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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 06/03/2014

Cientistas criam método que pode detectar câncer por exame de sangue

G1 – 20/02/2014

Uma nova forma não invasiva para detecção do câncer em estágio inicial foi apresentada por cientistas em artigo publicado na revista “Science Translational Medicine” desta semana.

O método, ainda em desenvolvimento, consiste na procura por fragmentos de DNA de tumores, chamados de DNA tumoral circulante (ctDNA), que podem ser encontrados na circulação sanguínea de pacientes e funcionariam como uma ferramenta de rastreio da doença.

Ou seja, seria uma biópsia feita com um exame de sangue, que poderá substituir, no futuro, exames complexos (ou até microcirurgias) para analisar tumores em diferentes partes do corpo.

A pesquisa internacional conduzida pelo Centro para Câncer Johns Hopkins Kimmel, dos Estados Unidos, testou o novo formato de biópsia em 640 pacientes com vários tipos de câncer.

Segundo o experimento, o ctDNA foi detectado em 75% dos pacientes com câncer em estágio avançado e em 50% daqueles que tinham tumores em estágio inicial.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/02/cientistas-criam-metodo-que-usa-exame-de-sangue-para-detectar-cancer.html

Estudo aponta que imunoterapia cura leucemia em 88% dos casos

G1 – 20/02/2014

Uma nova abordagem para tratar a leucemia, que consiste em usar o próprio sistema imunológico para matar as células cancerígenas, conseguiu resultados positivos contra a doença em 88% dos adultos afetados e submetidos ao procedimento, de acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira (19) na revista "Science Translational Medicine".

O relatório traz novas e boas notícias para o florescente campo da imunoterapia contra o câncer, que usa o que alguns descrevem como uma "droga vivente" e foi considerado pela revista "Science" como o maior avanço de 2013.

O último teste foi feito com 16 pessoas com um tipo de câncer no sangue conhecido como leucemia linfoblástica aguda (LLA). Mil e quatrocentas pessoas morrem de LLA nos Estados Unidos todos os anos e, embora seja um dos tipos de câncer mais tratáveis, os pacientes frequentemente se tornam resistentes à quimioterapia e sofrem recaídas da doença.

Neste estudo, entre 14 e 167 pacientes tiveram uma remissão completa, depois que suas células T foram modificadas para se concentrar na erradicação do câncer.

A idade média dos pacientes foi de 50 anos e todos estavam à beira da morte quando ingressaram no teste, uma vez que a doença tinha voltado ou eles tinham percebido que a quimioterapia não funcionava mais.

A maior remissão tem dois anos de duração, disse o autor Renier Brentjens, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center.

Sem este tratamento, só 30% dos pacientes que sofreram recaída da doença responderiam à quimioterapia, segundo estimativas dos pesquisadores.

Educar as células T

O processo supõe remover algumas das células T dos pacientes e alterá-las com um gel para que reconheçam uma proteína - conhecida como CD19 - nas células cancerígenas e atacá-las. As células T sozinhas conseguem atacar outros invasores nocivos ao corpo humano, mas permitiriam que o câncer cresça de forma ininterrupta.

"Basicamente o que fazemos é reeducar as células T no laboratório, com terapia genética, para reconhecer e matar células com tumores", disse Brentjens, acrescentando que após 15 anos de trabalhos, esta tecnologia "parece realmente funcionar em pacientes com este tipo de câncer".

No ano passado, sua equipe divulgou os primeiros resultados promissores em cinco pacientes adultos, curados após fazer o tratamento. O pesquisador avaliou que entre 60 e 80 pessoas nos Estados Unidos ingressaram desde então nos testes experimentais do novo tratamento, também estudado na Europa.

Não é acaso

Em dezembro de 2013, especialistas de vários centros americanos onde se realizam testes apresentaram suas descobertas no encontro anual da Sociedade Americana de Hematologia, inclusive a Universidade da Pensilvânia.

Brentjens explicou que outros centros de pesquisa conseguiram taxas de remissão similares em seus estudos até o momento, "demonstrando que isto não é um acaso". "Este é um fenômeno real", que pode se tornar uma "reviravolta paradigmática na forma como nos aproximamos do tratamento do câncer", disse o especialista.

Os cientistas tentam agora averiguar porque o tratamento funciona em todos os pacientes e identificar células receptivas de tipos de câncer específicos que poderiam fazer com que, no futuro, a técnica servisse para remover outros tipos de tumores.

A terapia continua sendo cara (100 mil dólares por pessoa), embora os especialistas acreditem que o preço diminuirá uma vez que as empresas farmacêuticas se envolvam mais e a técnica se expanda.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/02/estudo-aponta-que-imunoterapia-cura-leucemia-em-88-dos-casos.html

Óculos de alta tecnologia permitem que os cirurgiões 'vejam' o câncer

Canaltech – 04/03/2014

Um novo dispositivo desenvolvido por uma empresa dos Estados Unidos promete dar aos cirurgiões a capacidade de localizar, com mais facilidade, as células cancerosas durante a cirurgia, tornando as operações mais curtas, precisas e eficientes. De acordo com o Natural News, os óculos foram desenvolvidos na Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, e permitem que os médicos enxerguem as células cancerígenas em tons de azul.

A cirurgiã Julie Margenthaler, da Universidade de Washington, disse que os pesquisadores estão “nos estágios iniciais dessa tecnologia, e mais desenvolvimento e testes serão feitos, mas estamos certamente entusiasmados com os benefícios potenciais para os pacientes”. “Imagine o que significaria se esses óculos eliminassem a necessidade de cirurgia acompanhada e a dor associada, transtorno e ansiedade”, acrescentou.

De acordo com os padrões atuais de cuidados, o cirurgião precisa remover os tumores cancerosos, bem como parte dos tecidos circundantes, que podem ou não conter células cancerosas. Margenthaler afirma que cerca de 20% a 25% das pacientes com câncer de mama precisam ser submetidas a uma segunda cirurgia justamente por causa de tecidos cancerígenos restantes, mesmo com o procedimento de remoção de tecidos ao redor dos tumores e demais áreas afetadas.

“Nossa esperança é que esta nova tecnologia possa reduzir ou, idealmente, eliminar a necessidade de uma segunda cirurgia”, afirma Margenthaler. Os óculos funcionam em conjunto com uma tecnologia de vídeo personalizada, em que um display montado sobre a cabeça do médico se combina com um agente molecular – chamado “indocianina verde” –, que se liga às células cancerosas.

Em estudo publicado no Journal of Biomedical Optics, os cientistas escreveram que mesmo os tumores muito pequenos, de um milímetro de diâmetro, poderiam ser detectados usando os novos óculos. Atualmente, a universidade está tentando a aprovação da tecnologia no Food and Drug Administration – órgão dos Estados Unidos similar à Anvisa do Brasil. A aprovação da entidade é, principalmente, para o uso de um novo agente molecular que, além de se ligar especificamente às células cancerosas, permanece com essa ligação por mais tempo.

A tecnologia foi desenvolvida por uma equipe liderada por Samuel Achilefu, professor de radiologia e engenharia biomédica na Universidade de Washington. Um teste deve ser feito ainda no final deste mês, durante a operação para remover um melanoma de um paciente. Ainda há a possibilidade de adaptar o sistema para visualizar qualquer tipo de câncer.

“A limitação da cirurgia [convencional] é que [o câncer] nem sempre é claro a olho nu, a distinção entre o tecido normal e tecido canceroso é difícil”, diz Ryan Fields, professor assistente da Universidade de Washington e cirurgião no Siteman Cancer Center. “Com os óculos desenvolvidos pelo Dr. Achilefu, podemos identificar melhor o tecido que tem de ser removido”. “Esta tecnologia tem um grande potencial para os pacientes e profissionais de saúde. Nosso objetivo é ter certeza de que nenhum caso de câncer seja deixado para trás”.

http://canaltech.com.br/noticia/ciencia/Oculos-de-alta-tecnologia-permitem-que-os-cirurgioes-possam-ver-o-cancer/#ixzz2vBpY2mOU

Pesquisa desenvolve composto de ouro e cafeína que pode combater o câncer

Zero Hora – 27/02/2014

Os efeitos colaterais desagradáveis da ingestão excessiva de cafeína — inquietação, aumento da frequência cardíaca, problemas para dormir — já são bem conhecidos. Mas uma recente pesquisa mostrou que esse estimulante também pode ter um lado muito positivo: a cafeína pode matar células cancerosas. Pesquisadores anunciaram no ACS journal Inorganic Chemistry que a combinação de um composto à base de cafeína com uma pequena quantidade de ouro poderia ser usado como um agente anti-cancerígeno.

Os pesquisadores Angela Casini, Michel Picquet observam que a cafeína tem sido frequentemente apontada como possível tratamento anticancerígeno. Mas beber litros de café, refrigerantes e bebidas energéticas não é a solução. A cafeína nessas bebidas iria ter efeitos negativos sobre as células saudáveis, quando consumida nos níveis necessários para matar as cancerosas. O ouro também pode acabar com as células doentes, mas, assim como a cafeína em excesso, pode prejudicar as células saudáveis. Assim, a equipe de pesquisa resolveu colocar os dois juntos em determinadas configurações para ver se os novos compostos à base de cafeína e ouro poderiam parar o crescimento das células cancerosas sem ferir outras células.

Eles fizeram uma série de sete novos compostos no laboratório e passaram a estudá-los. Os cientistas descobriram que, em determinadas concentrações, um dos compostos da série mataram selectivamente as células cancerosas do ovário humano, sem prejudicar as células saudáveis.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2014/02/pesquisa-desenvolve-composto-de-ouro-e-cafeina-que-pode-combater-o-cancer-4432059.html

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