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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/10/2013

Diabetes aumenta risco de desenvolver câncer de mama e cólon

Veja – 30/09/2013

Uma nova pesquisa realizada por cientistas holandeses mostra que o diabetes está ligado a um risco maior de desenvolver câncer de mama e de cólon, além de aumentar o risco de morte relacionado a esses dois tumores. A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu de Câncer de 2013 realizado em Amsterdã, Holanda, neste domingo.

Segundo os pesquisadores, estudos anteriores já haviam detectado uma associação entre diabetes e a morte por câncer, mas não haviam sido capazes de distinguir tipos específicos de tumor. "Nosso estudo é o primeiro a combinar a incidência e mortalidade por câncer de mama e de cólon, excluindo todas as outras causas de morte", diz Kirstin De Bruijn, pesquisadora do Centro Médico da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, e autora do estudo.

Para chegar a seu resultado, os pesquisadores analisaram os dados de vinte pesquisas realizadas entre 2007 e 2012, envolvendo mais de 1,9 milhão de pacientes com câncer de mama ou de cólon, com e sem diabetes.

Os cientistas descobriram que os pacientes com diabetes tiveram um risco 23% maior de desenvolver câncer de mama, e um risco 38% maior de morrer da doença em comparação com pacientes não diabéticos. Além disso, os pacientes diabéticos apresentaram um risco 26% maior de desenvolver câncer de cólon, e um aumento de 30% no risco de morte em relação à doença. "Os pacientes com câncer que são obesos e diabéticos são um grupo mais vulnerável já no momento da cirurgia, pois eles têm um risco maior de desenvolver complicações durante e após o procedimento", afirma De Bruijn.

Segundo a pesquisadora, o número de pacientes obesos que desenvolvem diabetes não para de aumentar em todo o mundo — o que aumenta ainda mais a importância de conscientizar os pacientes sobre os malefícios dessa doença. "Nossa meta-análise fornece uma evidência forte para a associação entre o diabetes e o risco de desenvolver e morrer câncer de mama ou de cólon. Devemos tornar as pessoas mais conscientes deste problema e esperamos que as campanhas de prevenção voltada a pacientes obesos e diabéticos passem a destacar esse risco."

"É extremamente importante que as campanhas de prevenção sobre obesidade e diabetes sejam intensificadas e que também incidam sobre crianças, para impedi-las de se tornar obesas e desenvolver esses cânceres mais tarde na vida", diz a pesquisadora.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/diabetes-aumenta-risco-de-desenvolver-cancer-de-mama-e-colon

Câncer de mama avançado: uma questão social

Veja – 26/09/2013

Quando o assunto é câncer de mama os números nacionais mostram um cenário preocupante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o tumor mais comum entre mulheres e o mais letal na faixa dos 35 aos 54 anos. Por ano, são registradas 13.000 mortes relacionadas à doença. O índice de mortalidade é um dos maiores do mundo. Segundo levantamento da pesquisadora Nahila Justo, diretora da consultoria Optum Insight, a cada dez mulheres diagnosticadas no Brasil, quatro vão morrer vítimas da doença.

Na Europa, o índice é de duas mortes para cada dez pacientes. O número elevado está relacionado ao diagnóstico tardio e à dificuldade de acesso a novas terapias, específicas para quadros de câncer avançado em diferentes estágios (metastático ou localizado). Um cenário que demanda urgência na criação de políticas e campanhas voltadas para pacientes com câncer de mama avançado (CMA), cujos desafios são bastante específicos.

O diagnóstico de câncer de mama é sempre difícil, mas as pacientes em fases avançadas da doença precisam lidar com um desafio adicional: mudar o foco de luta pela cura para controle e estabilização. Além disso, muitas encaram o avanço do câncer como um fracasso pessoal e acabam se isolando. Uma pesquisa global encabeçada pela Novartis Oncologia, cujos resultados foram revelados em junho deste ano, ajuda-nos a entender um pouco mais as perspectivas dessas mulheres.

A pesquisa "Count Us, Know Us, Join Us" (Conte-nos, Conheça-nos, Junte-se a Nós, em português) reuniu associações de pacientes de 12 países e contou com o apoio do Instituto Oncoguia e de outras instituições brasileiras, para dar voz a 1.273 mulheres com CMA. Os números reforçam o que percebemos no dia a dia do instituto: afastamento social, falta de informação e questões econômicas estão no topo da lista de problemas enfrentados pelas pacientes.

No Brasil, 49% das participantes da pesquisa 'Count Us' disseram sentir que ninguém entende o que estão enfrentando, 80% se queixaram da falta de informações sobre a doença em fases avançadas e 92% tiveram que adaptar seus gastos por conta do diagnóstico. A principal angústia das brasileiras, no entanto, é o preconceito relacionado às fases avançadas do câncer. Elas precisam adaptar-se às limitações impostas pela doença, mas não querem ser vistas como doentes terminais e acabam se afastando do convívio social.

Entre as entrevistadas no estudo, 66% pararam de trabalhar em determinado ponto, 61% afirmaram sentir menos vontade de participar de certas atividades e 60% tiveram seus hobbies prejudicados. Contudo, vale destacar que com tratamentos modernos, suporte multiprofissional e apoio dos familiares e amigos é possível proporcionar mais qualidade de vida para as pacientes com CMA. O primeiro passo é mudar a mentalidade de que o diagnóstico de câncer metastático é uma sentença de morte.

(Luciana Holtz é presidente do Instituto Oncoguia, formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e especialista em oncologia e bioética. Em 2003, criou o Portal Oncoguia, que passou a ser referência por fornecer conteúdo de qualidade sobre câncer. O projeto deu origem ao Instituto Oncoguia, fundado em 2009, uma organização sem fins lucrativos que defende os interesses dos pacientes com câncer e atua como fonte segura de informações para a população. Com Estadão Conteúdo)

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cancer-de-mama-avancado-uma-questao-social

Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

Bem Estar – 11/09/2013

A agência americana Food and Drug Administration (FDA), que regula medicamentos e alimentos nos EUA, emitiu um comentário favorável sobre uma nova droga contra o câncer de mama produzida pela farmacêutica suíça Roche. Se aprovado, o remédio Perjeta (cujo princípio ativo é o anticorpo pertuzumabe) pode se tornar em breve a primeira opção para tratar a doença ainda em estágio inicial, antes da cirurgia para remoção do tumor, destacou a agência Associated Press (AP) nesta quarta-feira (11).

Segundo os cientistas da FDA, que publicaram um parecer na internet, as mulheres analisadas que receberam o Perjeta como tratamento inicial para o câncer de mama se mostraram mais propensas a estar livres da doença no momento da operação, em relação às voluntárias que receberam combinações de drogas mais antigas, como o Herceptin, também da Roche.

Embora os resultados venham de testes ainda em estágio intermediário, os cientistas da FDA recomendaram que seu processo de aprovação seja acelerado. Isso porque o produto se enquadra na categoria de medicamento inovador indicado para tratar doenças com risco de vida – como câncer, HIV e outras enfermidades letais.

O Perjeta foi aprovado pela primeira vez há cerca de seis meses para tratar pacientes com um subtipo de câncer de mama que tenha sofrido metástase, ou seja, se espalhado para outras partes do corpo. Agora, a empresa de biotecnologia Genentech – comprada pela Roche em 2009 e responsável por desenvolver o medicamento – espera que a droga seja aprovada para uso em fases mais precoces do câncer, logo após o diagnóstico.

Atualmente, o uso de remédios contra o câncer antes da cirurgia ainda é experimental, mas muitos médicos acreditam que isso ajude a encolher os nódulos, tornando-os mais fáceis de remover. No caso de um câncer de mama, esse processo poderia permitir que as mulheres mantivessem seus seios, em vez de tê-los totalmente retirados.

Painel e decisão final

Nesta quinta-feira (12), a FDA vai pedir a criação de um painel independente de especialistas em câncer para avaliar se os benefícios do Perjeta superam seus riscos no tratamento em estágio inicial. O grupo deverá analisar um estudo com 417 mulheres feito pela Genentech e ver se o medicamento é capaz de aumentar a sobrevida das pacientes.

No dia 31 de outubro, a FDA então tomará sua decisão, que não será obrigatoriamente a mesma dos painel, mas muitas vezes segue essa linha, como visto em outros casos. Se a agência aprovar o Perjeta, outros laboratórios poderão estudar drogas contra o câncer para uso em fase inicial.

A FDA reforça, porém, que as pesquisas da Genentech ainda são preliminares e deverão ser confirmadas em trabalhos futuros. Também deverão ser avaliados fatores como reincidência do câncer e sobrevida final das mulheres.

Em 2011, a agência retirou do mercado o Avastin, outra droga da Genentech contra o câncer de mama. Isso porque as promessas do medicamento não se confirmaram em pesquisas posteriores, e a FDA concluiu que o remédio não ajudava as mulheres a viver mais tempo, e seus benefícios não compensavam os perigosos efeitos colaterais. Hoje, o Avastin continua aprovado para tratar câncer colorretal e outros tipos de tumores.

Câncer de mama no mundo

O câncer de mama é o tipo mais comum e letal entre o sexo feminino no mundo, com cerca de 1 milhão de novos casos por ano. Nos EUA, essa é a segunda forma mais letal de câncer entre as mulheres (atrás apenas do de pulmão), e deve matar mais de 39 mil pacientes este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) do país.

No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de mortes de mulheres por tumor. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Em 2012, foram registrados 52,6 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).

A sobrevida média das pacientes após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Se detectada precocemente, a doença pode ser tratada e as chances de sobrevivência são grandes.

Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública. No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos estimados em 2012.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/09/droga-para-cancer-de-mama-pode-se-tornar-1-ser-usada-antes-de-cirurgia.html

Tinta de tatuagem pode causar câncer, dizem cientistas

Terra – 23/09/2013

Toxinas da tinta de tatuagem poderiam ser absorvidas pelo corpo e causar câncer, de acordo com cientistas do Reino Unido. Eles acreditam que nanopartículas do produto podem entrar na corrente sanguínea e se acumular no baço e nos rins, prejudicando a capacidade do corpo de filtrar impurezas. Os dados são do jornal Daily Mail.

Um estudo realizado por Jorgen Serup, professor de dermatologia do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, encontrou produtos químicos cancerígenos em 13 de 21 tintas usadas comumente na Europa. O professor quer aprofundar a investigação sobre os perigos potenciais para alertar as pessoas.

O departamento de Saúde Pública da Inglaterra publicou que, nas cores vermelhas, pode-se encontrar mercúrio e, nas verdes e azuis, cobalto. Os especialistas querem regulamentação dos corantes utilizados pela indústria.

Vale lembrar que há dois anos a americana Food and Drug Administration encontrou substâncias potencialmente perigosas nas tintas, incluindo metais, que são conhecidos cancerígenos. Um composto químico comumente usado para fazer tinta de tatuagem preta, chamado benzo(a)pireno, também é classificado como um potente cancerígeno, já que que causa câncer de pele em animais de laboratório.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/tinta-de-tatuagem-pode-causar-cancer-dizem-cientistas,cbfa0f3993b41410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

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