Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 02/01/2014

Planos de saúde começam a oferecer 37 remédios contra o câncer a partir de hoje

R7 – 2/01/2014

A partir desta quinta-feira (2), os usuários de planos de saúde poderão contar com 37 medicamentos orais para o tratamento de diferentes tipos de câncer. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde em outubro. Na ocasião, o Ministério da Saúde também anunciou 50 novos procedimentos serão cobertos pelos convênios.

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, com a inclusão dos remédios contra o câncer, os pacientes poderão ser tratados em casa.

— Esses medicamentos funcionam como quimioterapia oral, que poderá ser ministrada em casa, sem precisar ir ao hospital, isso se deve à evolução tecnológica. Dá mais qualidade de vida para o paciente.

Os medicamentos serão usados no tratamento de 54 tipos de câncer, entre eles, mama, próstata, leucemia, pulmão, cabeça e pescoço e estômago.

Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os planos de saúde podem fazer a compra e distribuir os medicamentos, conforme indicação médica, ou os usuários compram o remédio e, posteriormente, pedem o ressarcimento ao plano de saúde.

Além da incorporação de novos medicamentos, foram incluídas 28 cirurgias de videolaparoscopia – procedimentos menos invasivos que reduzem riscos para o paciente e o tempo de internação. Outra novidade é a ampliação de seis para 12 do número de consultas e sessões com profissionais de fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. As mudanças também contemplam a ampliação de 44 procedimentos já ofertados pelos planos.

Mesmo com os novos procedimentos, Padilha descarta grandes reajustes no valor dos planos.

— A inclusão de novos procedimentos para 2014 não vai gerar nenhum impacto [reajuste]. Ao longo de 2014 será avaliado qual o impacto do uso desses medicamentos nas contas dos planos. Historicamente, a inclusão de novos medicamentos e cirurgias não justificam aumentos expressivos nos planos de saúde.

As medidas foram implantadas depois da consulta pública à população e aos planos de saúde. Entre junho e agosto deste ano, a ANS recebeu 7.340 contribuições — 50% delas foi de consumidores. A resolução será publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (22).

O plano de saúde que descumprir a determinação será multado e pode ser suspenso. O Ministério da Saúde orienta aos usuários que entrem em contato com a ANS pelo 0800 701 9656, caso não sejam atendidos. Segundo a pasta, de cada cinco reclamações recebidas, quatro foram resolvidas antes da ANS punir os planos de saúde. Atualmente, 246 planos de 26 operadoras estão proibidos no País.

As novas medidas vão beneficiar 42,5 milhões de pacientes de 1.090 operadoras médico-hospitalares.

http://noticias.r7.com/saude/planos-de-saude-comecam-a-oferecer-37-remedios-contra-o-cancer-a-partir-desta-quinta-feira-02012014

Após décadas de descrédito, imunoterapia contra o câncer é o 'Avanço do Ano'

Veja – 27/12/2013

A revista americana Science, a mais prestigiada publicação científica do mundo, surpreendeu a comunidade de pesquisadores ao dar o prêmio de Avanço do Ano à imunoterapia contra o câncer. Há mais de cinquenta anos surgiu como uma solução mágica a ideia de curar o câncer pela estimulação do sistema imunológico dos doentes. Gradativamente, porém, essa frente de luta ficou em segundo plano, por falta de resultados satisfatórios. Cada descoberta teórica, cada novo estimulante do sistema imunológico sintetizado, produzia enorme esperança, que logo era frustrada pela realidade da prática médica. Foi assim com a vacina anticâncer produzida nos anos 80, a vacina da tuberculose, adaptada por uma série de médicos para se tornar também anticâncer. A terapia é um fracasso na grande maioria dos casos. Mais tarde o mesmo padrão de euforia seguido de decepção se deu com o interferon sintético, que se mostrou capaz de melhorar a resposta imunológica dos pacientes, mas só fez o tumor regredir em poucos casos. Nunca totalmente abandonada, a imunoterapia teimava em não ser alternativa à altura para a radioterapia e a quimioterapia.

Os editores da revista justificaram a escolha da imunoterapia exatamente pelos extraordinários resultados práticos de tratamento de tumores malignos pela estimulação do sistema imunológico. “O que era apenas um conjunto de relatos esparsos foi se encorpando e tomando a forma de evidência científica”, escreveu a Science sobre a cena científica em 2013, ano em que ficou célebre o caso da americana Emily “Emma” Whitehead, que em maio comemorou doze meses de remissão de uma leucemia tratada por imunoterapia. Desde a aprovação do primeiro tratamento imunoterápico, em 1997, nada de animador acontecera. Tudo mudou com o aumento do conhecimento. Descobriu-se que certos componentes do sistema, paradoxalmente, precisam ser inibidos. É o caso da CTLA-4, substância que impede o sistema imunológico de trabalhar sempre com carga máxima. Os melhores resultados vieram de terapias em que essa substância foi inibida, permitindo assim que o corpo se mantivesse em guerra total e permanente contra os tumores. Avalia o oncologista Bernardo Garicochea, do Hospital Sírio-Libanês: “Espero que a imunoterapia ganhe mais espaço e substitua progressivamente outras formas de tratamento mais tóxicas e invasivas”.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/apos-decadas-de-descredito-imunologia-contra-o-cancer-e-o-avanco-do-ano

Grã-Bretanha testa vacina personalizada contra câncer no cérebro

Terra – 23/12/2013

Começaram os testes de uma vacina que se propõe a tratar uma forma agressiva do câncer de cérebro. O primeiro paciente europeu recebeu o tratamento no hospital King's College, em Londres. Robert Demeger, 62, foi diagnosticado da doença neste ano. A vacina é personalizada e foi desenvolvida para ensinar o sistema imunológico a lutar contra as células de um tumor.

O King's College faz parte de um grupo de mais de 50 hospitais - os outros estão nos Estados Unidos - que estão testando o tratamento. Demeger, um ator de televisão e teatro, teve que desistir de seu papel de Otelo, no aclamado Teatro Nacional, depois que começou a ter convulsões.

Otelo

Ele disse que chegou a ter um substituto, para o caso de se sentir mal no palco, mas não precisou usar esse recurso. "Eu fui diagnosticado com um tumor no cérebro e marcaram uma cirurgia em uma questão de dias". Porém, antes de sua operação ele foi convidado para ser o primeiro paciente na Europa a participar do experimento internacional.

Vacina

Cirurgiões removeram o máximo possível de seu tumor - que foi depois levado a um laboratório onde foi incubado com células dendríticas (células imunológicas tiradas de seu sangue).

O objetivo foi ensinar as células a reconhecer o tumor. A vacina personalizada que resultou do processo foi injetada no braço dele, com a esperança de que aquelas células treinariam o sistema imunológico dele sobre como localizar e destruir o câncer.

Ele receberá dez doses da vacina nos próximos dois anos.

Keyoumars Ashkan, um neurocirurgião do King's College, está liderando a parte britânica da pesquisa. Ele diz que há uma grande necessidade de novos tratamentos para o câncer de cérebro.

Glioblastoma

"Mesmo que um tumor pareça igual em dois pacientes, na realidade ele varia muito. Por isso, a terapia padrão provavelmente não é a melhor. Há uma necessidade de fornecer tratamento individualizado baseado no tipo de câncer de cada paciente".

O tratamento envolve pacientes com glioblastoma, a forma mais agressiva de um tumor primário de cérebro, que afeta cerca de 1.500 pessoas por ano na Grã-Bretanha.​

A média de sobrevivência desses pacientes é de 12 a 18 meses. Dois estudos anteriores menores da terapia DCVax, nos Estados Unidos, descobriram que o tratamento aumentava essa sobrevida para três anos, sem efeitos colaterais. Vinte pacientes participaram dos testes e dois deles estão vivos há mais de dez anos.

Ashkan ressaltou que a atual pesquisa, que envolverá 300 pacientes, é necessária para mostrar se o tratamento é realmente eficiente. Metade deles receberá a vacina real e os demais tomarão placebos.

"Até obtermos os resultados desta pesquisa não saberemos se a terapia deve ser oferecida a todos os pacientes", ele disse.

Demeger afirma que está encantado em fazer parte dessa pesquisa. "Qualquer coisa que me dê uma chance melhor, mas também por outros fatores, vale a pena participar disso".

Fala

A cirurgia para remover o câncer afetou sua fala, porque o tumor estava localizado próximo da parte do cérebro que lida com a linguagem. Assim Demeger, que tinha a voz como seu meio de vida, teve que reaprender a se comunicar.

"Eu adoraria voltar a atuar. Esse é o meu trabalho. Tenho trabalhado com um terapeuta da fala e com o chefe das vozes no National (Theatre). Não sei se poderei voltar aos palcos em semanas ou meses, mas estou esperançoso."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/gra-bretanha-testa-vacina-personalizada-contra-cancer-no-cerebro,b185bae006d03410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Diagnóstico de câncer infantil pode demorar até oito anos

O Tempo – 30/12/2013

Com a palavra “fé” bordada de lantejoulas em uma blusa branca. De cabeça descoberta, sem chapéu ou lenço. Assim chegou Sophia Alves Azevedo, 15, e começou a contar, com naturalidade, como descobriu que tinha câncer, tudo o que passou para ficar curada e o que sentiu quando recebeu a notícia de que a doença havia voltado. Um tumor bem raro levou uma parte do fêmur da adolescente, prestes a fazer sua festa de debutante. Foi quando o cabelo também caiu por completo. Mesmo assim, a feição de Sophia só se entristece quando vê a mãe, Marilene Alves Azevedo, 39, funcionária pública, chorar com a lembrança dos últimos 15 meses. “Nunca perguntei a Deus o porquê. Do câncer, só sabe quem vive”, diz, emocionada.

Sophia reclamava de uma dor na perna que não passava com nenhum remédio durante meses. Depois de muitos especialistas e exames diferentes, a adolescente fez a biópsia que confirmou, em dezembro do ano passado, o diagnóstico de câncer. Em abril deste ano, ela passou por uma cirurgia.

A batalha de Sophia e Marilene para descobrir o motivo da dor constante na perna da garota é a prova de uma constatação preocupante feita pelo Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente (Observaped), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A pesquisa mostra que o diagnóstico de câncer infantil ainda é um desafio no Brasil e, em casos de tumores raros, pode demorar até oito anos para ser confirmado depois do surgimento dos primeiros sintomas. O câncer é a doença que mais mata crianças no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O estudo foi feito com base na análise de prontuários de 488 pacientes atendidos no Hospital das Clínicas no período de 2004 a 2012. “Quanto mais tardio o diagnóstico, mais avançada fica a doença e menores as chances de cura. Com isso, o tratamento passa a ser mais agressivo e os riscos de a criança ficar com sequelas também são maiores”, explica a professora Karla Emília de Sá Rodrigues, do departamento de pediatria da faculdade de medicina e uma das orientadoras da pesquisa. A demora no diagnóstico pode ser atribuída ao aspecto pouco específico de alguns dos sintomas como dor de cabeça e febre, segundo a professora.

Cotidiano. A rotina das famílias que têm a notícia do câncer infantil muda por completo. “A gente tem vontade de parar”, relata Marilene. Como são de Bom Despacho, região Centro-Oeste de Minas, as viagens a Belo Horizonte para o tratamento de quimioterapia, depois de realizada a operação, passaram a ser semanais. “Agora, a gente descobriu que o mesmo câncer voltou, só que no músculo e não no fêmur. Por isso é mais sério”, afirma a mãe de Sophia. O tratamento vai continuar com sessões semanais de radioterapia. Caso o tumor não diminua, a adolescente terá que passar por uma nova cirurgia. Mas Sophia segue confiante o tempo todo. “Fico pensando no futuro, em como vou estar depois que tudo isso passar”.

Dados. Entre as queixas mais comuns das crianças e dos adolescentes diagnosticados com câncer, segundo a pesquisa da UFMG, estão dores de cabeça, náuseas, vômitos e alterações na forma de andar e na coordenação motora. Nas crianças com menos de 4 anos, os sintomas mais frequentes foram náuseas, vômitos e irritabilidade.

Saiba mais

Levantaento. Dos 488 prontuários analisados pela pesquisa da UFMG, 364 (74,5%) tiveram o diagnóstico de câncer confirmados. Do total, 42% dos casos eram tumores do sistema nervoso central, que só foram identificados entre quatro e seis meses depois dos sintomas. Para tumores de partes moles (vísceras e epiderme), o tempo foi de sete meses. A pesquisa não considerou os casos de leucemia.

Números. Outro estudo, divulgado no mês passado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), revela que a estimativa é a de que a incidência dos tumores pediátricos no mundo varie de 1% a 3% do total de casos de câncer da população mundial. No Brasil, confirmando os números do Inca, o percentual é próximo de 3%.

http://www.otempo.com.br/cidades/diagn%C3%B3stico-de-c%C3%A2ncer-infantil-pode-demorar-at%C3%A9-oito-anos-1.767009

design manuela roitman | programação e implementação corbata