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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 02/05/2013

 

Estudo sugere usar bactéria em tratamento do câncer de pâncreas

Bem Estar – 22/04/2013

Um tratamento experimental que usa a bactéria Listeria para infectar células de câncer no pâncreas e transportar substâncias que matem o tumor demonstrou ser promissora em pesquisas com animais de laboratório, afirmaram cientistas dos EUA nesta segunda-feira (22).

Embora ainda desconheçam se o método pode funcionar em seres humanos, cientistas da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova York, contaram ter ficado entusiasmados com sua habilidade para deter a metástase ou disseminação do câncer.

"Neste ponto, podemos dizer que temos um tratamento que é muito eficiente em reduzir a metástase em camundongos", afirmou a co-autora sênior Claudia Gravekamp, professora associada de microbiologia e imunologia na instituição.

A técnica experimental, descrita no periódico da Academia Americana de Ciências, a revista "PNAS", funciona usando uma forma enfraquecida de listeria, que em estado natural pode provocar doenças transmitidas por alimentos.

Segundo o estudo, 90% das cobaias com câncer de pâncreas tratadas com a nova técnica não demonstraram evidências de disseminação do câncer após três semanas. Os cientistas suspenderam o experimento após 21 dias porque é quando o grupo de controle de camundongos, que tinham câncer de pâncreas mas não foram tratados, começaram a morrer.

Metástase

O câncer de pâncreas tende a se espalhar rapidamente pelo corpo e é particularmente letal, pois costuma ser descoberto somente quando já avançou para além do órgão. Pacientes sem tratamento costumam morrer no prazo de três a seis meses e a taxa de sobrevivência de cinco anos é de apenas 4%.

Cientistas inseriram rádio-isótopos, comumente usados no tratamento de câncer, na bactéria. Em seguida, a bactéria radioativa infectou as células cancerígenas, mas não as células normais.

O tratamento interrompeu a disseminação do câncer na maior parte dos casos e aparentemente não tem efeitos nos ratos, porém mais estudos são necessários para ver se é possível prolongar o tempo de sobrevivência. "Com melhorias adicionais, nossa abordagem tem o potencial de iniciar uma nova era no tratamento do câncer de pâncreas metastático", disse Gravekamp. A equipe é a primeira a testar o conceito em um modelo animal.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/estudo-sugere-usar-bacteria-em-tratamento-do-cancer-de-pancreas.html

 

Câncer de estômago tem 90% de cura se tiver diagnóstico precoce

G1 – 17/04/2013

Cientistas brasileiros alertam: o câncer de estômago tem quase 100% de cura quando descoberto na fase inicial. Mas a doença é silenciosa.

Ela é difícil de descobrir porque os sintomas são confundidos com problemas comuns, como azia e náusea. As pessoas acham que é uma dor de estômago comum, tomam algum remédio e não vão ao medico.

Um estudo feito pelo hospital A.C. Camargo, em São Paulo, com pacientes tratados no local, concluiu que menos de 30% dos casos são detectados na fase inicial. Mas os médicos pesquisadores afirmam que se o diagnóstico for precoce, praticamente todos os casos podem ser curados. Quanto mais cedo melhor.

Maria Celeste Braga tem 73 anos e é dona de casa. Margarida Amaral está com 57 e é analista de sistemas. A história das duas se cruzou no hospital, onde foram operadas. “Saiu o resultado: câncer de estômago. Eu não acreditava”, conta Margarida.

Elas demoraram para descobrir a doença. “Tinha dias que eu comia uma coisinha de nada e aquilo ia estufando que eu me sentia uma mulher grávida de sete para oito meses, enorme”, conta Celeste.

“Eu descobri que comendo menos eu me sentia bem, só que eu fui emagrecendo”, diz Margarida.

O tratamento começou pela quimioterapia e depois a cirurgia. “O problema saiu todo na retirada de um tanto de estômago”, conta Celeste.

No caso de Margarida, a doença se espalhou. “Tiraram sete órgãos”, lembra Margarida.

O câncer de estômago começa silencioso, mas ainda na fase inicial, os pacientes se queixam de azia, queimação, má-digestão e náusea. Muita gente acaba tomando remédios que aliviam os sintomas e escondem o problema.

Um estudo mostra que apenas três de cada 10 pacientes descobrem a doença cedo, antes de aparecerem os sinais de estágio mais avançado, como dor, anemia e emagrecimento.

Os médicos responsáveis pelo estudo fizeram uma palestra no Hospital A.C. Camargo - referência no tratamento de câncer - para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Um dos principais fatores de risco é a contaminação pela bactéria Helicobacter Pillori, presente na água e em alimentos contaminados. Ela pode causar gastrite que, em casos extremos, evolui para um tumor se não for tratada.

“Precisa de uma pré-disposição genética do indivíduo para a bactéria se ligue ao estômago e cause câncer de estômago. Então nem todo mundo, a maioria das pessoas que têm a bactéria não vai chegar a ter câncer”, explica o cirurgião Felipe Coimbra.

A soma dos fatores de risco é que aumenta a possibilidade de desenvolver o câncer de estômago. Entre eles, histórico familiar e uma alimentação com excesso de sal, gordura e alimentos defumados ou com conservantes.

É importante ouvir o que o corpo fala. Ignorar os sintomas, se automedicar e demorar a fazer os exames necessários podem atrasar o diagnóstico. Os índices de cura e controle da doença variam de acordo com o momento que ela é descoberta.

“Quando a gente fala, por exemplo, um câncer de estômago em uma fase inicial a gente sabe que a cura pode ser superior a 90%, como demonstrou o nosso estudo”, afirma Coimbra.

Só que os médicos nunca falam em cura antes de cinco anos. Celeste e Margarida estão nesse caminho. “Estou 95%. Falta os 5%, que é o termino dos 5 anos”, conta Margarida. Mas o pior já foi. “Passou, é coisa do passado”, afirma Celeste.

Os médicos recomendam trocar uma alimentação industrializada por alimentos naturas ricos em vitamina A e C como, por exemplo, os alimentos cítricos, que têm vitamina C, e os alimentos de cor laranja como cenoura, mamão e abóbora, que têm vitamina A.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/04/cancer-de-esofago-tem-90-de-cura-se-tiver-diagnostico-precoce.html

 

Cigarro causa mais câncer em mulheres, diz estudo

BBC – 01/05/2013

Os pesquisadores, da Universidade de Tromso, analisaram os registros médicos de 600 mil pacientes e concluíram que a incidência da doença é duas vezes maior entre mulheres que fumam.

O estudo foi divulgado na publicação especializada Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention.

Ele mostra que as mulheres fumantes têm 19% mais risco de desenvolver esse tipo de câncer que as não fumantes, enquanto entre os homens o cigarro aumenta esse risco em 9%.

Durante o período analisado, cerca de 4 mil pacientes tiveram câncer no intestino.

O risco de desenvolver a doença mostrou-se especialmente alto entre mulheres que começaram a fumar aos 16 anos ou mais jovens e aquelas que fumaram durante décadas.

Segundo os cientistas noruegueses, esse é o primeiro estudo a mostrar que até mulheres que fumam menos que homens têm um risco maior de desenvolver câncer no intestino grosso - um indicativo de que elas seriam mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do cigarro.

Mas eles fizeram a ressalva de que a pesquisa não conseguiu levar em conta outros fatores que poderiam afetar a incidência da doença, como o consumo de álcool e a dieta dos pacientes.

Doenças cardíacas

Especialistas também já haviam mostrado que mulheres fumantes têm mais chances de sofrer um ataque cardíaco que homens fumantes, mas não sabiam muito bem o motivo dessa diferença.

Outra pesquisa recente, publicada por uma equipe da Universidade do Oeste da Austrália na revista médica Journal of Clinical Endrocrinologyand Metabolism, apresenta uma possível explicação para isso.

De acordo com ela, adolescentes expostas ao fumo passivo apresentariam baixos níveis do colesterol "bom" (HDL), que ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas.

Já entre meninos, o fumo passivo não teria o mesmo impacto negativo - ou seja, os níveis de colesterol "bom" não seriam afetados pela exposição à fumaça de cigarro.

O estudo analisou mais de mil adolescentes na região de Perth, na Austrália.

"Levando em conta que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo ocidental, essa é uma preocupação importante", afirmou Chi Le-Ha, que coordenou a pesquisa.

De acordo com um terceiro estudo, que acompanhou a trajetória de mais de um milhão de mulheres, aquelas que abandonaram o cigarro aos 30 anos evitaram quase completamente o risco de uma morte prematura devido a doenças relacionadas ao fumo.

"Já se sabe que fumar causa pelo menos 14 tipos diferentes de câncer", diz Sara Williams, da organização britânica Cancer Research UK.

"Para homens e mulheres, as provas são incontestáveis: não fumantes têm menos chances de desenvolver câncer, problemas cardíacos, deficiências pulmonares e muitas outras doenças graves."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130501_fumo_mulheres_pesquisa_fn.shtml

 

Envelhecimento expõe América Latina ao risco de câncer, diz estudo

G1 – 26/04/2013

O envelhecimento da população latino-americana, que tende a aumentar nos próximos anos, deve provocar também um grande crescimento no número de mortes pelo câncer. A conclusão é de um estudo feito por um grupo por mais de 70 especialistas no tratamento da doença na região, cujos resultados foram publicados pela revista médica “Lancet Oncology” e apresentados em uma conferência em São Paulo nesta sexta-feira (26).

Segundo estimativas usadas pelo estudo, a região deve ter mais de 100 milhões de pessoas acima de 60 anos já em 2020. Em 2030, os especialistas acreditam que o câncer vá matar cerca de 1 milhão de latino-americanos por ano.

”As pessoas estão vivendo até a idade onde o câncer vai acontecer”, resumiu Carlos Barrios, professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), um dos autores do estudo.

A incidência de câncer na América Latina (163 casos para cada 100 mil pessoas) ainda não é tão grande quanto em regiões mais desenvolvidas, como a União Europeia (264 casos para cada 100 mil pessoas) ou os Estados Unidos (300 casos para cada 100 mil pessoas).

No entanto, a taxa de mortalidade pela doença é mais alta na América Latina, o que é o maior motivo de preocupação dos especialistas do Grupo Cooperativo de Oncologia da América Latina (Lacog, na sigla em inglês). Na América Latina, 59% dos pacientes com câncer morrem, número que cai para 43% na União Europeia e para 35% nos EUA.

Assim, a região precisa se adaptar ao envelhecimento da população e reduzir o número de mortes pelo câncer para evitar que a doença se torne um problema ainda mais grave para a sociedade.

“Essa é uma epidemia particular, porque o câncer leva muito tempo para se desenvolver”, lembrou Barrios. “O que nós estamos tentando fazer aqui é chamar a atenção para alguma coisa que vai acontecer daqui a dez, quinze ou vinte anos de muito sério”, argumentou.

Causas

O combate ao câncer em longo prazo passa, principalmente, pela prevenção da doença em suas diferentes formas. As principais causas de câncer na América Latina mostram uma região dividida internamente. De um lado, o envelhecimento, a obesidade e o sedentarismo são responsáveis pelo aumento do número de casos. De outro, a fumaça liberada pelo uso de lenha na cozinha e no aquecimento ainda é um causador importante de câncer, assim como a bactéria H. pylori, prevalente em locais onde os alimentos não são devidamente refrigerados.

De toda forma, os principais alvos dos médicos são velhos conhecidos e também fazem parte da sociedade moderna: o álcool e, principalmente, o tabaco. Agentes infecciosos como vírus do papiloma humano (HPV) e o vírus da hepatite B também estão entre os fatores de risco registrados pelo estudo.

A disparidade do investimento feito no combate e no tratamento do câncer é clara. Para cada paciente latino-americano que recebe um novo diagnóstico de câncer, existe um gasto médio de apenas US$ 7,92. Nos EUA, o investimento no mesmo paciente seria de US$ 460.

Diagnósticos

Ainda que a América Latina jamais chegue aos números dos Estados Unidos, que têm de longe o maior gasto do mundo no setor, é preciso aplicar os recursos com inteligência. Segundo os especialistas do Lacog, a prioridade deve ser o investimento em novos diagnósticos de câncer.

“O câncer é muito mais mortal nesta região que nos Estados Unidos ou na Europa Ocidental. Achamos que a principal causa para isso é que os pacientes apresentam câncer em estado avançado. Então, na verdade, já é tarde demais para curar ou fazer intervenções”, apontou Paul Goss, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA, que liderou o trabalho.

Para isso, a região precisa resolver um problema em relação ao número de especialistas – e à sua distribuição. O Peru é um caso emblemático. Para cada 100 mil habitantes, existe apenas 0,67 médico treinado para tratar um paciente com câncer; nos EUA, esse número é de 3,75 médicos para cada 100 mil pacientes. Além disso, 85% dos oncologistas peruanos estão concentrados na capital Lima, e 20 dos 25 departamentos do país não contam com nenhum especialista na doença.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/envelhecimento-expoe-america-latina-ao-risco-de-cancer-diz-estudo.html

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