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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/03/2013

Tóquio critica estudo da OMS sobre câncer por acidente em Fukushima

Terra – 01/03/2013

O governo japonês questionou nesta sexta-feira as conclusões de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um aumento dos riscos de câncer perto da acidentada central de Fukushima.

"Estes cálculos foram baseados na hipótese de que as pessoas continuaram vivendo nesta região e se alimentando de comida proibida. Mas não é o caso", explicou à AFP um funcionário do ministério do Meio Ambiente.

Segundo o relatório, o primeiro da OMS após a catástrofe nuclear de 2011, em um raio de 20 km ao redor da central acidentada por um violento terremoto seguido de um tsunami o risco de câncer de tireóide entre as mulheres e as crianças chegou a 1,25%, acima do índice comum, de 0,75%.

Em 1986, depois do acidente de Chernobyl, na Ucrânia, foi detectado um aumento considerável do número de casos de câncer de tireóide entre as crianças. "A primeira preocupação identificada neste relatório envolve os riscos específicos de câncer vinculados à região e a fatores demográficos", explicou María Neira, diretora da OMS para a Saúde e o Meio Ambiente.

"Uma análise dos dados, baseada na idade, no sexo e na proximidade em relação à central mostra um risco maior para aqueles que estavam nas zonas mais contaminadas. Fora destas zonas, incluindo a cidade de Fukushima, não se espera nenhum aumento de risco de câncer", afirmou Neira. O funcionário do ministério do Meio Ambiente ressaltou, no entanto, que os especialistas estão "divididos sobre a forma de calcular o impacto de uma exposição no longo prazo a fracas doses radioativas". "É errado acreditar que os moradores (próximos à central) vão desenvolver câncer nestas proporções", acrescentou.

http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/toquio-critica-estudo-da-oms-sobre-cancer-por-acidente-em-fukushima,3645263a06d1d310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Células de câncer aproveitam 'caos' para se reproduzir

Terra – 01/03/2013

Uma pesquisa britânica explicou a forma como as células de câncer se aproveitam do "caos" de seu código genético para se espalhar pelo corpo. Segundo os cientistas responsáveis pelo estudo, as células de câncer que formam um tumor são muito diferentes entre si e, assim, tornam-se mais resistentes aos medicamentos, facilitando sua proliferação.

A pesquisa, publicada na revista especializada Nature, constatou que as células de câncer que usavam sua matéria-prima ficavam "estressadas" e cometiam erros ao fazer cópias de seus códigos genéticos.

A maioria das células normais no corpo humano tem 46 cromossomos. No entanto, algumas células cancerosas podem ter mais de 100 cromossomos. Além disso, tal padrão é inconsistente: células cancerosas podem ter números diferentes de cromossomos entre si.

Para os cientistas, essa diversidade ajuda os tumores a não serem afetados pelos tratamentos e a 'colonizarem' novas partes do corpo.

Caos e ordem

Os cientistas da organização Cancer Research UK e do Instituto do Câncer do University College de Londres tentam descobrir como o câncer se transforma em algo tão diverso, com células tão diferentes entre si.

Anteriormente se acreditava que, quando uma célula cancerosa se separava para criar duas novas células, os cromossomos não eram divididos de forma igual entre as duas. No entanto, Charles Swanton, que liderou a pesquisa, realizou exames células de um câncer no intestino e concluiu que "há pouca prova" de que isso ocorre.

Cânceres são levados a fazer cópias deles mesmos. No entanto, se as células cancerosas não têm mais os tijolos de construção de seu DNA, elas desenvolvem o chamado "estresse de replicação de DNA". De acordo com a pesquisa, é a partir desse "estresse" que surgem os erros e os tumores diversos.

"É como construir uma ponte sem todos os tijolos e cimento o bastante para as fundações. Contudo, se você pode fornecer os blocos de DNA, você pode reduzir o estresse de replicação e limitar a diversidade nos tumores, o que pode ser terapêutico", afirmou Swanton.

O professor admitiu que "parece errada" a ideia de que pode ser terapêutico fornecer o combustível para o crescimento de um câncer. Mas o pesquisador afirmou que o estudo prova que o estresse de replicação era a raiz do problema e que novas ferramentas podem ser desenvolvidas para lidar com isso.

Os pesquisadores identificaram três genes perdidos com frequência em células de câncer de intestino diferentes, que foram muito importantes para o câncer que está passando pelo processo de estresse de replicação de DNA. Todos estavam localizados em uma região do cromossomo 18.

"Esta região do cromossomo 18 é perdida em muitos tipos de câncer, sugerindo que este processo não é visto somente no câncer de intestino", afirmou o professor Nic Jones, cientista-chefe da organização Cancer Research UK. "Cientistas agora podem começar a procurar formas de evitar que isto ocorra ou usar esta instabilidade contra o câncer", acrescentou.

Os próximos estudos vão investigar se esse mesmo estresse causa a diversidade em outros tipos de tumores.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/celulas-de-cancer-aproveitam-caos-para-se-reproduzir,7efb263a06d1d310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

Ômega-3 ajuda a prevenir câncer de pele, diz estudo

Veja – 25/02/2013

Segundo pesquisadores da Universidade de Manchester, na Grã Bretanha, tomar suplementos de ômega-3, nutriente encontrado em alimentos como peixes, linhaça, castanha e azeite, pode fortalecer o sistema imunológico de modo a torná-lo mais resistente aos danos da luz solar e, assim, proteger o corpo contra o câncer de pele. Essas conclusões foram obtidas a partir de uma pesquisa clínica — ou seja, feita com seres humanos — que estará presente na edição de março do periódico The American Journal of Clinical Nutrition.

O ômega-3 já foi associado a uma série de benefício à saúde, entre eles um efeito protetor em relação à memória e a redução do risco de eventos cardiovasculares. Esse novo estudo, desenvolvido no Centro de Dermatologia da Universidade de Manchester, é a primeira pesquisa clínica que identificou o efeito positivo do nutriente em relação ao câncer de pele.

Participaram do estudo 79 pessoas saudáveis. Parte delas recebeu diariamente um suplemento de quatro gramas de ômega-3, e o restante ingeriu doses de placebo. Todos os voluntários foram expostos, todos os dias, a uma máquina que emitia uma luz equivalente à do sol do meio-dia na cidade de Manchester. A exposição à luz durava 8, 15 ou 30 minutos, dependendo do participante.

Sistema de defesa — Os pesquisadores, então, avaliaram a imunossupressão que ocorria no corpo dos participantes com a exposição à luz da máquina. Imunossupressão significa a redução da atividade ou da eficácia do sistema imunológico. Há casos em que essa imunossupressão é necessária — pacientes com doenças autoimunes, por exemplo, recebem medicamentos com essa finalidade para tratar tais condições. No entanto, no caso desse estudo, a imunossupressão nos indivíduos foi induzida pela luz semelhante à solar — e essa diminuição da atividade do sistema de defesa pode prejudicar a capacidade de o corpo lutar contra um câncer de pele.

De acordo com os resultados, as pessoas que ingeriram ômega-3 e permaneceram na luz por 8 ou 15 minutos, em comparação com o grupo do placebo, apresentaram uma imunossupressão 50% menor com a exposição à luz da máquina. Não foi encontrada uma diferença significativa, porém, entre os indivíduos que ingeriram o nutriente e se expuseram à luz durante 30 minutos e aqueles que receberam doses de placebo.

Segundo Lesley Rohdes, coordenadora da pesquisa, apesar de esses resultados serem “animadores”, é importante lembrar que o ômega-3 não deve substituir o uso de protetor solar e nem a proteção física – como o uso de chapéu com a exposição ao sol, por exemplo. Rohdes explica que, embora a proteção do ômega-3 em relação ao câncer de pele pareça pequena, “o contínuo baixo nível de proteção do nutriente a partir de suplementos de ômega-3 é capaz de reduzir o risco de câncer de pele ao longo de toda a vida de um indivíduo”, diz.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/omega-3-ajuda-a-prevenir-cancer-de-pele-diz-estudo

Anvisa aprova uso de remédio oncológico para câncer de mama

Folha de S. Paulo – 22/02/2013

Uma nova opção de tratamento contra o câncer de mama avançado deve ficar mais ao alcance das brasileiras.

Na semana passada, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estendeu para essa doença a indicação do everolimo --droga já usada no país para outros fins.

A expectativa é que o remédio possa ser usado por 15% das pacientes com câncer de mama, doença que, segundo estimativas, atingiu 52 mil mulheres em 2012 no Brasil.

A Anvisa segue o entendimento de agências nos EUA e na Europa, que aprovaram em 2012 o uso do everolimo para pacientes na pós-menopausa com câncer de mama avançado, desde que o tumor seja hormonodependente --característica de até 70% do total dos casos.

Segundo Maira Caleffi, presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), a droga é uma opção para quem teve metástase, fez tratamento com terapias hormonais, mas se tornou resistente às drogas.

"É uma grande arma e é uma droga oral", diz ela.

Álvaro Caldas, gerente médico do Afinitor (única marca do everolimo, da Novartis), diz que um estudo com 724 mulheres identificou o impacto contra a doença.

"O everolimo mais que dobra a sobrevida livre de progressão da doença, e a paciente chega a ter uma redução do risco de recorrência da ordem de 55%." O medicamento e o tratamento hormonal que o acompanha custam R$ 8.000 por mês.

Algumas mulheres vinham tendo acesso ao remédio por alguns planos de saúde e pela via da Justiça. Esse foi o caso da advogada Laís Barbosa, 60, que ganhou liminar contra o Estado do Rio Grande do Sul na semana passada.

Depois da primeira aparição do câncer, em 2003, a doença voltou em 2012 duas vezes em locais diferentes. Da segunda vez, começou a tomar o everolimo, obtido por doação. "Em dezembro, fiz uma ressonância magnética do crânio e a melhora foi gritante. Daí saiu toda a vontade de lutar e pedir o remédio na Justiça", conta ela.

Patrick Eckert, gerente-geral de oncologia no Brasil da Novartis, diz que a empresa deve encaminhar ao Ministério da Saúde, nos próximos dias, um pedido para que o uso do remédio seja incorporado à rede pública.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1234817-anvisa-aprova-uso-de-remedio-oncologico-para-cancer-de-mama.shtml

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