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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 18/06/2014

Cirurgiã brasileira é premiada nos Estados Unidos

Estadão - 14/06/2014

Desde o início da carreira, há quase 60 anos, a cirurgiã Angelita Habr-Gama se acostumou a quebrar paradigmas. Em uma especialidade dominada por homens, foi uma das primeiras mulheres a fazer residência na área de cirurgia na Faculdade de Medicina da USP e primeira mulher a ser aceita na pós-graduação do St. Mark’s Hospital, na Inglaterra.

Os méritos acadêmicos e inúmeros títulos conquistados não a fizeram desacelerar. No mês passado, a brasileira foi premiada nos Estados Unidos pela Sociedade Americana de Cirurgiões de Colo e Reto, ao lado de sete colegas, pela autoria do melhor estudo de 2013. O feito teve como ponto de partida uma pesquisa iniciada há mais de duas décadas, quando Angelita passou a tratar pacientes com câncer de reto sem cirurgia.

O reto é a porção final do intestino grosso e os pacientes que desenvolvem tumores nessa região tinham que, obrigatoriamente, tirar parte do órgão. Em boa parte dos casos, a cirurgia tinha como consequência a colostomia, técnica que exterioriza o intestino para que as fezes passem a ser eliminadas por meio de uma bolsa acoplada ao corpo do paciente.

“Naquela época, o paciente passava pela quimioterapia e radioterapia e, mesmo assim, independentemente do resultado, fazia a cirurgia. O que começamos a observar foi que, em alguns casos, quando tirávamos parte do colo na cirurgia e mandávamos para a biópsia, não havia sinal de tumor, ou seja, ele já havia sido eliminado pela radio e quimioterapia. Ou seja, muitos pacientes tinham passado pela cirurgia e pela colostomia sem necessidade”, diz ela.

Foi então que Angelita passou a comparar em pesquisa os resultados dos dois tipos de tratamento: com e sem cirurgia. “No começo, houve muita resistência da comunidade científica. Até hoje ainda há, porque foi uma mudança de paradigma. Não operar mais o paciente era visto como algo arriscado.” Após acompanhar mais de 600 pacientes em 23 anos, o último estágio da pesquisa mostrou que o tratamento combinado entre rádio e quimioterapia conseguiu eliminar o tumor e, consequentemente, a necessidade de cirurgia e de colostomia, em mais de 50% dos casos. “A cirurgia pode causar problemas no sistema urinário e na função sexual, então, evitá-la representa um grande ganho na qualidade de vida dos pacientes.”

Por meio desse tratamento, os pacientes ficam obrigados a passar por um acompanhamento rígido. A intenção é monitorar o organismo para identificar qualquer possível recidiva do câncer. “A técnica, que antes era vista com desconfiança, hoje é estudada em todo o mundo. Já há congressos sobre isso. Os Estados Unidos acabaram de fechar um protocolo de pesquisa da técnica que vai incluir 16 hospitais”, conta ela, que foi convidada para apresentar a pesquisa em duas das mais renomadas universidades americanas: Harvard e John Hopkins.

Perfil. O jeito calmo com que explica a técnica para quem não é médico parece ter ajudado em muitas das conquistas. Angelita diz nunca ter se abalado com os preconceitos velados por ser mulher. “Meus colegas sempre foram muito generosos, mas já ouvi muito dos pacientes que seriam operados por mim a pergunta: Cadê o doutor?”

Também não se intimidou quando sua admissão na pós-graduação do St. Mark’s Hospital, especializado em doenças intestinais, foi negada por dois anos, na década de 1960. “Era local só para homens, mas insisti tanto que me aceitaram.”

Chegou até a cometer uma pequena transgressão em nome das suas pesquisas. Em 1973, em uma viagem aos Estados Unidos, trouxe, escondido na mala, o primeiro aparelho de colonoscopia do País. O exame é a principal forma de diagnóstico de câncer de intestino. “Naquela época, era um valor bem alto. Mal sabíamos que esse aparelho seria o grande aliado na prevenção do câncer de intestino.”

Lecionou na USP até 2002 e, desde aquela época, se dedica ao consultório e às ações da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino, fundada por ela há dez anos. A produção científica, no entanto, só cresceu. Foram 43 artigos publicados em revistas científicas após a aposentadoria na universidade. “Engatei a marcha pesada no trabalho. É o que me faz feliz”, diz.

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,cirurgia-brasileira-e-premiada-nos-estados-unidos,1512024

 

Goma e adesivo que ajudam a parar de fumar causam câncer

Terra - 13/06/2014

Adesivos de nicotina têm ajudado muitos fumantes a largar o vício, mas uma nova pesquisa sugere que eles podem fazer mais mal do que bem. Um estudo realizado pelo Instituto de Bioinformática de Virginia, nos EUA, descobriu que a nicotina por si só poderia causar câncer, portanto, o uso dos adesivos é um risco. As informações são do Daily Mail.

A nicotina é uma das 4 mil substâncias químicas encontradas na fumaça do cigarro. Embora muitos desses produtos químicos sejam reconhecidos como cancerígenos, até o momento a nicotina foi considerada viciante. Ela é muito utilizada em produtos de apoio ao abandono do vício, em adesivos, gomas de mascar e cigarros eletrônicos.

O estudo recente descobriu que a nicotina provoca alterações celulares, fazendo com que aconteçam mutações nas células expostas à substância.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/goma-e-adesivo-que-ajudam-a-parar-de-fumar-causam-cancer,070d64a89e596410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

 

Estudo nos EUA liga carne vermelha a risco de câncer de mama

Folha - 11/06/2014

Comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.

Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.

Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama.

Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.

Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43.

A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.

"Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama", eles relatam na revista British Medical Journal.

Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como "pequeno".

O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu "apenas um elo fraco" entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre a dois.

"As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha - que está ligada ao câncer de intestino - por carne branca, feijão ou peixe", acrescentou.

Segundo a diretora da Unidade de Epidemiologia do Câncer da mesma universidade, Valerie Beral, dezenas de estudos já investigaram o risco de câncer de mama associado com a dieta.

"A totalidade da evidência disponível indica que o consumo de carne vermelha tem pouco ou nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama, por isso os resultados de um único estudo não podem ser considerados isoladamente", disse ela.

Evidências demonstram que provavelmente há uma relação entre comer muita carne vermelha e processada e o risco de câncer de intestino.

O Ministério da Saúde britânico recomenda que pessoas que comem mais do que 90 gramas (peso cozido) de carne vermelha e processada por dia devem reduzir a porção para 70 gramas.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2014/06/1468369-estudo-nos-eua-liga-carne-vermelha-a-risco-de-cancer-de-mama.shtml

 

Imunoterapia é nova revolução na luta contra câncer

Exame - 02/06/2014

A imunoterapia obteve grandes avanços na luta contra cânceres como o melanoma, que se acreditava incurável, embora cientistas ainda não compreendam porque o tratamento funciona bem em alguns casos e não em outros.

A técnica, saudada como a inovação de 2013 pela revista Science, consiste em treinar o sistema imunológico para atacar os tumores.

Em alguns casos, a abordagem desarma as defesas dos tumores e em outros, seleciona as células imunes mais fortes do paciente, as desenvolve em laboratório e as reinjeta para reforçar o ataque do corpo ao câncer.

"A beleza desta abordagem é que é mais seletiva e está produzindo remissões duradouras e estáveis", disse Steven O'Day, professor associado de Medicina na escola médica Keck, da Universidade da Carolina do Sul.

Segundo pesquisa publicada no final do ano passado, 40% dos pacientes com melanoma avançado que foram tratados com imunoterapia não apresentavam indícios de câncer sete anos depois.

Os resultados dos três testes clínicos divulgados nesta segunda-feira na Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, podem aumentar esta cifra.

Um deles, um estudo de fase 1 feito com pacientes com melanoma inoperável, levou a uma sobrevida média sem precedentes de três anos e meio para um câncer que costuma matar em cerca de um ano.

"Isto é realmente revolucionário e agora, os tratamentos do melanoma estão ficando tão bons que estamos vendo pela primeira vez um avanço significativo contra tumores sólidos muito difíceis de tratar", acrescentou O'Day.

Tumores sólidos são encontrados na maior parte dos cânceres, inclusive no de útero, última fronteira no tratamento com imunoterapia.

Cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde anunciaram nesta segunda-feira que uma nova técnica - que consiste em retirar células imunológicas de um tumor e cultivar bilhões delas em laboratório para reinseri-las no corpo do paciente - teve sucesso em duas entre nove pacientes.

As mulheres, ambas na casa dos 30 anos, foram desenganadas pelos médicos, que lhes deram menos de um ano de vida antes de participarem dos testes, e o câncer tinha se espalhado por todo o seu corpo.

Agora, elas não apresentam sinais de câncer: uma 22 meses e outra mais de um ano após o tratamento.

Mas o motivo de a técnica não funcionar com as outras pacientes permanece um mistério, que os cientistas ainda trabalham duro para desvendar.

Enquanto isso, novos estudos estão sendo lançados sobre o uso da imunoterapia para tratar cânceres oral e anal que, como o câncer de útero, são provocados pelo vírus do papiloma humano (HPV).

No que diz respeito ao melanoma, assim como aos cânceres de rim e pulmão, um novo tipo de medicamento que bloqueia uma proteína chamada PD-1 incentivou o campo de pesquisas.

"A PD-1 é talvez o avanço mais excitante no tratamento do câncer em uma década", disse Mark Schoenebaum, analista do Grupo ISI.

As gigantes farmacêuticas Bristol-Myers Squibb e Merck estão na corrida para produzir remédios que vão ajudar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o câncer.

Especialistas afirmam que o campo da imunoterapia tem um mercado potencial de US$ 35 bilhões.

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/imunoterapia-e-nova-revolucao-na-luta-contra-cancer

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