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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 02/12/2013

Inca e Ministério da Saúde apresentam estimativas de câncer para 2014

Portal Inca – 27/11/2013

O Inca estima cerca de 580 mil casos novos da doença para 2014. De acordo com a publicação Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil, lançada hoje, 27, Dia Nacional de Combate ao Câncer, no Ministério da Saúde, os cânceres mais incidentes na população brasileira no próximo ano serão pele não melanoma (182 mil), próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). Ao todo estão relacionados na publicação os 19 tipos de câncer mais incidentes, sendo 14 na população masculina e 17 na feminina.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o coordenador de Prevenção e Vigilância do INCA, Claudio Noronha, apresentaram os números, que refletem os bons resultados obtidos com as ações dos programas nacionais de controle do tabagismo e do câncer do colo do útero. Observa-se no Brasil nos últimos anos tendência de queda na incidência de câncer de pulmão, em homens, e do colo do útero.

Lançada a cada dois anos, a Estimativa é a principal ferramenta de planejamento e gestão pública na área da oncologia, orientando a execução de ações de prevenção, detecção precoce e oferta de tratamento. Excetuando-se pele não melanoma, a ocorrência será de 394.450 novos casos, sendo 52% em homens e 48,% entre as mulheres.

O câncer nas regiões por gênero

Homens

Próstata - Lidera o ranking dos mais incidentes em todas as regiões do País, sem considerar os tumores de pele não melanoma. A região mais afetada é a Sul, com 91 casos a cada 100 mil habitantes, seguida por Sudeste (88 casos por 100 mil); Centro-Oeste (63 casos por 100 mil); Nordeste (47 casos por 100 mil); e Norte (30 casos por 100 mil).

Pulmão – É o segundo mais frequente no País e nas regiões Sul (34 casos para cada 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (14 casos por 100 mil). Já nas regiões Sudeste (19 por 100 mil), Nordeste (9 por 100 mil) e Norte (8 por 100 mil), ocupa a terceira posição.

Cólon e reto (intestino grosso) – É o terceiro mais incidente no País. Ocupa o segundo lugar na região Sudeste (23 casos por 100 mil) e a terceira posição na Região Sul (20 casos por 100 mil) e na região Centro-Oeste (12 casos por 100 mil). Na região Norte (4 casos por 100 mil),está na quarta posição. No Nordeste (6 por 100 mil), esse tipo de tumor ocupa o quinto lugar.

Para esse tipo de câncer, os fatores de risco estão diretamente ligados a alimentação inadequada, ao envelhecimento, histórico da doença em parentes próximos e descontrole do peso.

“Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, pode reduzir esse tipo de tumor", afirma o nutricionista do INCA Fabio Gomes.

Estômago - É o quarto colocado no País. Segundo tumor mais frequente nas regiões Norte (11 casos/100 mil) e Nordeste (10 casos/100 mil). Está em quarto lugar nas regiões Centro-Oeste (11 casos/100 mil) e Sul (16 casos/100 mil) e na quinta colocação na região Sudeste (15 casos/100 mil).

O maior fator de risco é a infecção pela bactéria H.pylori. Outros fatores que contribuem para o surgimento desse tipo de câncer é alimentação pobre em vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, defumados, com corantes e conservados em sal.

Cavidade oral – Ocupa o quinto lugar geral entre a população masculina. Nas regiões Nordeste (7 casos/100 mil) e Sudeste (15 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. Na Região Centro-Oeste (8 casos/100mil) está na quinta colocação.

Os principais fatores de risco são o fumo, o etilismo e infecções orais pelo HPV (papilomavírus humano).

Leucemias – Ocupa a quinta posição na Região Norte (4 por 100 mil). No ranking nacional, está na nona posição.

Esôfago – Figura na quinta colocação na Região Sul (16 por 100 mil).

Etilismo e beber líquidos muito quentes, como o chimarrão, são fatores de risco. No Brasil, entre os homens, ocupa a sexta colocação.

Mulheres

Mama – É tipo mais frequente nas regiões Sul (71 casos/100 mil), Sudeste (71 casos/100 mil), Centro-Oeste (51 casos/100 mil) e Nordeste (37 casos/100 mil). Na região Norte é o segundo mais incidente (21 casos/100 mil).

A idade é o principal fator de risco e, o número de casos aumenta de forma acelerada após os 50 anos. Sua ocorrência está relacionada ao processo de urbanização da sociedade, evidenciando maior risco de adoecimento nas mulheres com elevado nível socioeconômico.

Cólon e reto - Segundo mais frequente no País e nas regiões Sudeste (25 casos/100 mil) e Sul (22 casos/100 mil ). É o terceiro mais incidente nas regiões Centro-Oeste (15 casos/100 mil) e Nordeste (8 casos/100 mil). Na região Norte (5 casos/100 mil) é o quarto colocado.

Colo do útero – Ocupa o terceiro lugar geral no País. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.

No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal.

Pulmão - Quarto tipo mais comum no Brasil. É o terceiro mais frequente nas regiões Sul (21 casos/100 mil hab) e Sudeste (11 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (8 casos/100 mil) e Nordeste (6 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. No Norte (5 casos/100 mil) aparece em quinto lugar.

Estômago – É o terceiro mais incidente na Região Norte (6 por 100 mil) e o quinto no Brasil,,no Nordeste (6 por 100 mil) e no Sudeste (8 casos/100 mil)

Tireoide – É o quinto colocado na classificação nacional. Na Região Sul é o quarto colocado com 16 casos novos por 100 mil habitantes. Na região sudeste aparece na sexta posição.

Ovário – É o quinto colocado na Região Centro-Oeste com 7 casos novos por 100 mil habitantes. Na classificação nacional, aparece na oitava posição

Um pouco mais sobre a estimativa

O número de casos novos para cada tipo de câncer foi calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras (Sistema de Informação Sobre Mortalidade - SIM). As taxas de incidência foram obtidas nas 23 cidades onde existem Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP). A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma projeção de 27 milhões de novos casos de câncer para o ano de 2030 em todo o mundo, e 17 milhões de mortes pela doença. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados, entre eles o Brasil.

Válidas também para o ano de 2015, as estimativas não podem ser comparadas com anos anteriores, uma vez que não têm como referência a mesma metodologia nem as mesmas bases de dados, tendo em vista que houve melhorias tanto na quantidade, quanto na qualidade das séries históricas de incidência e mortalidade.

Expansão da assistência

O investimento do Ministério da Saúde na assistência aos pacientes com câncer foi de R$ 2,1 bilhões no ano passado, crescimento de 26% em relação a 2010. A previsão é que, até 2014, o valor alocado no fortalecimento do atendimento em oncologia chegue a R$ 4,5 bilhões.

Com o aumento dos recursos, foi possível ampliar a rede de assistência à doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 277 hospitais realizam diagnóstico e tratamento de câncer em todo o Brasil, sendo que 11 deles foram habilitados neste ano e outros seis estão em análise. Em dois anos, o número de sessões de radioterapia realizada na rede pública aumentou 17%, ultrapassando nove milhões de procedimentos em 2012.

Esse índice deverá crescer ainda mais com a compra de 80 aceleradores lineares que serão entregues a 63 municípios. Os novos aparelhos de radioterapia, cujo investimento por parte do Ministério da Saúde foi de R$ 500 milhões, resultará em uma expansão de 25% na oferta do tratamento. Também houve aumento no acesso à quimioterapia. Em 2012, o número de sessões realizadas foi 15% maior que o total dois anos atrás.

Na detecção precoce do câncer de mama, houve um aumento de 30% no número de exames preventivos realizados por mulheres que estão dentro da faixa etária prioritária (50 a 69 anos). Foram mais de 2,3 milhões de mamografias em 2012. Considerando todas as idades, o crescimento foi de 25%.

Outro avanço é a incorporação, a partir de 2011, de novos medicamentos no SUS para o tratamento de câncer, como o mesilato de imatinibe (contra leucemia), o rituximabe (linfomas) e trastuzumabe (mama). Somente neste último o investimento anual na oferta do produto é de R$ 130 milhões por ano.

No próximo ano, passam a ser disponibilizados ainda mais dois medicamento para o tratamento de cerca de cinco mil pacientes com câncer de pulmão, o erlotinibe e o gefitinibe.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2013/inca_ministerio_saude_apresentam_estimativas_cancer_2014

Apresentado nos EUA scanner que diagnostica câncer de forma mais precisa

Terra – 01/12/2013

Um scanner capaz de diagnosticar um tumor de forma mais precisa e com a metade da dose de radiação para o paciente foi apresentado neste domingo em Chicago durante a 99ª Assembleia Científica e Encontro Anual, um congresso que reúne mais de 55 mil especialistas no campo da radiologia.

O sistema, lançado pela empresa Philips, permite identificar digitalmente e com maior resolução do que os modelos analógicos a existência de anomalias no paciente quando a doença se encontra em estado pouco avançado.

"(Essa inovação) oferece o dobro de sensibilidade e é capaz de detectar e tornar visível uma lesão inicial, pequena. Vai permitir um diagnóstico de maneira mais precoce, e com segurança permitirá detectar um câncer de maneira mais rápida", explicou Leonardo Packer, responsável na América Latina pela linha de Imagem Molecular e Cuidado Oncológico da Philps.

Segundo Packer, o sistema, conhecido como PET/CT Imaging, oferece ainda a possibilidade de obter um tratamento mais efetivo do câncer, já que ao conseguir um "diagnóstico mais preciso com volume mais exato", o oncologista pode tratar "melhor" a doença.

Apesar dos avanços conseguidos pelo novo sistema, a utilização do scanner por pacientes seguirá tendo o custo atual, entre US$ 1.500 e US$ 2.000 (R$ 3,5 mil e R$ 4,6 mil), de acordo com a companhia.

Na apresentação do novo modelo, o chefe do departamento de Radiologia da Universidade Hospitals Case Medical Center de Cleveland (Ohio), Pablo R. Ros, destacou seus benefícios.

"É um método novo de medicina nuclear que passa dos canos (de raios) catodo, como os antigos rádios e televisores, a uma imagem digital que recolhe cada fotón que emitido a partir do paciente, do tumor, e que representa uma antecipação muito grande", afirmou à Agência Efe Ros, que ressaltou que a radiologia preventiva "salva vidas".

O congresso, organizado pela Sociedade de Radiologia Norte Americana (RSNA, na sigla em inglês), também prevê discursos de personalidades de diversas áreas, entre elas Condoleezza Rice, ex-secretaria de Estado dos Estados Unidos, e o pesquisador americano e pioneiro no estudo de células-tronco Irving Weissman.

http://saude.terra.com.br/apresentado-nos-eua-scanner-que-diagnostica-cancer-de-forma-mais-precisa,77505092984a2410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Brasil tem falhas no sistema de registro de casos de câncer, dizem especialistas

Agência Brasil – 30/11/2013

Especialistas defendem que o Brasil tem falhas no sistema de registro de casos de câncer e que há uma subnotificação da doença. "A gente nunca sabe quantos casos de fato surgiram em cada ano. Demora três, quatro anos para nós sabermos quantas pessoas tiveram a doença", disse a presidente da Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), a mastologista Maira Caleffi.

Segundo Cláudio Noronha, coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número demora a ser divulgado porque é um trabalho de recolhimento de dados em todos os estados, mas segundo o especialista, as expectativas de novos casos são baseadas em um estudo que considera as diferenças de registro de informações existentes nas regiões brasileiras.

O Ministério da Saúde divulgou esta semana a estimativa de novos casos de câncer que surgirão em 2014. Serão mais de 576 mil novos casos em todo o Brasil, sendo que o câncer de pele não melanoma, que é mais leve e não leva à morte, corresponderá a 31% do total. A estimativa de novos casos para o próximo ano é 11% maior que a última estimativa divulgada há dois anos.

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Anderson Silvestrini, acredita que além do natural aumento de número de casos de câncer, devido ao envelhecimento da população e à absorção de maus hábitos no estilo de vida, o número de diagnósticos também teve um aumento considerável, o que levou ao aumento da expectativa de novos casos. Mas ele acredita que ainda há falhas de registro.

Além disso, na avaliação do especialista, não há estrutura no Brasil para o tratamento dos novos casos. "Hoje o Brasil conta com centros que conseguem dar tratamento de primeiro mundo para pacientes com câncer. Mas em muitos lugares a atenção à doença ainda é precário", avaliou Silvestrini.

O Ministério da Saúde elaborou um sistema de registro de casos de câncer que deve ser usado em todo o país. A previsão inicial era que o Sistema de Informação do Câncer (Siscan), começasse a receber todos os novos registros de câncer em agosto, porém, segundo o Ministério da Saúde, as prefeituras pediram mais prazo para se estruturarem. De acordo com a pasta, o novo prazo dado para as prefeituras é janeiro de 2014.

Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2010, o país registrou 179 mil mortes em decorrência da doença. O câncer dos brônquios e do pulmão foi o tipo que mais matou (21.779), seguido do câncer do estômago (13.402), de próstata (12.778), de mama (12.853) e de cólon (8.385).

http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/11/brasil-tem-falhas-no-sistem-de-registro-de-casos-de-cancer-dizem

Câncer no estômago e no pâncreas estão entre os mais letais, diz médico

G1 – 02/12/2013

Ficar atento a pequenos sinais que o corpo emite pode ajudar a detectar possíveis tumores no estômago e no pâncreas, tipos de cânceres silenciosos e considerados dos mais letais por especiaistas, pois provocam metástase, processo em que a doença se espalha pelo organismo através da corrente sanguínea.

Nesta segunda-feira (2), o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), de 53 anos, morreu em São Paulo, após quatro anos de tratamento contra problemas decorrentes de câncer no estômago e no pâncreas (neoplasia gastrointestinal). A informação foi divulgada pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, onde Déda estava internado.

O político foi diagnosticado com a doença em 2009, quando se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um nódulo benigno no pâncreas. Em 2012, ele retomou o tratamento quimioterápico.

De acordo com o médico cirurgião do aparelho digestivo, Nelson Adami Andreollo, neoplasia gastrointestinal é o nome dado aos tumores malignos que atingem o estômago, pâncreas, fígado, vesícula e esôfago.

O especialista, que coordena o Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) disse ao G1 que os tumores no pâncreas e no estômago têm grau de letalidade maior se comparado aos demais tipos.

“No caso do câncer no estômago, de cada dez doentes que tratamos, dois ou três terão uma sobrevida de até cinco anos. Já nos casos de tumores no pâncreas, entre 10% e 20% terão sobrevida de até cinco anos”, explica Andreollo. Segundo ele, o diagnóstico é difícil, pois são doenças silenciosas e ambas provocam a metástase.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, o maior fator de risco para o desenvolvimento de tumores no estômago é infecção pela bactéria H.pylori.

Outros fatores que contribuem para o surgimento é alimentação pobre em vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, defumados, com corantes e conservados em sal.

Tumores no pâncreas podem surgir por consumo excessivo de álcool. Pessoas portadoras de diabetes também têm risco maior de desenvolver a doença.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/12/cancer-no-estomago-e-no-pancreas-estao-entre-os-mais-letais-diz-medico.html

Colesterol 'alimenta' câncer de mama, diz estudo

G1 – 29/11/2013

Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo. A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol - as chamadas estatinas - pode prevenir tumores.

O trabalho, que foi publicado na revista científica "Science", ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença. No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

Hormônios

A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero. A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

O colesterol é "quebrado" pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

"Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado", afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

"O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama."

Mais pesquisa

As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo. "Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas", diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

"Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam."

Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é 'cedo demais' para que as mulheres passem a tomar estatina. As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/11/colesterol-alimenta-cancer-de-mama-diz-estudo.html

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