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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/11/2013

Jovem de 15 anos cria teste que detecta três tipos de câncer em cinco minutos

Terra – 22/10/2013

Aqueles que acreditam que os jovens não têm condições de ensinar nada aos mais velhos vão se surpreender com o norte-americano Jack Andraka, 15 anos, responsável pela invenção de um detector de câncer. O sensor, que é feito de papel, identifica três tipo de câncer (de pâncreas, ovário e pulmão).

Primeiramente, Andraka se debruçou sobre o câncer pancreático. O motivo? Um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. "Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia", afirmou o jovem, durante a sua apresentação na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel.

O método, que lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio da Intel, descobre o câncer de pâncreas de forma até 168 vezes mais rápida que os aparelhos usados atualmente. Além disso, fornece resultados 90% mais precisos, 400 vezes mais sensíveis e 26 mil vezes mais baratos do que os métodos atuais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de cinco minutos.

A canadense Ann Makosinski, 15 anos, criou um novo tipo de lanterna que usa o calor da mão do usuário - em vez de pilhas ou baterias - para funcionar. A estudante é finalista do Google Science Fair com sua ideia. Ela afirma que precisa apenas de 5 graus de diferença de temperatura para criar a energia necessária para acender a lâmpada LED.

O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

Seu prêmio de US$ 75 mil será usado para as pesquisas. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor e colocá-lo no mercado em dez anos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/jovem-de-15-anos-cria-teste-que-detecta-tres-tipos-de-cancer-em-cinco-minutos,7c26d4d9ddbd1410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Pesquisadores conseguem rastrear o câncer de pulmão ainda na fase inicial

Jornal Hoje – G1 – 29/10/2013

Pela primeira na América Latina, pesquisadores brasileiros conseguem rastrear o câncer de pulmão ainda na fase inicial. O exame é uma tomografia de baixa dosagem e está sendo testado em pacientes do Sistema Único de Saúde, em um hospital em São Paulo.

A descoberta veio depois de um exame rápido, indolor e que dispensa injeção. Foi esse o procedimento que salvou a vida do consultor de vendas Rubens Redondo.

O nódulo era pequeno, foi diagnosticado em setembro e retirado um mês depois. Ele lembra o que o médico disse antes do exame. “Ele falou para mim o seguinte: ‘o senhor entrou doente e vai sair curado’. Eu fiquei muito feliz com as palavras dele e fui confiante para a cirurgia. Hoje estou aqui muito feliz, esperando ajudar outras pessoas”.

Rubens é um dos 300 pacientes que participam de uma pesquisa inédita no Brasil. Os pacientes têm entre 55 e 74 anos, fumam ou fumaram pelo menos um maço por dia. Eles são considerados de alto risco.

Detectar o câncer logo no inicio é o que vai determinar a cura. Normalmente o câncer de pulmão só é descoberto quando o paciente já apresenta sintomas como tosse com sangue, dor, perda rápida de peso.

“A chance de cura na doença inicial é superior a 80%, 90%. Se o câncer é encontrado na fase avançada, tratamento, reduzida, menor que 30%, 20%. Câncer avançado com metástase e disseminado a chance progressivamente menor”, explica Ricardo Sales dos Santos, médico e coordenador da pesquisa.

O exame é feito em uma máquina de tomografia normal. A diferença é a intensidade de radiação, que é de quatro a sete vezes menor que a convencional. Isso permite que o paciente faça quantos exames forem necessários com segurança.

A pesquisa quer provar aqui no Brasil o que já foi confirmado nos Estados Unidos, que uso de topografia de baixa dosagem é muito eficiente para detectar o câncer de pulmão na fase inicial. No futuro, esse tipo de exame pode ser comum, assim como a mamografia é para detectar o câncer de mama logo no início.

“Nós estamos aplicando esses protocolos, que já existem em outros países, na nossa população e, funcionando da mesma forma, essa informação será passada ao Ministério da Saúde. Essa tomografia dever ser avaliada e a conduta deve ser tomada”, diz o pesquisador.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/10/pesquisadores-conseguem-rastrear-o-cancer-de-pulmao-ainda-na-fase-inicial.html

USP identifica gene responsável por expansão do câncer no corpo humano

G1 – 30/10/2013

Pesquisadores do Centro de Terapia Celular da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP) identificaram um dos genes responsáveis pela ativação das células responsáveis pela metástase - processo em que o câncer se espalha pelo organismo através da corrente sanguínea. Conhecido como hotair, o gene desencadeia um mecanismo que transforma as células cancerígenas em mesenquimais - com a capacidade de sair do local de origem e se alojar em outros órgãos. Com a descoberta, recentemente publicada em revistas científicas como a americana Stem Cells, os pesquisadores acreditam na possibilidade de inibir, no futuro, a ação dos genes e manter o câncer localizado, o que facilitaria a cura da doença.

Segundo o professor de genética e pesquisador Wilson Araújo Silva Júnior, foram três anos de pesquisa para identificar quais genes poderiam estar envolvidos com a evolução de tumores. A relação do hotair com o câncer já era conhecida, mas sua função de expansão ficou evidente no estudo. "Conseguimos uma informação importante, que é mostrar que o hotair é um dos genes que está envolvido na ativação da metástase. Já é de conhecimento que a metástase é um estágio da evolução do tumor que torna mais difícil o controle do câncer. Já sabíamos que o hotair é um gene que está muito ativo em tecidos metastáticos. O que não sabíamos era que ele é um dos genes que estava ativando a metástase", explica.

Silva Júnior afirma que o hotair, por ser um gene que produz proteína, tem a capacidade de regular a expressão de outros genes. Assim, sabe-se que outros genes regulados por ele também são responsáveis pela ativação do processo de metástase. "O hotair é um componente importante para ativar a metástase, pois é um gene de RNA. O que ele faz é regular a ativação de outros genes, estes sim envolvidos com a metástase", diz.

O próximo passo do estudo, de acordo com o pesquisador, é identificar quais seriam os genes controlados pelo hotair que também estão envolvidos na ativação da metástase. O objetivo é que no futuro seja possível encontrar uma maneira de inibir a ação desses genes, de forma que o câncer mantenha-se localizado em uma só área.

"Essa descoberta não é a cura para o câncer, mas é um elemento que, com outros, pode servir de ferramenta para que empresas farmacêuticas desenvolvam drogas para controlar o tumor. Controlando a ação desse gene, automaticamente controla-se a ação dos genes que ele regula. Aí você tem, em tese, o controle do espalhamento do tumor. Isso já é um grande avanço. Ao controlar a metástase, você mantém o tumor localizado", conclui.

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/10/usp-identifica-gene-responsavel-por-expansao-do-cancer-no-corpo-humano.html

Cientistas desenvolvem exame para 7 tipos de câncer de mama

BBC – 30/10/2013

Cientistas britânicos afirmam que um novo exame que identifica sete tipos de câncer de mama poderá estar disponível dentro de dois anos.

Atualmente, em exames para detectar câncer de mama, apenas dois marcadores biológicos são procurados.

Mas, em 2012, pesquisadores revelaram que o câncer de mama pode ser de dez tipos diferentes, dependendo da genética da paciente.

Esses tipos só podem ser identificados a partir de um exame genético detalhado, que custa caro e não é prático para a maioria das pacientes.

Agora, a equipe da Universidade de Nottingham desenvolveu um método que avalia dez proteínas importantes que identificam sete tipos diferentes da doença.

Em artigo na revista especializada British Journal of Cancer, os pesquisadores afirmaram que a descoberta vai ajudar os médicos a personalizar os tratamentos e aumentar as taxas de sobrevivência das pacientes, que variam de acordo com o tipo de câncer.

Andy Green, que liderou a pesquisa na Universidade de Nottingham, afirmou que, com o aumento nas opções de tratamento para câncer de mama, a decisão quanto à escolha do tratamento mais adequado está ficando cada vez mais complexa.

"Melhorias no tratamento e no resultado para pacientes com câncer de mama vão envolver a melhoria nas metas de terapias apropriadas para os pacientes. (Mas) deve ser igualmente importante a melhora em estratégias paralelas para evitar tratamentos desnecessários ou impróprios e os efeitos colaterais", disse.

'Assinatura'

No estudo, os cientistas procuraram pela "assinatura" de cada tipo de câncer em 1.073 amostras de tumores, recolhidas em um banco de tecidos.

Eles descobriram que 93% dessas amostras se encaixavam bem em um dos sete tipos, enquanto as 7% restantes foram mais difíceis de se encaixar em uma categoria.

Outros exames das amostras revelaram que os sete tipos são definidos por combinações e níveis diferentes de dez proteínas encontradas em células do câncer de mama.

Elas incluem duas proteínas que já são identificadas rotineiramente em células de câncer de mama - o receptor de estrogênio (ER) e HER2, além de outras que não são testadas atualmente, como a p53, HER3, HER4a e a citoqueratina.

Apesar do otimismo dos pesquisadores, Emma Smith, do departamento de informação científica da ONG britânica Cancer Research UK, afirma que são necessárias mais pesquisas nessa área.

"A pesquisa e as novas tecnologias estão começando a nos dar uma ideia do que está por vir nesta área. Mas não está claro se esta série de marcadores dará aos médicos mais informações úteis do que os exames que já são feitos", disse.

"Vamos precisar de resultados de outros estudos ou testes clínicos para afirmar com certeza se essa abordagem pode ser boa para identificar tratamentos diferentes e melhorar a sobrevivência para as mulheres com a doença."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131030_exames_cancer_mama_fn.shtml

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