame de sangue e coisas mais complexas. O preço deixou de ser um critério de exclusão, mas o custo efetividade é considerado”, completou.

http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/11/estudo-sugere-inclusao-de-medicamentos-contra-o-cancer-na-lista-da-oms

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