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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 18/11/2013

Busca de vínculo entre câncer de mama e ambiente tem resultados surpreendentes

AFP – 11/11/2013

Uma década dedicada às pesquisas para descobrir os efeitos do meio ambiente que afetam o desenvolvimento do câncer de mama, tanto em cobaias de laboratório quanto em um grupo de jovens saudáveis, apresentou várias surpresas.

No centro da pesquisa estão 1.200 jovens americanas em idade escolar que, embora sejam saudáveis, ofereceram uma pista importante sobre as origens da doença.

Alguns fatores de risco já eram bem compreendidos, como puberdade precoce, idade de gravidez ou de menopausa tardia, terapia de reposição hormonal, ingestão de álcool ou exposição à radiação.

Também foram feitos avanços em identificar as mutações vinculadas à doença, mas estes casos constituem uma minoria.

"A maioria dos cânceres de mama, particularmente em mulheres jovens, não têm origem familiar", disse Leslie Reinlib, diretora de programas dos Institutos Nacionais de Ciências da Saúde Ambiental.

"Temos 80% que estão relacionados com o meio ambiente", afirmou Reinlib, participante do programa de pesquisas sobre câncer de mama e meio ambiente (BCERP, na sigla em inglês), que recebeu 70 milhões de dólares de financiamento do governo americano desde 2003.

Alguns de seus pesquisadores estudam o que está acontecendo na população humana, enquanto outros examinam como elementos cancerígenos, contaminantes e alimentares afetam o desenvolvimento da glândula mamária e os tumores mamários em ratos de laboratório.

Puberdade precoce

O principal foco do programa se concentra na puberdade, já que sua ocorrência precoce "é provavelmente um dos melhores elementos de previsão de câncer de mama em mulheres", disse Reinlib.

A puberdade é um momento de grande desenvolvimento do tecido mamário. As pesquisas feitas em sobreviventes da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, demonstrou que aqueles que estiveram expostos na puberdade tinham maiores chances de desenvolver câncer quando adultos.

As 1.200 jovens que participaram do estudo em cidades como Nova York, o nordeste do estado da Califórnia, Cincinnati e Ohio começaram a ser acompanhadas em 2004, quando tinham entre seis e oito anos de idade.

O objetivo era medir a exposição das jovens a substâncias químicas através de exames de sangue e urina e aprender como a exposição ao ambiente afeta a ocorrência da puberdade e o risco de câncer mais tarde na vida.

Os cientistas perceberam muito rapidamente que seu esforço em estudar as meninas antes de iniciada a puberdade não foram completamente bem sucedidos.

"À idade de oito anos, 40% já estavam na puberdade", disse Reinlib. "Esta foi uma informação surpreendente", continuou.

Outras pesquisas confirmaram que as meninas pareciam estar entrando na puberdade entre seis e oito meses antes que as jovens dos anos 1990.

Os resultados iniciais mostraram "pela primeira vez que ftalatos, bisfenol (BPA) e pesticidas foram encontrados em todas as meninas examinadas", disse Reinlib.

Os pesquisadores ficaram realmente surpresos com a persistência da exposição, mas também com dados que pareciam demonstrar que alguns plásticos químicos podem não ser tão determinantes no desenvolvimento do câncer como se temia.

"Não encontramos uma associação entre puberdade e ftalatos, que são as substâncias químicas que se desprendem de garrafas de plástico e (embalagens como o) Tupperware", afirmou Reinlib.

Outra grande descoberta foi feita ao examinar as substâncias químicas no sangue de dois grupos próximos em Ohio e Kentucky, que tinham consumido água aparentemente contaminada com resíduos industriais.

As meninas no norte do Kentucky tinham níveis de substâncias químicas no sangue - ácido perfluorooctanoico (PFOA ou C-8), encontrado na cobertura de teflon em panelas antiaderentes - três vezes superiores àquelas que consumiam água do rio Ohio, perto de Cincinnati, filtrada utilizando-se tecnologia de ponta.

"Em 2012, implantaram (a tecnologia) após conhecer nossos resultados preliminares", afirmou a pesquisadora Susan Pinney, professora da escola de Medicina da Universidade de Cincinnati. As famílias também foram notificadas pela presença destas substâncias no sangue de suas filhas.

Alimentação e câncer As substâncias químicas podem permanecer no corpo durante anos. Os cientistas ficaram desanimados ao comprovar que quanto mais tempo as jovens amamentaram seus bebês - algo que é incentivado, devido aos benefícios para a saúde das crianças -, maiores eram os níveis de PFOA encontrados em comparação com aquelas jovens que deram a mamadeira a seus filhos.

O que não foi possível estudar nas meninas foi testado em ratos de laboratório, que em um experimento foram alimentados com dietas ricas em gordura e expostos a substâncias cancerígenas para ver como os dois fatores interagiam.

Os tumores de mama se desenvolveram muito mais rápido nas cobaias que seguiram uma dieta rica em gordura, disse o cientista Richard Schwartz, do departamento de microbiologia e genética molecular da universidade estadual de Michigan.

Os ratos gordos tinham mais sangue nas glândulas mamárias, um nível de inflamação maior e apresentavam mudanças no sistema imunológico.

Os estudos de acompanhamento mostraram que o risco de desenvolver câncer se manteve elevado mesmo quando os ratos foram submetidos a uma dieta rica em gordura na puberdade, que em seguida foi substituída por uma dieta magra na idade adulta, disse o cientista à AFP.

"O dano já está feito", afirmou. "Isto significa que os humanos todos corremos riscos da mesma forma? Não sabemos ainda com certeza", prosseguiu.

Mas os resultados reforçam o conselho que se dá às pessoas de como manter uma boa saúde: evitar comida gordurosa, manter um peso normal e reduzir a exposição a substâncias químicas quando possível, afirmaram os cientistas.

O câncer de mama é o mais comum em mulheres em todo o mundo e em 2011 matou 508.000 pessoas, segundo números da Organização Mundial da Saúde.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2013/11/11/busca-de-vinculo-entre-cancer-de-mama-e-ambiente-tem-resultados-surpreendentes.htm

Exame de sangue pode identificar avanço de câncer de pele, diz estudo

BBC - 4/11/2013

Um simples teste de sangue pode ser usado para identificar quando o tumor está se espalhando em pessoas que têm câncer de pele, segundo estudo apresentado no seminário do Instituto de Pesquisa de Câncer britânico, em Liverpool.

Tim Cook, autor do estudo e oncologista consultor da Universidade de Dundee (Grã-Bretanha), explica que é um grande desafio identificar a propagação do melanoma - o tipo mais sério de câncer de pele.

Por isso, ele e seus colegas de estudo acreditam que é importante medir os níveis de um gene chamado TFP12 no DNA de pacientes.

Cook argumenta que o exame de sangue é uma forma simples e precisa para descobrir o quão avançada está a doença, além de indicar se ela começou a se espalhar.

"Isso daria a médicos e pacientes informações importantes, com muito mais antecedência do que temos no momento", afirma. "Há crescentes evidências de que os tratamentos são mais eficientes nesses estágios iniciais. Se conseguimos identificar quando o câncer começar a se espalhar, poderemos aumentar significativamente suas chances de vencer a doença."

Segundo especialistas do setor, a descoberta pode levar a diagnósticos mais rápidos e novos tratamentos.

Sob a pele

Para Charlotte Proby, dermatologista da Universidade de Dundee, "usar exames de sangue para entender nosso DNA é uma forma simples de aprender melhor o que ocorre sob a nossa pele".

"O 'ligar' e 'desligar' de alguns genes parece ter efeito sobre quando, onde e por que o melanoma se espalha", diz ela.

O próximo passo do estudo, segundo Proby, é desenvolver um mapa de "biomarcadores", que ajudem a identificar pacientes que precisam de reforço no tratamento do melanoma.

Novos tratamentos

Mais de 8 entre 10 pacientes têm sobrevivido ao melanoma por ao menos dez anos, mas especialistas dizem que há muito a ser feito em prol de pessoas cujo câncer se espalhou para outros órgãos.

Por isso, o uso de exames de sangue pode ser importante, opina Harpal Kumar, executivo-chefe da ONG Cancer Research UK. "Essa pesquisa pode resultar em diagnósticos mais rápidos e a novos tratamentos em potencial, dando a pacientes e médicos mais chances de derrotar a doença", diz.

A mesma equipe de pesquisadores identificou outro biomarcador em potencial, chamado NT5E, que parece estar ligado ao avanço de um tipo agressivo de melanoma.

Os pesquisadores dizem que essa identificação pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para a doença, sobretudo em casos em que ela se espalha a órgãos como cérebro e pulmão.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131104_exame_sangue_melanoma_pai.shtml

Mortes por câncer caem nas Américas, inclusive no Brasil, diz OPS

G1 – 05/11/2013

A mortalidade por todos os tipos de câncer está caindo em nove países das Américas, incluindo Brasil, Estados Unidos e Venezuela, informou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) nesta terça-feira (5).

As mortes pela doença se reduziram no Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, México, Nicarágua, Paraguai e Venezuela, destacou a OPS, em um comunicado sobre o relatório "Câncer nas Américas: perfis de país 2013".

Ainda assim, o câncer se mantém como a segunda causa de morte no continente - atrás das doenças cardiovasculares - com 1,3 milhão de óbitos ao ano, acrescentou a OPS, escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), com sede em Washington.

Apresentado esta semana no V Congresso Internacional de Controle de Câncer em Lima, com base em dados fornecidos à OPS por seus países-membros, o relatório descreve um panorama heterogêneo

Metade das mortes por câncer na região acontece em países da América Latina e do Caribe. Entre esses países, estão as taxas mais altas (Trinidad y Tobago, Cuba e Argentina), mas também as mais baixas (México, Nicarágua e El Salvador).

Em geral, o câncer de próstata é a modalidade que mais mata homens, e o câncer de mama, o que mais atinge as mulheres. Na América Central e na região andina, porém, o câncer de estômago é o que mais afeta ambos os sexos. Já nos EUA e no Canadá, a principal causa de morte por câncer é o de pulmão.

Devido às taxas elevadas de câncer de próstata e de pulmão, a doença costuma matar mais os homens, à exceção de El Salvador e Nicarágua, onde são numerosos os casos de câncer de colo uterino e de estômago nas mulheres, segundo a OPS.

"O alto número de mortes por câncer de mama e colo de útero na América Latina e no Caribe é muito preocupante, sobretudo, porque o câncer cérvico-uterino é amplamente passível de prevenção, e o câncer de mama pode ser detectado no estágio inicial e ser tratado de maneira bem-sucedida", disse a assessora em Prevenção e Controle de Câncer da OPS/OMS, Silvana Luciani, citada no documento.

O informe da OPS revela ainda deficiências na atenção pública da doença, à exceção de Canadá e EUA.

Menos de um terço dos países cumpre os padrões internacionais mínimos de equipamentos de radioterapia e, na grande maioria, o acesso aos medicamentos, revelou o estudo.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/11/mortes-por-cancer-caem-nas-americas-inclusive-no-brasil-diz-ops.html

Lei que obriga plano de saúde a cobrir remédios contra câncer é sancionada

G1 – 14/11/2013

Foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (14) a sanção da presidente Dilma Rousseff para a lei que obriga planos e seguros privados de assistência à saúde a cobrirem os custos de medicamentos orais para tratamento domiciliar contra o câncer. Segundo o texto, a lei entra em vigor em 180 dias.

A medida já havia sido anunciada em forma de resolução normativa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, em seguida, foi aprovada no Congresso.

Conforme lista da ANS, os planos de saúde terão de assegurar aos seus clientes 37 medicamentos orais que são usados para 54 indicações de tratamento contra a doença.

No Congresso, o projeto, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), teve apoio de senadores tanto do governo quando da oposição e foi aprovado em votação simbólica. Na votação da Câmara, em agosto, recebeu algumas modificações, entre elas, a que autoriza o fracionamento por ciclo dos medicamentos, de acordo com prescrição médica.

Além disso, os deputados determinaram que os planos de saúde fornecerão os medicamentos por meio de rede própria ou credenciada diretamente ao paciente ou ao seu representante legal.

De acordo com a senadora Ana Amélia, mesmo que a resolução da ANS já trate do mesmo assunto, "é importante que a medida seja protegida por lei". "Hoje é o dia mais importante do meu mandato porque está sendo concluído um processo que diz respeito milhões de pacientes que lutam contra o câncer", disse a senadora.

Segundo Ana Amélia, atualmente cerca de 40% dos tratamentos oncológicos empregam medicamentos de uso domiciliar em substituição ao regime de internação hospitalar ou ambulatorial.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que "agora, esses medicamentos deixam de ser uma possibilidade e passam a ser um direito" dos brasileiros.

Resolução

Conforme a resolução da ANS, os remédios que terão de ser assegurados aos clientes das operadoras de saúde servem para 54 indicações de tratamentos contra a doença – o remédio Vinorelbina. por exemplo, é indicado para o tratamento do câncer de mama e de pulmão.

Quem já recebe o remédio ou tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderá escolher em continuar com o governo ou optar a ser coberto pelo plano.

No dia em que a resolução foi anunciada, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que reúne 31 operadoras de planos de saúde, afirmou, por meio de nota, que a medida anunciada pelo ministério e pela ANS provoca "impactos financeiros representativos, que não podem ser medidos previamente, mas apenas com o acompanhamento da execução dos novos procedimentos, principalmente em relação a medidas mais abrangentes, como a inclusão de medicamentos orais contra o câncer para uso em domicílio".

De acordo com a federação, com a incorporação de novas coberturas aos planos de saúde, a previsão é de "crescimento das despesas assistenciais das operadoras de saúde, e os recursos que mantêm os planos vêm das mensalidades pagas pelos beneficiários".

"A inflação médica no Brasil, incrementada pela ampliação das coberturas do Rol, aumenta a distância entre os custos assistenciais das operadoras de saúde e a inflação geral de preços, que serve de referência para o orçamento de famílias e empresas", disse a nota.

Na ocasião, o presidente da ANS negou impacto no preço dos planos individuais, familiares e coletivos. Durante entrevista, André Longo afirmou que, historicamente, mudanças na lista de procedimentos e eventos não geram impactos significativos na recomposição dos preços das operadoras de saúde.

"O maior reajuste foi de 1,1%, em 2010. As empresas têm um poder de barganha em relação às operadoras. Não deve ter um reajuste abusivo. Não acreditamos que seja expressivo, muito menos abusivo", comentou.

A cada dois anos, a ANS faz uma revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A última alteração foi em 2012.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/11/lei-que-obriga-plano-de-saude-cobrir-remedios-contra-cancer-e-sancionada.html

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