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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 03/06/2013

 

‘Sexo oral causou meu câncer’, diz Michael Douglas em entrevista a jornal

Extra – 02/06/2013

Uma revelação bombástica foi feita neste domingo por uma estrela de Hollywood. Em entrevista ao jornal ‘The Guardian’, o ator Michael Douglas, diagnosticado com câncer na garganta em agosto de 2010, disse que seu tumor foi causado por meio de sexo oral. A afirmação aconteceu quando perguntaram ao astro se ele estava arrependido por ter fumado e bebido durante anos.

Direto, Michael Douglas respondeu: “Não. Porque, sem querer ser muito específico, este tipo específico de câncer é causado pelo HPV, que na verdade vem do sexo oral”.

E o marido de Catherine Zeta Jones continuou: “Eu achei que o estresse causado pela prisão do meu filho teria motivado o aparecimento do meu câncer. Mas, sim, esta é uma doença sexualmente transmissível, que causa câncer E se você tem isso, sexo oral é... também o melhor remédio para isso”, brincou o astro, referindo-se ao filho mais velho, Cameron, que em 2010 foi condenado por posse de drogas.

A estrela do cinema americano descobriu a doença após meses de desconforto oral. Após ir a vários especialistas, o ator foi diagnosticado com o 4º estágio da doença (que vai até o nível 5), sendo submetido a oito semanas intensivas de quimioterapia. Como se recusou a usar um tubo de alimentação, Michael Douglas chegou a perder 20kg devido a uma dieta só de líquidos. O ator está livre da doença há dois anos, apesar de fazer exames a cada seis meses.

Caso Angelina Jolie

No início do mês, outra estrela de Hollywood fez uma revelação surpreendente em relação ao câncer. A atriz Angelina Jolie afirmou, em artigo publicado no “The New York Times”, que fez uma uma cirurgia para retirada dos seios. A atriz, de 37 anos, temia sofrer de câncer de mama devido a uma mutação genética.

Segundo os médicos, ela tinha 87% de risco de câncer de mama e 50% de ter um câncer no ovário, doença que matou a mãe da atriz. Angelina passou por cirurgias ao longo de três meses e concluiu tudo em abril. Poucos dias após a revelação, uma tia da atriz morreu em decorrência da doença.

http://extra.globo.com/famosos/sexo-oral-causou-meu-cancer-diz-michael-douglas-em-entrevista-jornal-8567425.html

Estudos mostram avanços no tratamento de tipo de câncer de pele

G1 – 01/06/2013

A medicina deu mais um passo nesta semana na luta contra o melanoma, um câncer de pele particularmente agressivo, mostraram os resultados de diversos estudos clínicos revelados neste sábado (1º) na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em Chicago, nos Estados Unidos.

"Novos tratamentos mais precisos e imunoterapias que agem no sistema imunológico mostraram-se estratégias eficazes contra a progressão de tipos de câncer avançados e resistentes às terapias convencionais", explicou Gregory Masters, oncologista do centro de câncer Helen Graham, em Newark, durante a apresentação de diversos testes clínicos focados principalmente no melanoma.

Entre os estudos, um teste clínico de fase 2 -- o segundo estágio na avaliação de um novo fármaco -- com 245 pacientes acometidos por um melanoma com metástase mostrou que os anticorpos ipilumumabe -- vendidos sob o nome de Yervoy pelo laboratório Bristol-Myers Squibb --, combinados ao Leukine da empresa Genzyme, que estimula o sistema imunológico, reduziram em 35% o risco de morte em comparação com os pacientes que não tomavam o Yervoy.

Assim, mais de dois terços dos participantes tratados com a combinação Yervoy-Leukine estavam vivos um ano após o tratamento, contra metade do grupo de controle.

O Yervoy, um novo tratamento contra o melanoma avançado lançado em 2010, ativa uma proteína (CTLA-4) que aumenta a atividade dos linfócitos T, células-chave do sistema imunológico.

Medicina impotente face ao melanoma

"Este teste clínico se soma aos ótimos resultados e avanços observados contra o melanoma nos últimos dois anos", ressaltou a médica Lynn Schuchter, porta-voz da ASCO e especialista em melanoma.

Outro estudo clínico de fase 1 -- o primeiro passo na pesquisa de um remédio novo no homem -- com 107 pacientes cujo melanoma avançado não reagia ao tratamento padrão mostrou que o nivolumabe, um anticorpo estimulante do sistema imunológico desenvolvido pelo laboratório americano Bristol-Myers Squibb, permitiu uma redução de 30% do tumor em 31% dos pacientes.

Até agora, as imunoterapias permitiam reduzir os tumores apenas de 5 a 10%.

As possibilidades de sobreviver até dois anos são estimadas em 43% dos casos, indicaram os pesquisadores ao apresentar o teste clínico.

Este estudo preliminar não permite comparação direta com outros tratamentos, mas "os resultados são importantes, considerando uma expectativa de vida média que excede a obtida pela maior parte das terapias contra o melanoma vendidas atualmente", destacaram os pesquisadores.

"Acredito que o nivolumabe representa um verdadeiro avanço para os pacientes que sofrem com um melanoma em estado de metástase e provavelmente para outras doenças", disse o médico Mario Szol, professor de oncologia da faculdade de medicina da prestigiada Universidade de Yale, em Connecticut, que dirigiu o estudo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer de pele é responsável por 66 mil mortes por ano em todo o mundo, 80% das quais causadas por melanomas. A cada ano que passa, a incidência deste mal aumenta. Mais da metade dos pacientes têm menos de 59 anos.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/06/estudos-mostram-avancos-no-tratamento-de-tipo-de-cancer-de-pele.html

Remédio eleva sobrevida em câncer de pulmão avançado, diz estudo

G1 – 03/06/2013

Um novo medicamento pode ajudar pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado a viverem mais, além de contribuir no tratamento de outros tipos de tumor, informaram pesquisadores nesta segunda-feira (3), durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago.

Se os resultados iniciais forem confirmados em um estudo de Fase III ainda em andamento, esse será o primeiro tratamento desenvolvido na última década que pode melhorar as perspectivas de pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado. O estudo de Fase II examinou 252 pacientes com adenocarcinoma de pulmão em estágio IV.

Os pacientes que receberam o medicamento Ganetespib, do laboratório Synta, tiveram uma média de sobrevivência de 9,8 meses, em comparação com os 7,4 meses registrados nos indivíduos que passaram pelo tratamento padrão.

O medicamento bloqueia um tipo de proteína chamada "chaperona molecular" ou Hsp90, que ajuda as proteínas recém-formadas a assumir a forma necessária para sua função biológica específica.

Pelo fato de muitas proteínas que levam ao crescimento do câncer de pulmão precisarem dessa Hsp90 para agir, o bloqueio dela pode desativar, ao mesmo tempo, muitas proteínas que promovem o crescimento do câncer.

Medicamentos anteriores com Hsp90 não obtiveram sucesso em testes porque não eram significativamente efetivos na extensão da vida e causaram intoxicação do fígado. Esse é, portanto, o primeiro teste clínico aleatório de um inibidor de segunda geração, e é a primeira vez que esse tipo de droga se mostra segura e efetiva.

Os pesquisadores acreditam que o novo remédio também pode funcionar em pacientes que desenvolvem mutações que os tornam resistentes aos medicamentos tradicionais, porque a droga também inibe a função das proteínas mutantes.

"Esse é o primeiro estudo aleatório que demonstra benefícios terapêuticos com um inibidor de proteína de choque térmico em pacientes com câncer", afirmou o principal autor do estudo, Suresh Ramalingam, professor de oncologia da Universidade Emory, em Atlanta, na Geórgia.

"Esperamos que o estudo de Fase III confirme nossas descobertas, já que pacientes com essa forma e estágio de câncer de pulmão precisam urgentemente de tratamentos mais efetivos", disse Ramalingam.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/remedio-eleva-sobrevida-em-cancer-de-pulmao-avancado-diz-estudo.html

 

ANS vai obrigar planos de saúde a oferecer remédios orais contra câncer

G1 – 28/05/2013

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta terça-feira (28) que os planos de saúde passarão a ser obrigados, a partir de janeiro de 2014, a oferecer 36 medicamentos orais usados em casa para tratamento de câncer.

Atualmente, os planos só são obrigados a conceder o tratamento em ambulatórios. Com a nova decisão, os pacientes passarão a ter acesso em casa a medicamentos que têm 54 indicações contra vários tipos de câncer, de acordo com o Ministério da Saúde, entre eles de próstata, mama, colorretal, leucemia, linfoma, pulmão, rim, estômago e pele, além de uma nova técnica de radioterapia.

A proposta ainda passará por consulta pública, que será aberta entre 7 de junho e 7 de julho na página da agência na internet. A ANS espera receber contribuições da sociedade e não descartou a possibilidade de, após consulta, haver ampliação dos procedimentos. O diretor-presidente da agência, André Longo, disse que a consulta pública não alterará a decisão sobre os medicamentos contra o câncer.

“Do ponto de vista técnico e jurídico, há uma definição na agência apontando para a incorporação [dos medicamentos orais contra o câncer]. Nós, a agência, não mudará de posição. Vamos conduzir esse processo. O que podemos fazer com a consulta pública é talvez até acrescentar uma medicação desde que haja convencimento”, afirmou em entrevista à imprensa nesta manhã.

Cada plano de saúde deverá definir a forma como distribuirá a medicação, segundo o Ministério da Saúde. Entre as possibilidades, estão a distribuição direta, a definição de convênios com farmácias privadas e o reembolso aos pacientes.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 97% dos tratamentos de quimioterapia são feito atualmente no âmbito do SUS. “Os pacientes que precisavam desses medicamentos orais de uso domiciliar acabavam recorrendo ao SUS ou através de medidas judiciais acabavam tendo esses medicamentos oferecidos pelo seus planos de saúde”, disse.

Atualização de procedimentos mínimos

A cada dois anos, a ANS atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – procedimentos mínimos a serem cobertos obrigatoriamente pelos planos. Na atualização feita neste ano, a agência incluiu 44 procedimentos médicos e odontológicos, entre medicamentos, exames, cirurgias e terapias – além dos 36 novos medicamentos para o câncer.

Há ainda previsão de ampliação de 30 outros procedimentos que já estavam no rol e que serão ampliados, como consulta com nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

O ministro disse que os medicamentos orais atendem a uma mudança no “padrão tecnológico” do tratamento contra o câncer. As 36 drogas foram escolhidas após debate “amplo e detalhado” entre ANS, ministério, operadoras de planos e entidades representantes de médicos, pacientes e prestadores de serviço.

“Estamos absolutamente convencidos que não é correto um plano que oferece esse tratamento ambulatorial não oferecer esses medicamentos em casa”, disse.

O novo rol de procedimentos vale para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da lei 9.656/98 - que regulamentou a atuação dessas operadoras - e para aqueles que se adaptaram à lei.

O diretor-presidente da ANS lembra que, em caso de planos não regulamentados, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que vale aquilo que está previsto no contrato. “Nos contratos omissos, porém, vale o que está na lei. Então é preciso analisar cada caso dos contratos antigos para que se possa definir a abrangência desse novo rol de procedimentos”, afirmou André Longo.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/ans-vai-obrigar-planos-de-saude-oferecer-remedios-orais-contra-cancer.html

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