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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 02/10/2014

Cadelinha é treinada para identificar indícios de câncer pelo faro

G1 – 28/09/2014

Uma cadela aposentada pela polícia é a personagem principal de um estudo científico na luta contra o câncer. Ela atende pelo sugestivo nome de Life, que quer dizer vida.

A cadelinha brincalhona traz no nome a esperança de quem luta contra o câncer. Life foi treinada para ajudar no diagnóstico da doença.

A cachorrinha é da raça Pastor Belga de Malinois e já trabalhou na Polícia Militar de Goiás.

Foi aposentada após ter sido atacada por um Pitbull.

A pata machucada não foi problema para Ricardo, que adotou Life e levou a cadelinha para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. “Na hora que eu bati o olho nela e joguei uma bolinha para ela, falei: é o cachorro que eu preciso. Vou levar embora’”, conta Ricardo Cazarotte.

Ricardo é treinador de cães da PM. E precisava de um cachorro para um projeto ousado. Ele começou a treiná-la para encontrar indícios de tumores de próstata na urina de pacientes.

“Eu estou fazendo que ela aprenda a sentar a hora que ela tenha que sentar e cheirar, pôr o nariz, o focinho, aonde eu necessito que ela coloque”, explica Ricardo.

Há dois anos, a rotina deles é do canil para o centro de treinamento. Para Life, tudo não passa de brincadeira. Mas ela está ajudando a ciência.

O Ricardo também teve que estudar as condições ideais para realização do teste. Ele não pode ser feito em qualquer lugar. Tem que ser em um ambiente climatizado, com temperatura entre 25ºC e 30ºC, e a urina precisa ser congelada antes. “Porque vai manter as propriedades da urina e, quando a gente descongela, chegamos à temperatura ideal, fica muito mais fácil, porque as moléculas se desprendem e o cão consegue localizar”

As amostras de urina foram doadas pela USP de Ribeirão Preto. O treinador usa seis.Cinco são identificadas com a letra 'C'. Exames de 'controle', ou seja, urina de pessoas que não têm a doença. E uma das amostras tem o 'P', de 'positivo' para o câncer. Os exames são distribuídos aleatoriamente em hastes de metal. A Life para em frente à amostra do paciente com câncer, na primeira haste.

Para repetir o teste, o treinador descarta a amostra já identificada. Em seguida, a urina do paciente com câncer é colocada na haste três. Mais uma vez, Life acerta.

A cadela fez o teste 402 vezes e não errou nenhuma. Mas qual a explicação para Life identificar sinais da doença na urina de pacientes com câncer?

Enquanto o olfato humano conta com cerca de 5 milhões de células sensoriais, o cachorro tem 220 milhões dessas células. Isso faz com que ele tenha muito mais sensibilidade para sentir cheiros.

Os pesquisadores sabem que o odor da urina do homem com câncer de próstata é diferente que o de homens saudáveis.

O câncer de próstata é o mais comum entre os homens, responsável por mais de 22% dos diagnósticos do Brasil. Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer mostra que só este ano 68 mil novos casos devem ser confirmados. O problema é que para ter essa confirmação o homem precisa passar uma biópsia.

“A biópsia é um exame invasivo e tem até risco de morte. Não é grande mas existe: menos de 1”, avalia Rodolfo Reis, pesquisador da USP de Ribeirão Preto.

Agora, o desafio dos pesquisadores é descobrir que substância é essa que a Life consegue farejar na urina de pacientes com câncer.

Nos Estados Unidos, cachorros são usados para detectar câncer há mais de 10 anos. A diretora da fundação In Situ, referência nesse tipo de estudo, diz que não existe uma raça ideal para isso.

Tudo depende do temperamento do cachorro. “O que nós observamos é que o temperamento, a personalidade, se o cachorro teve algum treinamento anterior”, diz Dina Zaphiris.

Na fundação, pastores alemães e até vira-latas ajudam a encontrar diversos tipos de tumor: no ovário, no pulmão, na mama. E quanto mais novinho o cão, mais fácil o treinamento.

Por enquanto, a pesquisa brasileira está só começando. E ela não substitui o exame clínico.

Mas, no futuro, estudos como o da cadelinha Life podem levar a um diagnóstico mais rápido. E quanto mais rápido, maiores as chances de cura.

“São estudos iniciais, cabe ainda publicações, reconhecimento, para a gente poder usar isso de maneira definitiva. Esse caminho é excelente uma vez que você evieta desconforto para o paciente. É muito bem-vindo”, afirma Roberto Machado, médico urologista do Hospital do Câncer de Barretos.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/09/cadelinha-e-treinada-para-identificar-indicios-de-cancer-pelo-faro.html

 

Campanha incentiva diagnóstico precoce do câncer de mama

Portal Brasil – 01/10/2014

O câncer de mama é primeira causa de mortes frequentes por câncer em mulheres e a quinta causa de morte por câncer em dados gerais, segundo Organização Mundial da Saúde. Esse tipo de câncer é uma doença causada pela multiplicação anormal das células da mama, que forma um tumor maligno. Quando descoberto no início, o câncer de mama tem cura. É o câncer mais temido pelas mulheres, pois além da alta frequência da doença, os efeitos psicológicos em relação à sexualidade e à imagem pessoal também são pontos que afetam.

Como detectar precocemente

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. Para o controle do câncer de mama, é recomendado que as mulheres realizem exames periodicamente, mesmo que não tenham alterações. É necessário que a mulher conheça o próprio corpo e caso veja alguma alteração, já procure atendimento médico, pois o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde em atendimento hospitalar qualificado para essa atividade. O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura do câncer de mama.

O exame clínico das mamas é o procedimento onde o médico ou enfermeiro observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações e deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama.

A mamografia é a radiografia da mama que é capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas (milímetros) e assim, permite a detecção precoce do câncer de mama. Segundo o INCA, o exame é realizado em um aparelho de raio X apropriado, o mamógrafo. Nesse aparelho, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Outubro Rosa

O mês de outubro é conhecido como Outubro Rosa e é marcado por ações do Ministério da Saúde e de diversos órgãos e entidades que intensificam os esforços pela detecção precoce do câncer de mama. São 31 dias dedicados a reflexões e ações sobre o tema, mostra os avanços já conquistados e também o desafio para vencer o câncer que atinge um grande número de brasileiras por ano.

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) e, desde então, promovido anualmente em diversos países.

No Brasil, a primeira iniciativa em relação ao Outubro Rosa ocorreu em 02 de outubro de 2002, com uma inusitada intervenção artística. O Obelisco do Ibirapuera, local conhecido em São Paulo e originalmente chamado de monumento mausoléu do Soldado Constitucionalista, recebeu no dia uma iluminação cor-de-rosa. A iniciativa de iluminar o obelisco em homenagem ao Outubro Rosa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama com o apoio de uma empresa europeia de cosméticos. E o governo brasileiro, através do INCA, passou a integrar a mobilização do outubro rosa a partir de 2010.

Dados

O câncer da mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2013, estimaram-se para o Brasil 52.680 casos novos da doença, com uma projeção de risco de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em quatro das cinco regiões brasileiras, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele (não melanoma): Sudeste (69/100 mil), Sul (65/100 mil), Centro-Oeste (48/100 mil) e Nordeste (32/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19/100 mil), ficando atrás do câncer do colo do útero (23/100 mil).

http://www.brasil.gov.br/saude/2014/10/campanha-incentiva-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mama

 

Pesquisa: 7% dos pacientes com câncer deixam tratamento por efeito colateral

Terra – 28/09/2014

De acordo com uma pesquisa realizada com 7.899 pessoas da França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha e que foi apresentada neste domingo no Congresso ESMO 2014, 7% dos pacientes oncológicos interrompem o tratamento pelos efeitos colaterais.

"Dentre esses 7% (531 de um total de 7.899), 87% seguiam um tratamento citotóxico e 13% um tratamento hormonal", explicou Reena Khanna, da empresa de consultoria "IMS Health" em Londres e primeira signatária do trabalho.

A informação foi recolhida pelos próprios oncologistas a partir de questionários; cada especialista apresentou uma seleção de seus casos mais recentes.

Os 531 casos analisados de pacientes que interromperam seus tratamentos por efeitos colaterais foram registrados entre janeiro e dezembro de 2013 nos cinco países participantes.

Os cânceres com maior taxa de interrupção de tratamento neste estudo coincidiram com os mais prevalentes.

Assim, entre os cinco países, 22% dos que deixaram o tratamento tinham um tumor de mama; 14% um câncer colorretal e 13% câncer de pulmão de não pequenas células.

Aproximadamente 65% dos pacientes europeus que interromperam o tratamento recebiam quimioterapia, em 39% dos casos uma combinação de citostáticos tradicional com um ou mais fármacos, e o resto algum tratamento dirigido.

Os principais efeitos secundários para provocar o abandono foram neutropenia -baixa drástica de defesas - (36%), náuseas e vômitos (23%), anemia (21%), neuropatia (17%) e mucosite (15%).

"Apesar dos guias do ESMO para o manejo da neutropenia, este continua sendo um efeito secundário ao qual é atribuída a interrupção do tratamento em muitos tipos de tumor", explicou Khanna.

No caso dos pacientes que recebiam um tratamento hormonal, a dor (51%) foi o principal efeito adverso para deixar o tratamento, seguido dos sufocos (31%).

No Congresso também foi apresentado hoje um novo tratamento que aumenta em 40% a sobrevivência de um tipo de câncer de mama muito agressivo, HER2 positivo com metástases, segundo recolhe um estudo.

Nesta pesquisa participaram 250 centros de 19 países e 808 mulheres com este tipo de câncer de mama.

Um acompanhamento a longo prazo, de 50 meses, deste estudo demonstrou os benefícios do novo fármaco neste câncer com metástases, assinalam seus autores, já que a sobrevivência global passou de uma média de 40,8 meses a 56,5, alcançando 15,7 meses mais de vida.

O tratamento acrescenta um novo princípio ativo, pertuzumab, ao atual com trastuzumabe e quimioterapia.

O câncer de mama HER2 positivo representa entre 15% e 20% do total deste tipo de tumores.

http://saude.terra.com.br/pesquisa-7-dos-pacientes-com-cancer-deixam-tratamento-por-efeito-colateral,74af1f14e5cb8410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html
 

6 em cada 10 homens com câncer têm mais de 60 anos

R7 Notícias – 30/09/2014

No Dia Mundial do Idoso, pesquisa inédita realizada pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), maior centro de oncologia da América Latina aponta que os idosos representam 50% dos pacientes em tratamento na unidade. Os homens são maioria, 61% no total, e entre os tipos de tumores mais comuns nesta faixa etária estão os dos órgãos genitais, órgãos digestivos e aparelho respiratório.

Já entre as mulheres – 39% no total ―, o câncer nos órgãos digestivos vem na frente, seguido de tumores na mama e nos órgãos genitais. O levantamento ainda mostra que os pacientes com mais de 60 anos respondem por 54% das cirurgias.

De acordo com Paulo Hoff, diretor geral do Icesp, a parcela da população brasileira que mais cresce é a de idosos e o câncer já ocupa o segundo lugar como causa de morte entre essa faixa etária.

― É de extrema importância, portanto, estarmos preparados para oferecer um acompanhamento geriátrico completo, que, aliado as novas técnicas cirúrgicas e as drogas modernas, proporcione mais possibilidades de tratamento e, principalmente, qualidade de vida aos pacientes maduros.

Segundo o especialista, muitas pessoas ainda acreditam que o principal fator para o surgimento do câncer é o genético, mas apenas 10% dos tumores têm esta correlação. Por isso é fundamental que homens e mulheres acima dos 50 anos realizem, anualmente, check-up para detectar o câncer no início, como o exame físico da próstata (toque retal), a mamografia e o papanicolau, por exemplo.

― Além disso, existem outros cuidados importantes que valem ser seguidos por toda a população. Manter uma dieta equilibrada, evitando o consumo excessivo de carnes vermelhas e bebidas alcoólicas, não fumar e praticar exercícios físicos são atitudes que ajudam no combate à doença.

http://noticias.r7.com/saude/6-em-cada-10-homens-com-cancer-tem-mais-de-60-anos-30092014

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