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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 15/03/2013

Exame de sangue vai monitorar eficácia de tratamento do câncer

Terra – 15/03/2013

Um time da Universidade de Cambridge trabalha no desenvolvimento de um teste para verificar se o tratamento para combater o câncer está sendo ou não eficiente. Até agora, tumores são monitorados por meio de ressonâncias, mas a ideia é que em apenas três anos isso seja feito de maneira mais simples.

Segundo informações publicadas pelo jornal Daily Mail, comprovar ou não a eficácia do tratamento permitirá aos médicos buscar alternativas, diminuindo inclusive os desconfortos associados a tratamentos como a quimioterapia.

Dados sobre o teste foram divulgados pelo New England Journal of Medicine que relata que pesquisas preliminares foram feitas com 30 mulheres, diagnosticadas com câncer de mama em estágio avançado. As pacientes tiveram amostras de sangue colhidas e os cientistas avaliaram três características, incluindo DNA de tumores, identificados em 29 voluntárias nas quais mudanças na doença foram vistas por meio de outros exames.

"O principal objetivo do teste de sangue é ver se o paciente está respondendo ao tratamento e mudar para uma terapia alternativa, caso a resposta seja negativa. Esperamos que isso signifique maiores taxas de sobrevivência entre os pacientes", explicou Sarah-Jane Dason, da Universidade.

"O estudo destaca a importância do potencial da medicina personalizada contra o câncer. Fragmentos de DNA são lançados por células cancerígenas quando elas morrem, e isso significa que podem ser identificadas em exames de sangue. Os níveis de DNA de tumores nos diz como a doença está respondendo ao tratamento", disse Carlos Caldas, professor que liderou a pesquisa.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/exame-de-sangue-vai-monitorar-eficacia-de-tratamento-do-cancer,7af12ca380a6d310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Mortes por câncer no estado de SP caem 9% em dez anos, diz secretaria

Bem Estar – G1 - 11/03/2013

Uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revela que, em dez anos, houve uma queda de 9% na taxa de mortalidade por câncer em todo o estado. A redução nas mortes por tumores de estômago, colo do útero e pulmão (em homens) foi o que mais contribuiu para esse resultado. O levantamento comparou dados de 1999/2000 com 2009/2010. No primeiro período, o índice de mortalidade por câncer em São Paulo era de 104,6 pessoas para cada 100 mil habitantes. Já no segundo intervalo analisado, esse número caiu para 95,2 óbitos por 100 mil.

Homens x mulheres

Apenas entre a população masculina, as mortes por tumores tiveram queda de 10% em dez anos, passando de 131,1 para 118,6 em 100 mil habitantes. Já entre as mulheres, a redução foi de 8%, passando de 84,1 para 77,7 por 100 mil.

No caso dos homens, além da diminuição de 16% nos óbitos por câncer de pulmão e laringe, houve 12% de queda na mortalidade por tumor da cavidade oral e faringe, e 11% por câncer de esôfago e bexiga. Apesar disso, os tumores de pulmão e estômago ainda são os que mais matam os homens paulistas, junto com o de próstata.

Entre o sexo feminino, os destaques foram a redução de 32% dos tumores de colo do útero, e de 24% para outras partes do útero. Os tipos de câncer que mais matam as mulheres são os de mama, cólon (maior porção do intestino grosso) e reto, e pulmão. Além disso, os dois sexos tiveram queda nas mortes por linfoma (câncer no sistema linfático) não Hodgkin: 19% nos homens e 14% nas mulheres.

Menos fumo e mais papanicolau

Segundo José Eluf Neto, diretor-presidente da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), entidade ligada à secretaria, a redução na mortalidade por câncer tem várias causas, como maior prevenção da doença, diagnóstico precoce e aumento da qualidade dos tratamentos. Os resultados obtidos entre os homens – com menos mortes por câncer nas vias aéreas – indicam uma redução de fumantes, enquanto nas mulheres os dados apontam para um maior acesso ao exame papanicolau, explica Eluf Neto.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/03/mortes-por-cancer-no-estado-de-sp-caem-9-em-dez-anos-diz-secretaria.html

Cientistas descobrem gene que ajuda a entender o câncer

Exame – 13/03/2013

Alicante - Cientistas espanhóis encontraram um gene que acompanha às células móveis tumorais em seu deslocamento pelo organismo e ajuda a entender o até hoje desconhecido processo de formação de metástases, responsáveis por nove em cada dez mortes por câncer.

Este gene, conhecido por seu papel durante o desenvolvimento embrionário e denominado "Prrx1", foi caracterizado por uma equipe dirigida pela pesquisadora Ángela Nieto em um centro misto do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha e da Universidade Miguel Hernández de Elche.

Ángela relatou à Agência Efe que está há anos tentando descrever os mecanismos que dão origem às metástases a partir do movimento das células tumorais (o que é conhecido como "transição epitélio-mesenquimal" ou TEM).

Estas células se desprendem do carcinoma inicial e provocam o desenvolvimento do câncer em outra parte do corpo com resultados frequentemente mortais. A descoberta do novo gene foi publicada na revista científica internacional "Câncer Cell" e também foi objeto de interesse da revista "Nature", que classifica o fato como um "emocionante capítulo na compreensão das metástases".

A partir do conhecimento de que as células tumorais "viajantes" levam um gene chamado "snail" (caracol em inglês), a equipe da pesquisadora espanhola descobriu um "componente adicional" do "Prrx1" que, igual o anterior, também o ajuda na mobilidade.

No entanto, o "Prrx1" tem o acrescentado que, quando se apaga, a célula deixa de se movimentar e passa a ativar propriedades similares às das células-tronco, as quais os especialistas consideram "como iniciadoras de tumores e que são mais eficientes na formação de metástases". Ángela apontou que agora o desafio é determinar quais são os sinais que fazem "apagar" estes novos genes, o que acaba criando as metástases, a fim de desenhar um tratamento específico capaz de impedir este processo sem outros efeitos secundários.

Até agora se pensava que bloqueando o movimento celular se reduziria o risco de metástases, mas os últimos estudos mostram que as primeiras células cancerígenas saem do carcinoma e, inclusive, antes que haja capacidade real para detectar o câncer. Desta forma, o bloqueio do movimento - quando, na realidade, as células já circulam - representa um efeito contrário ao desejado e favorece a aparição de metástases.

Segundo a pesquisadora espanhola, é preciso "pensar completamente diferente em relação ao que se fazia antes da publicação desse estudo", ou seja, é preciso evitar atacar a mobilidade das células tumorais (TEM), já que é impossível evitar que as mesmas circulem em um paciente com câncer e porque, enquanto estiverem circulando, "não são perigosas".

http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/cientistas-descobrem-gene-que-ajuda-a-entender-o-cancer?page=2

Câncer no estômago pode ser detectado com exame de hálito, diz estudo

BBC – 06/03/2013

Em um levantamento com 130 pacientes, os pesquisadores descobriram que o exame tinha 90% de precisão no diagnóstico e na diferenciação do câncer de outros problemas do estômago.

O novo teste tenta detectar perfis químicos no hálito que são característicos de pacientes com câncer no estômago. A revista especializada British Journal of Cancer afirmou que o exame pode revolucionar e acelerar a forma como o câncer é diagnosticado. Atualmente, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de uma endoscopia. No procedimento, o médico insere um cabo flexível pela boca do paciente, que acoplado a uma microcâmera, permite a visualização do aparelho digestivo.

Kits e cães

Os pesquisadores descobriram que o câncer no estômago possui uma espécie de marca, uma característica específica: compostos orgânicos voláteis, que emitem um cheiro e podem ser detectados usando um kit médico ou talvez até cães farejadores. A técnica usada no exame não é nova, muitos pesquisadores estão trabalhando na possibilidade de exames de hálito para diagnosticar vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão.

O trabalho do professor Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, analisou 130 pacientes em situações diferentes: 37 deles tinham câncer de estômago, 32 tinham úlceras e 61 tinham outros problemas de estômago. Além de assegurar, com precisão, a diferença entre todos os problemas em 90% das vezes, o exame do hálito também conseguiu apontar em quais casos o câncer estava nos estágios iniciais e em quais estava em fases mais avançadas.

Agora, as equipes israelense e chinesa estão fazendo um estudo maior, envolvendo mais pacientes, para corroborar os resultados dos primeiros testes. Para Kate Law, diretora de pesquisa clínica da ONG britânica Cancer Research UK, os resultados da pesquisa são "promissores". "Apenas uma em cada cinco pessoas consegue uma cirurgia como parte do tratamento, pois a maioria dos casos de câncer no estômago são diagnosticados em fases que são avançadas demais para uma cirurgia", afirmou. "Qualquer exame que ajude a diagnosticar cânceres de estômago mais cedo vai fazer diferença na sobrevivência de longo prazo do paciente", acrescentou.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130306_cancer_estomago_exame_fn.shtml

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