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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/04/2013

Índia nega patente a farmacêutica e garante genérico contra câncer

Terra – 01/04/2013

A Suprema Corte da Índia rejeitou o pedido da empresa farmacêutica Novartis para patentear uma versão atualizada do seu remédio Glivec, usado no tratamento de câncer. Na prática, a decisão significa que os fabricantes de genéricos poderão continuar a vender a sua versão, bem mais barata, do medicamento na Índia, um dos mercados de farmacêuticos que mais cresce no mundo.

O Glivec é usado contra a leucemia crônica mieloide e o tratamento mensal custa cerca de US$ 2.600 (cerca de R$ 5.200). Já o tratamento com o genérico custa na Índia US$ 175 (R$ 350). Segundo a Justiça do país, a nova versão do Glivec tinha diferenças muito pequenas em relação à anterior. A Novartis, com base na Suíça, diz que a decisão "desencoraja futuramente a inovação na Índia". "A decisão é um passo atrás para os pacientes. Irá dificultar a evolução dos medicamentos para doenças sem opção de tratamentos efetivos", diz Ranjit Shahani, vice-presidente da Novartis Índia.

Havia temores de que a eventual concessão da patente pudesse ter impacto negativo no tratamento de doentes de câncer em países pobres. A Associação de Auxílio aos Pacientes com Câncer comemorou a decisão. O advogado Anand Grover, que representa a associação, disse que estava "em êxtase com a decisão". Segundo ele, o tratamento aos mais pobres estará garantido por mais um tempo.

Batalha longa

A Novartis entrou com o pedido da patente em 2006, argumentando que a nova versão era mais fácil de ser absorvida. As autoridades indianas rejeitaram o pedido com base em uma lei que impede farmacêuticas de conseguir renovar patentes fazendo apenas pequenas mudanças na fórmulas dos medicamentos. A Novartis entrou com um apelo contra a decisão três anos depois, que foi novamente rejeitado, e, após um novo apelo, o caso foi parar na instância máxima de Justiça no país.

Segundo a agência de notícias AFP, a Suprema Corte considerou que a versão atualizada do Glivec "não passou no teste de novidade e criatividade". A obtenção de patentes garante às farmacêuticas 20 anos de vendas exclusivas. Depois deste período, outras empresas podem fazer cópias baratas do medicamento. Estima-se que vários medicamentos - que geram vendas anuais de até US$ 150 bilhões - terão suas patentes expiradas em 2015.

A indústria de genéricos na Índia será uma das mais beneficiadas quando isto ocorrer, mas há temores de que a concessão de patentes para versões atualizadas poderá prejudicar não somente a distribuição de remédios baratos para os mais pobres, como também os produtores de genéricos na Índia.

Pratibha Singh, advogado da Cipla, fabricante indiana de genéricos, diz que a decisão abre precedente que irá prevenir companhias farmacêuticas de obter nas patentes na Índia a partir de versões atualizadas de medicamentos.

http://saude.terra.com.br/india-nega-patente-a-farmaceutica-e-garante-generico-contra-cancer,632cadee541cd310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

 

Fumar logo após acordar aumenta o risco de câncer

Veja – 01/04/2013

Quanto mais cedo uma pessoa consome o seu primeiro cigarro do dia, maior o risco de ela desenvolver câncer de pulmão ou de boca, concluiu um estudo feito na Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, indivíduos que fumam imediatamente após acordar têm níveis mais elevados de uma substância produzida pelo organismo com a exposição a um composto cancerígeno do cigarro. No entanto, esses níveis podem ser menores caso o fumante consuma o seu cigarro meia hora depois do habitual. O estudo foi publicado na última edição do periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Os autores dessa pesquisa analisaram os dados de 1.945 fumantes e mediram os níveis de uma substância chamada NNAL no sangue de cada um. O NNAL é produzido pelo organismo de uma pessoa quando ele entra em contato e processa um determinado composto cancerígeno do cigarro, o NNK. De acordo com os pesquisadores, estudos anteriores já demonstraram, em modelos animais, que o NNK induz tumores no pulmão e orais. Assim, os níveis de NNAL no sangue podem prever o risco desses tipos de câncer.

A pesquisa dividiu os participantes entre aqueles que fumavam o seu primeiro cigarro até cinco minutos depois de acordar (32%); entre seis e 30 minutos depois de acordar (31%); de 30 minutos a uma hora (18%); e uma hora ou mais após acordar.

“Nós descobrimos que os níveis de NNAL foram maiores entre as pessoas que fumavam até cinco minutos depois de acordar, independentemente da frequência com que consumiam cigarro no resto do dia”, disse Steven Branstetter, coordenador do estudo. “Acreditamos que esses fumantes inalem a fumaça do cigarro de maneira mais profunda e completa logo após acordarem, o que poderia explicar o nível mais elevado de NNAL. Com isso, eles apresentam uma chance maior de câncer de pulmão ou de boca. Consequentemente, a hora em que uma pessoa consome o seu cigarro pode ser um importante fator de identificação de fumantes que correm um maior risco de apresentar esses cânceres.”

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/fumar-logo-apos-acordar-aumenta-o-risco-de-cancer

Megavarredura em DNA revela 74 novos marcadores ligados a câncer

Bem Estar – G1 – 28/03/2013

A maior varredura já feita no genoma humano para identificar variações no DNA que possam estar ligadas a diferentes tipos de câncer localizou 74 alterações genéticas, segundo 13 artigos publicados em cinco diferentes periódicos científicos nesta quarta-feira (27) - "Nature Genetics", "Nature Communications", "PLOS Genetics", "The American Journal of Human Genetics" e "Human Molecular Genetics".

Os resultados praticamente dobram o número de alterações genéticas conhecidas associadas aos cânceres de mama, ovário e próstata. Os três cânceres relacionados com hormônios são diagnosticados anualmente em mais de 2,5 milhões de pessoas e matam um em cada três pacientes, reportou a revista científica "Nature" em comunicado.

Equipes de cientistas de mais de cem institutos de pesquisas de Europa, Ásia, Austrália e Estados Unidos informaram que o trabalho deverá, no futuro, ajudar os médicos a calcular o risco individual de se desenvolver câncer muito antes do surgimento de qualquer sintoma.

Pessoas com mutações de alta suscetibilidade poderiam ser aconselhadas a evitar estilos de vida que poderiam aumentar ainda mais o risco de virem a desenvolver a doença, se submeter a exames regulares e receber medicamentos ou até mesmo se submeter a cirurgias preventivas.

"Nós examinamos 200 mil áreas do genoma em 250 mil indivíduos. Não há outro estudo sobre o câncer deste tamanho", declarou à agência AFP Per Hall, coordenador do Estudo Colaborativo Oncológico Genético-ambiental (COGS). Os estudos compararam os códigos genéticos de mais de 100 mil pacientes com cânceres de mama, ovário e próstata aos DNAs de um número igual de indivíduos saudáveis. A maioria das pessoas pesquisadas tinha origem europeia.

O funcionamento do DNA passa por quatro compostos químicos, denominados A (adenina), C (citosina), T (timina) e G (guanina), unidos em diferentes combinações ao longo de sua dupla hélice. Os cientistas observaram que as combinações de A, C, T e G de indivíduos com câncer diferiam das de pessoas saudáveis.

SNP

A pesquisa toda gira em torno de buscar diferenças nessas combinações de letras que podem estar ligadas ao surgimento de um tipo de câncer. A variação em uma letra é denominada poliformismo de nucleotídeo único (ou SNP, na sigla em inglês). No caso do câncer de mama, os cientistas encontraram 49 SNPs associados, "o que é mais que o dobro do número encontrado anteriormente", anunciou o sueco Instituto Karolinska, que participou do gigantesco estudo.

"No caso do câncer de próstata, os pesquisadores descobriram outros 26 desvios, o que significa que um total de 78 SNPs podem estar ligados à doença", acrescentou. No câncer de ovário, oito novos SNPs foram encontrados. Alguns desses SNPs têm associação com diferentes tipos de tumor.

Todo mundo apresenta alterações no DNA, mas se estas mutações são perigosas ou não depende de onde está o "erro" no código genético. Além disso, ser portador de uma mutação não significa necessariamente que a pessoa vai desenvolver câncer, uma doença que pode ter múltiplas causas.

Os cientistas afirmaram que mais estudos são necessários para permitir traduzir esses indícios genéticos em testes para prever o risco de câncer. Um objetivo mais distante é usar este conhecimento para desenvolver tratamentos mais eficazes. "Uma vez que há muitos outros fatores que influem no risco destes cânceres (sobretudo fatores associados ao estilo de vida), exames futuros precisam levar em consideração mais fatores de risco do que apenas os genes", acrescentou Hall.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/03/megavarredura-em-dna-revela-74-novos-marcadores-ligados-cancer.html

 

Número de pessoas que sobrevivem ao câncer deve aumentar 31% até 2022, diz estudo americano

Veja – 27/03/2013

A Sociedade Americana de Pesquisa sobre o Câncer (The American Association for Cancer Research, AACR) divulgou nesta quarta-feira o segundo Relatório Anual de Sobrevivência ao Câncer nos Estados Unidos. O documento, publicado no periódico científico da AACR, Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, prevê um aumento de 31% na sobrevivência ao câncer nos Estados Unidos até 2022: de 13,7 milhões de sobreviventes em janeiro de 2012 para 18 milhões dez anos mais tarde.

O relatório utiliza dados governamentais do programa Surveillance, Epidemiology and End Results, que recolhe informações sobre câncer na população dos Estados Unidos, e de projeções para o censo populacional do país.

Além do aumento estimado no número de sobreviventes ao câncer, o documento mostra que a sobrevivência não é uniforme para todos os tipos de câncer. Atualmente, mulheres com câncer de mama representam 22% dos sobreviventes, enquanto homens com câncer de próstata correspondem a 20%. Pacientes com câncer de pulmão, o segundo tipo mais comum da doença, representam apenas 3% dos sobreviventes.

"Pacientes com câncer de próstata apresentam quase 100% de taxa de sobrevivência em cinco anos. O câncer de mama teve um aumento expressivo, de 75% em 1975 para quase 89% em 2012. Mas nós precisamos de ferramentas de diagnóstico e tratamentos melhores para o câncer de pulmão", afirma Julia Rowland, diretora do Departamento de Sobrevivência ao Câncer do Instituto Nacional do Câncer, parte do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos.

Desafios – De acordo com Julia, o aumento do número de pessoas que sobrevivem ao câncer representará um novo desafio para a saúde pública. Pacientes diagnosticados com câncer terão chances maiores de apresentar outras doenças concomitantes que precisarão ser tratadas. Ela também estima que 16% dos pacientes já terão desenvolvido um tumor anteriormente. "Garantir que esses pacientes tenham vidas longas, saudáveis e produtivas será um desafio para todos nós", afirma.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/numero-de-pessoas-que-sobrevivem-ao-cancer-deve-aumentar-31-ate-2022-diz-estudo-americano

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