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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/07/2013

Choques elétricos viram terapia contra o câncer na Alemanha

Terra – 25/06/2013

A intervenção não parece muito extraordinária: com uma agulha milimétrica, o médico perfura o corpo do paciente. Uma tela ao lado do cirurgião mostra o caminho a ser percorrido. No monitor, com a ajuda de um aparelho de raio-X, é possível ver com clareza a agulha e movimentá-la com segurança até seu destino – que poderia ser, por exemplo, um tumor no fígado.

Nas mãos dos cirurgiões, a fina agulha funciona como um aquecedor de imersão: ela é aquecida por alguns instantes quando toca o tumor e as células cancerosas morrem.

Esse processo, no entanto, tem desvantagens, explica Christian Stroszczynski, diretor do Instituto de Radiologia do Hospital Universitário de Regensburg. "Às vezes, pode haver complicações, especialmente se o tumor estiver perto de vasos sanguíneos ou órgãos como o estômago." Nesse caso, o calor atinge não só as células doentes, mas também células vizinhas saudáveis, causando um efeito colateral indesejado.

Alta tensão em vez de calor

Os médicos apostam agora em um novo método, conhecido como eletroporação irreversível. A intervenção também é feita com a ajuda de agulhas finas, mas, em vez de calor, pequenos choques de alta tensão são enviados às células. "Até seis agulhas são colocadas diretamente nas células cancerosas que recebem o choque elétrico", diz Stroszczynski. "Com isso, as células com câncer se rompem e, depois, são eliminadas pelo organismo."

Como as células cancerosas têm alta concentração de água, elas respondem aos choques elétricos bem mais rápido que as células saudáveis. Isso aumenta a expectativa de que o tratamento atinja os tumores de forma menos agressiva.

Christian Stroszczynski testou o novo método em 35 pacientes com câncer de fígado – esse órgão pode ser facilmente alcançado pelas finas agulhas. "Os resultados iniciais mostram que o método foi um sucesso, bem aceito pelo corpo e de baixo risco." Estudos em outras clínicas também mostraram resultados promissores.

Sem resultados a longo prazo

Inicialmente, o método está sendo testado apenas em poucos centros alemães de pesquisa, principalmente no tratamento de tumores hepáticos que não podem ser operados. No futuro, caso a eletroporação irreversível comprove sua eficácia, ela poderá também ser utilizada em outros órgãos, como próstata e pâncreas.

Ainda não se sabe se o tratamento com choque elétrico elimina o câncer definitivamente, ou se a doença pode voltar depois de algum tempo. Especialistas ainda não têm a resposta. "Por enquanto, nós estamos otimistas", diz Stroszczynski, "mas temos que esperar mais alguns anos para fazer uma comparação aprofundada com outras terapias."

Em relação ao método que utiliza o calor, a desvantagem do choque elétrico é que, para evitar que ele cause danos aos pacientes com arritmia cardíaca, o procedimento precisa ser realizado sob anestesia geral.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/choques-eletricos-viram-terapia-contra-o-cancer-na-alemanha,267bb4d07187f310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Vinagre pode ajudar a detectar câncer de colo do útero, diz estudo

Terra – 03/06/2013

A detecção do câncer de colo do útero por meio do uso de vinagre (ácido acético) é uma técnica simples e barata que pode salvar milhares de mulheres em países mais pobres, segundo um grande estudo clínico feito com 150 mil pacientes na Índia ao longo de 15 anos.

Os resultados foram apresentados no domingo (2) nos Estados Unidos, durante a conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês).

A pesquisa foi conduzida com indianas entre 35 e 64 anos de idade, examinadas a cada dois anos. Segundo os autores, os testes indicaram uma redução de 31% na taxa de mortalidade provocada pelo câncer de colo do útero graças ao exame.

Esse método de identificação de câncer é chamado de detecção visual e consiste no uso de vinagre, gaze e uma lâmpada incandescente. Também exige formação básica para enfermeiros ou profissionais de saúde.

No exame, o profissional esfrega vinagre no colo do útero da mulher, o que faz com que os tumores pré-cancerígenos fiquem brancos. Os resultados são apresentados um minuto depois, quando a luz da lâmpada é utilizada para inspecionar visualmente a região.

Além da enorme redução de custos, o diagnóstico instantâneo é uma grande vantagem para pacientes de áreas rurais que precisam viajar horas para receber atendimento médico.

Mortes a serem evitadas

Os pesquisadores estimam que esse simples teste poderia ser capaz de salvar anualmente 22 mil vidas na Índia e 73 mil em outros países em desenvolvimento, onde o câncer de colo do útero é uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres.

Nesses países, há pouco ou nenhum acesso ao papanicolau, procedimento mais usado no mundo para detecção da doença, ao visualizar mudanças das células do colo do útero que podem se tornar cancerígenas.

"Esperamos que os resultados desse estudo tenham um efeito importante na redução do número de casos de câncer de colo do útero na Índia e no mundo", disse o principal autor do trabalho, Surendra Srinivas Shastri, médico e professor de oncologia preventiva do hospital Tata Memorial de Mumbai.

De acordo com Shastri, o exame desenvolvido por sua equipe "permite reduzir a mortalidade e pode ser facilmente colocado em prática em larga escala na Índia e nos demais países em desenvolvimento".

As 150 mil mulheres recrutadas para a pesquisa não tinham antecedentes da doença. Metade delas foi submetida a um exame a cada dois anos com vinagre e a outra metade não fez nenhum teste, situação mais comum na Índia.

A incidência de câncer de colo do útero foi similar nos dois grupos: 26,5 por 100 mil casos nas mulheres submetidas aos testes de detecção e 26,7 por 100 mil nas outras.

O câncer de colo do útero, para o qual existe prevenção, é responsável por 275 mil mortes por ano no mundo, sendo 80% dos casos registrados nos países em desenvolvimento.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/06/vinagre-pode-ajudar-detectar-cancer-de-colo-do-utero-diz-estudo.html

Células-tronco descobertas na pele podem ajudar na prevenção do câncer

Terra - 27/06/2013

Até hoje os cientistas não concordavam sobre como se dá a constante regeneração da pele, mas uma nova pesquisa da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, pode ter encontrado a resposta. A teoria defendida pelos engenheiros e biólogos, que trabalharam em parceira com a empresa Procter & Gamble, é que a pele tem células-tronco instaladas em sua camada mais baixa que ficam "adormecidas" até que, por algum motivo, sejam convocadas a acordar e iniciar a multiplicação, fato que pode justificar a constante renovação do maior órgão do corpo humano.

O resultado foi obtido depois que as três teorias mais difundidas sobre a regeneração da pele foram testadas durante três anos em um modelo computadorizado que simula a biologia das camadas da pele humana. Duas delas falharam e apenas a aplicação de uma teoria chegou ao fim deste período com resultados satisfatórios.

"A teoria que parece melhor se encaixar é que a pele tem uma população de células-tronco adormecidas, estabelecidas na última camada da pele, mas que não estão constantemente se dividindo. E, quando a pele for danificada ou então quando o número das células maduras em bom estado forem diminuindo, estas células são 'acordadas' para, através da multiplicações, formarem inúmeras novas células. Este mecanismo explicaria o motivo da pele estar em constante regeneração apesar de qualquer condição adversa", explica o Dr. Xinshan Li, responsável pela pesquisa.

O estudo observou ainda que o corpo perde estas células adormecidas gradualmente ao longo do tempo, o que justificaria a redução da habilidade de regeneração com o avanço da idade. "Toda vez que acordamos estas células, para cicatrizar uma ferida ou substituir células mortas, algumas delas não voltam a "dormir" novamente, o que reduz a população destas células-tronco. Isso explicaria porque peles de pessoas mais velhas têm cicatrização mais lenta e, em parte, explica também porque a pele muda com o passar do tempo. Assim, conhecendo estes mecanismos melhor, podemos encontrar formas de combater os efeitos no envelhecimento na pele", afirma o estudioso.

O modelo computadorizado da pele é a maior evolução da ciência para o estudo deste órgão e, ao contrário dos métodos tridimensionais e da coleta de pele humana convencional, que permitem o estudo apenas por semanas ou meses, este novo método faz com que os efeitos na pele sejam observados e acelerados, simulando o passar de anos e até de décadas. Este fator é de especial importância para estudos que ajudem na prevenção e no tratamento do câncer de pele.

Foi observado também que os efeitos dos raios UV ao longo dos anos ou ferimentos crônicos podem fazer com que estas células-tronco que estão adormecidas abriguem algum tipo de mutação e, quando elas se multiplicarem, poderão dar origem a um tumor. "As células-tronco podem guardar mutações por muitos anos sem nenhum efeito para o corpo, mas desde que não se multipliquem", explica o responsável pelo estudo.

"Estudar este fenômeno pode possibilitar maneiras de prevenir a multiplicação das células com mutação e reduzir as chances de desenvolver câncer de pele", complementa Dr. Xinshan Li. Outras partes do corpo, como os revestimentos do pulmão e do intestino e mesmo a córnea, também se regeneram como a pele, por isso, os pesquisadores já começaram a estudar se o fenômeno das células-tronco também se aplica a estes órgãos.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/celulas-tronco-descobertas-na-pele-podem-ajudar-na-prevencao-do-cancer,f661d4943278f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Ingerir peixe duas vezes por semana reduz risco de câncer de mama

Terra – 29/06/2013

Um estudo feito na China descobriu que os ácidos graxos encontrados nos peixes ajudam a evitar o câncer de mama. Os resultados mostraram que a ingestão de peixes oleosos como salmão, atum e sardinha, duas vezes por semana, pode diminuir o risco da doença em até 5%. Para a pesquisa, especialistas analisaram os resultados de 26 estudos dos Estados Unidos, Europa e Ásia, envolvendo mais de 800 mil participantes e mais de 20 mil casos de câncer mamário.

O câncer de mama representa 23% do total de casos da doença e foi responsável por 14% das mortes por câncer em 2008. Pesquisas sugerem que dieta saudável combinada ao estilo de vida é fundamental para as mulheres se manterem longe do problema. As substâncias encontradas nos peixes ajudam a regular a atividade dos vasos sanguíneos e sistema imunológico.

http://saude.terra.com.br/dietas/ingerir-peixe-duas-vezes-por-semana-reduz-risco-de-cancer-de-mama,275693897bf8f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.htm

 

 

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