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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 05/05/2014

Alimento orgânico não protege mulheres contra o câncer

Veja – 28/03/2014

Dar preferência a alimentos orgânicos não diminui o risco de câncer em mulheres, concluiu um novo estudo da Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, contrariando algumas evidências que defendem o consumo desses produtos.

Alimentos orgânicos geralmente são cultivados sem pesticidas e fertilizantes e/ou sem antibióticos e hormônios de crescimento. Um estudo americano publicado em 2012 que revisou mais de 200 pesquisas sobre o assunto já havia indicado que esses produtos não são mais nutritivos do que os produzidos de maneira convencional, embora sejam menos expostos a agrotóxicos.

Os pesticidas são amplamente utilizados na agricultura e existe uma grande preocupação se eles aumentam o risco de câncer, mas ainda não há evidencias suficientes para dizer se isso realmente acontece.

Comparação — O novo trabalho, publicado nesta sexta-feira na revista médica British Journal of Cancer, se baseou nos dados de cerca de 600.000 mulheres com mais de 50 anos que haviam participado de um levantamento nacional na Grã-Bretanha. Os pesquisadores levaram em consideração a prevalência dos dezesseis tipos mais comuns de câncer entre mulheres ao longo de nove anos.

O estudo não encontrou diferenças significativas no risco desses tipos de câncer entre mulheres que consumiam alimentos orgânicos e aquelas que ingeriam produtos convencionais.

"Esse estudo acrescenta evidências de que comer alimentos orgânicos não reduz o risco geral de câncer. Mas, se uma pessoa se preocupa muito com o pesticida em frutas e vegetais, pode ser uma boa ideia lavar bem esses alimentos antes de comê-los", diz Claire Knight, especialista da instituição Cancer Research UK, em comunicado divulgado pela Universidade Oxford.

"Cientistas estimam que quase 5% dos casos de câncer na Grã-Bretanha se devem ao fato de as pessoas não comerem quantidades suficientes de frutas e vegetais. Então, uma dieta balanceada rica nesses alimentos, independentemente se convencionais ou orgânicos, pode ser eficaz em diminuir esse risco", diz Claire.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/alimento-organico-nao-protege-mulheres-contra-o-cancer

Vitamina D aumenta chances de sobreviver a tipos de câncer

Terra – 01/05/2014

A vitamina D vinda da luz do sol pode aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes com câncer, especialmente de mama, intestino e linfoma, sugere uma nova pesquisa. O nutriente é fabricado pelo próprio corpo sob a pele em reação à luz do sol e é também encontrado em peixes como salmão e sardinha, além de ovos, cereais matinais e leite em pó. As informações são do Daily Mail.

O novo estudo, feito pelo Institute for Nutritional Sciences, descobriu que pacientes com câncer que têm níveis mais elevados da vitamina D quando são diagnosticados tendem a sobreviver e permanecer em remissão por mais tempo do que os que são deficientes do nutriente. A vitamina D ajuda o organismo a absorver o cálcio e o fósforo necessários para a saúde dos ossos e afeta uma grande variedade de processos biológicos pela ligação a uma proteína receptora de vitamina D. Esta proteína está presente em praticamente todas as células do corpo.

“Ao revisar os estudos que examinaram os níveis de vitamina D em 17.332 pacientes com câncer, descobrimos que o nutriente está associado a melhores resultados em vários tipos de câncer”, disse Hui Wang, um dos pesquisadores. “A conclusão sugeriu que a vitamina D pode influenciar no prognóstico das pessoas com câncer de mama, colorretal e linfoma, particularmente”, acrescentou.

A equipe analisou 25 estudos que mediam os níveis de vitamina D em pacientes com câncer no momento do diagnóstico e rastreou a taxa de sobrevivência. Os resultados mostraram que a maior quantidade do nutriente esteve associada a um aumento de 4% na sobrevivência entre pessoas com câncer. “Considerando que a deficiência em vitamina D é uma questão mundial, é importante ter certeza de que todos apresentam níveis suficientes do nutriente”, concluiu Wang.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/vitamina-d-aumenta-chances-de-sobreviver-a-tipos-de-cancer,184674559e7b5410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Pesquisador desenvolve vacina para tratar o câncer de próstata

G1 – 03/05/2014

Um pesquisador do Rio Grande do Sul está desenvolvendo uma vacina para tratar os pacientes com câncer de próstata. Nos testes realizadosa te agora, o índice de cura chegou a 85%. Ao misturar uma substância chamada “modulador do sistema imunológico” em algumas células doentes, o pesquisador Fernando Kreutz conseguiu que elas mudassem de cor.

Células doentes retiradas do próprio paciente são reproduzidas em laboratório, bombardeadas com radiação e morrem. A estrutura celular, já sem o câncer, recebe então a substância moduladora e é aplicada no paciente como vacina. “O teu sistema imunológico ele tem que reconhecer isso e a partir do que ele reconhece, ele prolifera, ele multiplica essas células que vão destruir o tumor ou destruir o vírus”.

Os testes para a vacina avaliaram 107 pacientes com diagnóstico de câncer de próstata. Depois, um grupo de 48 homens, com idade média de 63 anos, foi selecionado. Desses, 22 fizeram o tratamento convencional, apenas com radioterapia e hormônios e 26 receberam também as doses da vacina.

Depois de cinco anos, a avaliação mostrou que no primeiro grupo 48% dos homens estavam com a doença indetectável, ou seja, aparentemente curados. No grupo que tomou a vacina, esse índice saltou para 85%. “A chance de o paciente morrer fazendo o tratamento convencional é de uma em cada cinco pessoas e no grupo vacinado foi um em cada 11 pacientes”.

Na próxima fase, 400 homens de todo o Brasil vão participar da pesquisa. A meta é começar a produzir a vacina daqui a cinco anos.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/05/pesquisador-desenvolve-vacina-para-tratar-o-cancer-de-prostata.html

'Novo câncer' pode ser desencadeado por implante de silicone

Terra – 04/05/2014

Um novo tipo de câncer, chamado linfoma anaplásico de grandes células da mama, pode estar sendo desencadeado por um implante de silicone comum no Reino Unido. Pelo menos 150 casos da doença foram reportados e nove entre 10 vítimas da condição haviam recebido um tipo de prótese que tem o exterior texturizado, de acordo com os especialistas. As informações são do Daily Mail.

Os pesquisadores afirmam que a superfície mais áspera do implante é o “terreno ideal” para que bactérias “semeiem” o câncer e que todas as mulheres deveriam ser alertadas sobre o risco da doença antes de passar pela cirurgia de aumento dos seios. Incomum nos Estados Unidos, a prótese texturizada compõe 99% do mercado no Reino Unido, onde 30 mil mulheres se submetem ao procedimento por ano.

Susan Grieve, 40 anos, faleceu, vítima de câncer de mama, em julho de 2012, seis anos após implantar próteses de silicone texturizadas. Na época, a família acreditava que a doença havia sido causada por substâncias químicas que se espalharam pelo corpo de Susan depois que os implantes romperam. No entanto, estudos europeus não encontraram ingredientes cancerígenos nas próteses da marca Poly Implant Prothèse, que foram banidas no ano passado por usar material de baixa qualidade.

“Estes tumores são extremamente raros, mas tratáveis. Não há necessidade de remover os implantes, a não ser em caso de alterações e inchaços inexplicáveis”, alertou o cirurgião plástico Fazel Farah. A maioria das mulheres que sofreu com o linfoma anaplásico de grandes células da mama teve recuperação completa após cirurgia. Em alguns casos, foram necessárias sessões de quimioterapia e radioterapia.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/novo-cancer-pode-ser-desencadeado-por-implante-de-silicone,06be124e947c5410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

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