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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 03/06/2014

Marcos Moraes: luta que não se apaga

Folha de S. Paulo – 31/05/2014

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/05/1462930-marcos-moraes-luta-que-nao-se-apaga.shtml

 

Combinação de duas novas moléculas consegue frear melhor o câncer de ovário

Terra – 31/05/2014

Uma equipe do Instituto Oncológico Dana-Farber de Boston, nos Estados Unidos, constatou que a combinação de dois fármacos experimentais evita, de maneira mais eficaz, a progressão do câncer de ovário em pacientes que sofreram uma recaída, o que poderia representar uma alternativa à quimioterapia padrão.

Este estudo é um dos trabalhos divulgados neste sábado na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco). Nele foram comparados dois tipos tratamento: a combinação das moléculas "olaparib" e "cediranib", e a primeira sozinha, em mulheres com câncer de ovário (com mutações no gene BRCA ou sensíveis à quimioterapia com platinos).

Segundo os resultados, as mulheres que receberam a combinação dos dois fármacos conseguiram manter a doença estagnada durante 17,7 meses, frente aos nove meses das que só tomaram "olaparib".

Além disso, as taxas de redução do tumor foram marcadamente mais altas no grupo que combinou os dois remédios, 80% a mais, contra 48% no grupo que só tomou "olaparib": cinco pacientes no grupo de combinação e dois pacientes no grupo de apenas "olaparib" tiveram uma remissão completa do tumor. Trata-se da primeira vez que se explora a combinação de dois fármacos para os casos de câncer de ovário.

O estudo está na fase II, onde se prova a eficácia do tratamento em um número reduzido de pacientes - neste caso 90. Logo, para dados mais conclusivos é preciso aguardar os testes clínicos que incluem quatro fases.

No entanto, a pesquisadora principal, Joyce Liu, do Dana-Farber de Boston, disse em entrevista coletiva que "a significativa atividade vista na combinação das duas moléculas sugere que poderia ser uma alternativa eficaz à quimioterapia".

Ela destacou que esta proposta ainda não é viável para a prática clínica, pois nenhum destes dois remédios foi aprovado pela FDA, a agência americana de remédio.

"Precisamos de testes adicionais que confirmem o que encontramos neste estudo", ressaltou a médica.

Quanto aos efeitos colaterais, alguns apareceram com mais frequência, como pressão arterial alta, fadiga e diarreia, no grupo que combinou os dois fármacos, embora tenham sido "geralmente controláveis".

Até 80% das mulheres com este tipo de câncer sofrem recaídas depois da quimioterapia e, quando o câncer reaparece, é mais difícil de tratar, já que se estende pela pélvis, abdômen e até mesmo pulmões. O tratamento padrão atual para o câncer de ovário recorrente é a quimioterapia, o que, frequentemente, causa efeitos colaterais significativos.

O câncer de ovário é o oitavo tumor mais comum e a sétimo causa de morte por câncer entre mulheres de todo o mundo.

"A recaída e a resistência aos tratamentos sempre foram um desafio", disse Gregory Masters, especialista de ASCO, que assegurou que estas pesquisas poderiam representar novas opções para o combate da doença.

http://saude.terra.com.br/combinacao-de-duas-novas-moleculas-consegue-frear-melhor-o-cancer-de-ovario,e21964e512456410VgnCLD200000b0bf46d0RCRD.html

 

Gene do câncer de mama pode aumentar risco de doença no pulmão

Info – 02/06/2014

Um gene notoriamente vinculado ao câncer de mama tem sido apontado também como responsável por um risco quase duas vezes maior de um fumante vir a desenvolver câncer de pulmão, alertou um estudo publicado neste domingo.

A descoberta, publicada na revista Nature Genetics, abre vias possíveis para o tratamento e a triagem dos indivíduos em risco de desenvolver a doença, afirmaram os autores.

"Nossas descobertas fornecem evidências adicionais de suscetibilidade genética hereditária ao câncer de pulmão", escreveram.

"Todos os fumantes correm um risco considerável de saúde, independente de seu perfil genético, mas a probabilidade recai mais fortemente naqueles com esta falha genética", pontuou Paul Workman, vice-diretor executivo do Instituto de Pesquisas sobre o Câncer (ICR), que participou do estudo.

Uma meta-análise com base em quatro estudos revelou que cerca de um quarto dos fumantes com falha específica no gene BRCA2 vão desenvolver câncer de pulmão em algum momento da vida, em comparação com 13% da população em geral de fumantes.

A análise comparou o DNA de 11.348 pessoas com câncer de pulmão e de outras 15.861 sem a doença.

"O vínculo entre o câncer de pulmão e o BRCA2 defeituoso, conhecido por aumentar o risco de câncer de mama, ovários e outros, foi particularmente forte em pacientes com o subtipo mais comum de câncer de pulmão, denominado carcinoma de células escamosas", destacou o ICR em um comunicado.

- Vínculo genético mais forte -

Outros genes já tinham sido relacionados ao risco de câncer de pulmão antes, mas o papel do BRCA2 era desconhecido.

A variante defeituosa, presente em 2% da população, "é a mais forte associação genética com o câncer de pulmão já reportada", afirmaram os autores do estudo.

A pesquisa também revelou um segundo e novo gene, CHEK2, que tem um papel menor no risco de câncer de pulmão.

"Os resultados sugerem que no futuro, pacientes com câncer de pulmão de células escamosas poderiam se beneficiar de medicamentos especificamente projetados para ser eficazes em cânceres com mutações no BRCA", informou o ICR.

"Uma família de medicamentos, chamada de inibidores de PARP, tem demonstrado sucesso em testes clínicos no tratamento de pacientes com câncer de mama e ovário com mutações no BRCA, embora não se saiba ainda se poderia ser eficaz no câncer de pulmão", prosseguiu.

Segundo os autores, todo os indivíduos estudados eram de origem europeia e não ficou claro se as descobertas poderiam ser aplicadas a outros grupos étnicos.

Os genes BRCA1 e BRCA2 (siglas para BReast CAncer susceptibility ou suscetibilidade ao câncer de mama) são a causa mais conhecida de câncer de mama hereditário.

No ano passado, a estrela de Hollywood Angelina Jolie anunciou ter feito dupla mastectomia como medida preventiva após ter se submetido a exames que revelaram que ela tem a mutação BRCA específica, apesar de não ter sido diagnosticada com câncer.

A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, embora se saiba que fatores genéticos aumentam o risco.

Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, o câncer de pulmão é a causa mais comum de morte por câncer e se estima que tenha sido responsável por quase uma em cada cinco mortes (1,59 milhão) em 2012.

Também é o tipo mais comum de câncer, com uma estimativa de 1,8 milhão de novos casos em 2012.

"Nós sabemos que a maior coisa que podemos fazer para reduzir as taxas de morte é convencer as pessoas a não fumar, e nossas descobertas deixam claro que isto é ainda mais crítico nas pessoas que têm um risco genético subjacente", declarou o cientista que chefiou as pesquisas, Richard Houlston.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2014/06/gene-do-cancer-de-mama-pode-aumentar-risco-de-doenca-no-pulmao.shtml

 

Estudo aponta avanço no tratamento do câncer avançado de próstata

G1 – 01/06/2014

Uma nova estratégia de tratamento permitiu prolongar a vida de homens afetados por um câncer avançado de próstata, indicam os resultados de um teste clínico divulgado neste domingo (1º) durante uma conferência médica.

O estudo, feito com 790 homens que acabaram de ser diagnosticados com um câncer invasivo de próstata, demonstra que a quimioterapia combinada com tratamento hormonal prolonga a vida destes pacientes em cerca de um ano.

"A terapia hormonal é o tratamento clássico do câncer de próstata desde os anos 1950", disse Christopher Sweeney, oncologista do Instituto do Câncer Dana-Farber de Boston (Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos), que desenvolveu esta pesquisa apresentada na conferência anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizada este fim de semana em Chicago (Illinois, norte).

"Trata-se do primeiro estudo que identifica uma estratégia que prolonga a vida de pessoas que acabam de receber um diagnóstico de câncer de próstata com metástase", comentou.

"Os resultados são importantes e esta terapia deveria ser o novo tratamento de referência para homens cujo câncer se propagou e podem suportar uma quimioterapia", acrescentou Sweeney.

O câncer de próstata é estimulado por hormônios masculinos ou andróginos no sangue. O tratamento hormonal visa a reduzir sua quantidade. Embora esta terapia seja eficaz, em longo prazo o câncer se torna resistente na maior parte dos casos.

A quimioterapia só costuma ser usada depois que a doença avança, apesar do tratamento hormonal.

Metade dos 790 pacientes participantes no estudo foram tratados unicamente com terapia tradicional e os 50% restantes foram submetidos ao tratamento de supressão hormonal combinado com Docetaxel (Taxoten), um agente que impede a divisão e a multiplicação das células cancerosas.

Após um acompanhamento de 29 meses, 136 das pessoas tratadas apenas com terapia hormonal faleceram contra 101 do grupo que também se submeteu à quimioterapia.

O tempo médio de sobrevida do grupo tratado apenas com terapia hormonal foi de 44 meses, e de 57,6 meses nos pacientes que receberam Taxoten.

O tempo médio de aparecimento de sinais clínicos de um novo avanço do câncer foi de 19,8 meses no primeiro grupo e de 32,7 no segundo.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/estudo-aponta-avanco-no-tratamento-do-cancer-avancado-de-prostata.html

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