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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 16/12/2013

OMS: 14 milhões de pessoas têm cancer no mundo

BBC – 12/12/2013


Os dados revelam um aumento acentuado em relação a 2008, quando 12,7 milhões foram registrados.

Nesse período, o número de mortes também cresceu, de 7,6 milhões para 8,2 milhões.

Segundo a OMS, a maior incidência do câncer vem sendo impulsionada por uma rápida mudança no estilo de vida dos países em desenvolvimento, que cada vez mais se assemelha ao dos países industrializados.

Também contribuíram para uma elevação do número de casos o aumento nas taxas de tabagismo e de obesidade, bem como o crescimento da expectativa de vida.

O câncer de pulmão, que é causado principalmente pelo fumo, foi o tipo de câncer mais comum no mundo, com 1,8 milhões de casos - cerca de 13% do total.

Câncer de mama

A OMS também chamou atenção para um "forte aumento" nos casos de câncer de mama. Tanto a incidência e mortalidade da doença vêm aumentado desde 2008.

Segundo a entidade, o câncer de mama já é o tipo mais comum de câncer em mulheres em 140 países.

Para David Forman, da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer da OMS, "o câncer de mama é também a principal causa de morte por câncer nos países menos desenvolvidos do mundo.

"Isto deve-se, em parte, a uma mudança no estilo de vida dessa população. Além disso, os avanços clínicos para combater essa doença não atingem as mulheres que vivem nessas regiões."

A OMS destacou ainda a "necessidade urgente" para os avanços na detecção, diagnóstico e tratamento de câncer de mama a serem implementados em países em desenvolvimento.

A entidade prevê que o número de casos de câncer vai subir para mais de 19 milhões por ano até 2025.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131212_cancer_oms_levantamento_lgb.shtml

Nova droga pode reduzir em mais da metade risco de câncer de mama

BBC – 12/12/2013

Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.

O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.

O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).

No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.

O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.

O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que "o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos".

"Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais".

Pós-menopausa

O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.

Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.

Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.

Rede pública

Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.

Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.

Considerando que a recomendação poder ser extendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.

Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, "esta é uma descoberta muito significativa e muito importante".

"A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a dorga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno", disse.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131211_anastrozol_cancer_mama_mm.shtml

Colesterol e câncer de mama

Estadão – 14/12/2013

Faz muitos anos foi detectada uma relação entre obesidade acompanhada por níveis altos de colesterol e um maior risco de desenvolver câncer de mama. Essa relação aparentemente estranha agora foi explicada. Uma molécula produzida durante a degradação do colesterol se liga aos receptores de hormônios femininos e facilita o crescimento e a propagação dos tumores.

Inicialmente, a relação entre obesidade e um aumento no risco de desenvolver câncer de mama foi atribuída a um efeito direto da obesidade e dos distúrbios nos níveis de insulina. Mais tarde foi descoberto que mulheres que estavam tomando drogas para reduzir seus níveis de colesterol, no momento em que eram diagnosticadas com câncer de mama, tinham uma sobrevida mais longa e uma maior chance de serem curadas. Mas novamente a descoberta foi explicada como um possível efeito direto das drogas que diminuem os níveis de colesterol sobre as células tumorais.

Os cientistas somente começaram a acreditar que existia um efeito direto do colesterol sobre o aparecimento de câncer de mama quando descobriram que a destruição do colesterol no fígado produzia um composto chamado 27-Hydroxycholesterol (27HC) e que esse composto se ligava diretamente aos receptores de estrógeno. Aí acendeu uma luz. Os receptores de estrógenos, quando estimulados, fazem com que as células tumorais se dividam mais rapidamente. Em mulheres jovens, o estrógeno presente no sangue faz esse papel e é por isso que um dos principais tratamentos para o câncer de mama consiste em bloquear a produção de estrógenos. É também por esse motivo que mulheres mais velhas, pós-menopausa, têm menores chances de desenvolver câncer de mama.

Os cientistas então imaginaram o que poderia estar acontecendo. Em mulheres mais velhas, sem estrógenos e com níveis altos de colesterol, a degradação do estrógeno estaria produzindo grandes quantidades de 27HC e a molécula estaria se ligando aos receptores de estrógeno e facilitando o desenvolvimento dos tumores. Mas era necessário demonstrar que isso era verdade. Agora a hipótese foi confirmada, pelo menos em camundongos.

Em um primeiro experimento, os cientistas operaram camundongos fêmeas, retirando seus ovários (o que faz com que entrem na menopausa). Aí implantaram nestes animais células tumorais. Normalmente os tumores se desenvolvem lentamente nesses animais, a não ser que eles sejam injetados com estrógeno (simulando um ovário normal). O que os cientistas observaram é que, se injetassem 27HC nos animais, os tumores cresciam mais rápido, e que esse crescimento era reduzido por drogas que impediam a ligação do 27HC aos receptores de estrógeno. O experimento demonstrou que o 27HC facilitava o desenvolvimento dos tumores.

Em um segundo experimento, os cientistas usaram uma linhagem de camundongos que desenvolve facilmente tumores de mama. Nesses camundongos, 125 dias após o nascimento metade dos animais apresentam tumores de mama. Quando os cientistas colocaram nos animais um gene capaz de reduzir a quantidade de 27HC os tumores passaram a surgir mais tarde e a crescer mais lentamente. Mas, se doses extras de 27HC eram injetadas, os tumores novamente apareciam mais cedo e se desenvolviam rapidamente.

Finalmente, usando esses mesmos tipos de camundongos, foi possível demonstrar que a presença de 27HC aumenta as chances de metástases e sua ausência diminui a velocidade com que os tumores migravam para outros tecidos.

Os resultados demonstram, em camundongos, que uma taxa alta de colesterol provoca um aumento na quantidade de 27HC no sangue e que a presença dessa molécula facilita o crescimento e a disseminação das células tumorais. Pelo menos em camundongos sabemos exatamente como taxas altas de colesterol aumentam a probabilidade do aparecimento e propagação de tumores. No caso de seres humanos, estudos ainda estão em andamento, mas já se sabe que o 27HC está aumentado em pessoas que têm colesterol alto. É muito provável que um fenômeno idêntico ao detectado nos camundongos ocorra em seres humanos.

Tudo indica que agora temos mais um motivo para controlar nosso nível de colesterol. Não somente isso diminui nossas chances de sofrer problemas no coração e no cérebro, mas também pode diminuir as chances de mulheres mais velhas desenvolverem câncer de mama.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,colesterol-e-cancer-de-mama-,1108459,0.htm

Canadá alerta sobre remédio contra câncer que causa reações na pele

G1 – 05/12/2013

Autoridades médicas do Canadá divulgaram comunicado esta semana informando que o medicamento Xeloda, usado no tratamento de câncer avançado de mama e colo, está ligado a graves reações dermatológicas.

Utilizado após a retirada do tumor, Xeloda pode provocar "graves reações na pele", advertiu o ministério canadense da Saúde.

Pacientes que tomaram o medicamento sofreram a Síndrome Stevens-Johson ou necrose epidérmica, uma doença da pele que mata as células e faz com que a epiderme e a derme se separem.

Os sintomas mais comuns são febre, coceira, ulceração na boca, dor e manchas que acabam virando bolhas, além de inchaço nos olhos.

O ministério pede aos pacientes que tomaram Xenoda que entrem "imediatamente" em contato com o médico se apresentarem qualquer destes sintomas.

O laboratório suíço Hoffman-La Roche, que produz o medicamento, informou que trabalha com as autoridades médicas do Canadá para atualizar as informações sobre o Xeloda, mas destacou que tais reações são "muito raras".

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/canada-alerta-sobre-remedio-contra-cancer-que-causa-reacoes-na-pele.html

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